Resenha de Show

O retorno triunfal do Setembro Negro Festival

Setembro Negro Festival, grandioso festival de música extrema no Brasil, retornou com força total à capital paulista. Durante os dias 29 e 30 de Setembro, sábado e domingo, os fãs de música extrema tiveram o privilégio de presenciar a volta do evento que havia estado em hiato por 5 anos.

A organização responsável pelo evento, Tumba Productions, foi fundada em 1996 pelo músico e produtor Edu Lane e já trouxe ao país nomes de peso do metal mundial. Entre eles, algumas atrações como Cannibal Corpse, Napalm Death, Behemoth e Marduk. A lista é longa, uma vez que a produtora reúne um time de excelentes profissionais cuja reputação, profissionalismo, organização e paixão pelo que fazem transparece em cada detalhe.

A 12º edição do Setembro Negro foi realizada no Carioca Club, em Pinheiros. Lugar de fácil acesso e já casa tradicional para o público de metal em São Paulo. Além da organização impecável, pontualidade e segurança, o line-up do festival foi simplesmente insuperável. Algumas bandas inéditas, como Morbid Saint, Purgatory, e Aeternus, outras, cuja formação atual os fãs provavelmente nunca mais terão a oportunidade de ver, como é o caso de Enthroned e Schirenc Plays Pungent Stench, ou ainda, artistas que jamais imaginou-se ver no Brasil: Coven e Wolfbrigade. Escolhas que demonstram profundo conhecimento do cenário de música extrema e coerência organizacional.

Leka Suzuki


Sábado, 29/09 – Primeiro dia de Setembro Negro Festival

Human Atrocity

As portas do Carioca Club se abriram pontualmente às 13hrs e às 14hrs já subia ao palco a primeira banda, Human Atrocity, que chegou com tudo trazendo seu death metal pesadíssimo diretamente de Brasília. Os músicos, veteranos do cenário underground nacional, se apresentaram pela primeira vez no festival. A baterista Renata, o guitarrista Hernan Sepulchral e o vocalista Rafael deram o pontapé inicial aquecendo o público, que neste momento, ainda estava chegando. A casa e a organização foram extremamente pontuais, seria legal a galera aprender a chegar mais cedo também para prestigiar as primeiras bandas. Afinal, não é todo dia que se tem a honra de ver pioneiros do death metal nacional e, uma das bateristas que mais inspiram as mulheres no cenário brasileiro, tocando ao vivo. Seu repertório rápido e destruidor teve com destaque as músicas “Stench of Death” e “Human Atrocity”.

Line -up

Rafael – vocal

Renata – bateria

Hernan Sepulchral Voice – guitarra

Set-List

Stench of Death

Human Atrocity

Mutilation

The Scream

Countless Graves

Leka Suzuki


Infested Blood

Após esse aquecimento destruidor, os pernambucanos do Infested Blood, também estreando nos palcos paulistas, trouxeram suas guitarras potentes e o vocal incomparável de Diego Do’ Urden, muito bem acompanhado pelo baixista Eduardo Baerne e do baterista Jhoni Rodrigues. Testemunhar a entrega de Diego ao vivo nos palcos é sempre um privilégio, seja nos vocais do Mystifier ou Infested Blood. Os recifenses não pouparam os ouvidos de ninguém e mandaram seu set-list potente que incluiu “DemonWeb Pits”, “Victims of the Dualism” e “Infernal Eneity”. Diego fez questão de agradecer ao produtor Edu Lane. E ainda rolou um cover do Suffocation, “Infecting the Crypts”. Nesse momento, a casa já tinha um bom público. Os músicos, além de tocarem neste evento, fizeram mais shows na capital paulista, merecem destaque os shows no Zapata e na Fofinho, pois houve uma bela recepção e apoio dos headbangers de São Paulo.

Line -up

Diego Do’ Urden – vocal e guitarra

Jhoni Rodrigues – bateria

Eduardo Baerne – baixo

Set-List

Infernal Eneity

Mind Flayers

Suffocation – cover: Infecting the Crypts

Iron Duke

DemonWeb Pits

My Rigid Anatomy

Victims of the Dualism

Leka Suzuki


Purgatory

Outra atração inédita, os alemães do Purgatory, subiram ao palco para simplesmente destruir tudo. A potência, energia e agressividade dos caras impressionou a todos. O repertório inteiro foi pesadíssimo, mas as músicas “Chaos, Death, Perditon” e “Pandemonium Rising” foram destaque. Antes de mandar “Codex Anti”, o vocalista Dreier disse: “Essa vai para nosso amigo Edu do Nervo Chaos”. Dreier, juntamente com o baterista Lutz Götzold, o baixista Peter Vehner e o guitarrista René Kögel saem em turnê pela América do Sul ao lado de Nervo Chaos e Enthroned durante o mês de outubro. E eles ainda tocaram “In Damnation Eternal” música do split lançado este ano juntamente com os finlandeses da banda Lie in the Ruins.

Line -up

Dreier – vocal e guitarra

René Kögel – guitarra

Lutz Götzold – bateria

Peter Vehner – baixo

Set-List

Devouring the giant

Chaos. Death. Perdition

Pandemonium rising

Downwards into Unlight

Codex Anti

Spreading the Plague

In Damnation Eternal

Consumed by Ashes

Death World Struggle

Leka Suzuki


Aeternus

Já com a casa bem cheia e o público totalmente aquecido após a porrada sonora do Purgatory, foi a vez dos noruegueses do Aeternus subirem ao palco. O vocalista e guitarrista Ares e o baterista Phobos estavam acompanhados pelo guitarrista Henning Berg e pelo baixista Mads Mowinckel. O guitarrista oficial da banda, Frode Kilvik, não pode vir, pois está em turnê com sua outra banda Krakow, que aliás é uma excelente recomendação, nada a ver com o death metal do Aeternus, mas simplesmente uma das bandas mais interessantes e originais da Noruega.

Aeternus, veio pela primeira vez à América do sul em ocasião especial, o aniversário de 25 anos da banda. Os pioneiros do dark metal norueguês, misturando elementos de death e black metal se destacam pela autenticidade e som completamente diferente do que estamos acostumados a ver quando pensamos nas bandas que também se originaram na pequena Bergen, patrimônio cultural da UNESCO e berço do black metal.

Eles agradaram aos fãs presentes ao trazerem “The Sword of Retribution” e “Boudica”, faixas do novo álbum “Heathen” lançado no início de outubro. O vocalista, Ares, perguntou se o público gostava de músicas antigas e mandou “Raven and Blood” do EP de 95. Em um determinado momento, o vocalista teve problemas com sua guitarra e foi prontamente atendido pela equipe de palco, o que demonstra o alto nível de profissionalismo do festival. Aeternus, em sua primeira vinda ao país, foi com certeza um dos grandes destaques do Setembro Negro.

Line -up

Ares – vocal e guitarra

Phobos – bateria

Eld – guitarra

Live session

Henning Berg – Guitarra

Mads Mowinckel – Baixo

Set-List

There’s no Wine Like the Blood’s Crimson

Burning the Shroud

The Sword of Retribution

Boudica

Sword Revenge

Raven and Blood

Leka Suzuki


Taake

E, para manter tudo na Noruega, logo em seguida, Taake subiu ao palco. A banda, também de Bergen e, também, completando 25 anos, participou pela primeira vez do festival, mas já é conhecida do púbico brasileiro. A performance do vocalista Hoest ao vivo é simplesmente extraordinária. Ele se movimenta o tempo todo, bebe vinho e se entrega ao momento do ritual. Eles levaram todo o peso e tradição do black metal norueguês ao palco. Taake ao vivo é simplesmente um privilégio. Banda essencial para fãs de black metal.

Line -up

Hoest/ Orjan Stedjeberg – vocal

Andiachaí – guitarra

Gjermund Fredheim – guitarra

Brodd – bateria

Set-List

Jernhaand

Nordbundet

Havet i Huset

Fra Vadested som Vaandesmed

Umenneske

Hordaland Doedskvad

Nattestid Ser Porten Vid

Leka Suzuki


Vulcano

Após três shows com bandas de fora, chegou o momento de uma lenda do metal mundial, Vulcano, subir ao palco. E eles simplesmente destruíram. Teve roda e o público cantou junto sentindo toda a intensidade dos pioneiros do metal extremo no Brasil. A banda está divulgando seu último álbum ao vivo, “Live III – From Headbangers to Headbangers”, que foi lançado este ano. É uma oportunidade maravilhosa ver os caras no palco mantendo a mesma energia do início da carreira. Uma aula de metal extremo.

Line -up

Luiz Carlos Louzada – vocal

Zhema Rodero – guitarra

Gerson Fajardo – guitarra

Carlos Diaz – baixo

Arthur Von Barberian – bateria

Set-List

The Man, The Key, The beast

Church at a Crossroad

Witche’s Sabbath

Propaganda and Terror

Thunder Metal

Total Destruição

Guerreiros de Satã

Legiões Satânicas

Dominions of Death

Spirits of Evil

Ready to Explode

Holocaust

Incubus

Death Metal

Bloody Vengeance

Leka Suzuki


Coven

A atração mais aguardada do primeiro dia do Setembro Negro foi a lendária Coven. A banda, formada nos anos 60, foi responsável por introduzir o sinal de chifres com as mãos, hoje, característica dos shows de metal. Além disso, seu primeiro álbum “Witchcraft Destroys Minds and Reaps Souls” abre com uma faixa chamada “Black Sabbath”. Lembrando que a banda Black Sabbath não existia quando Coven lançou seu primeiro álbum. As letras com temas relacionados ao ocultismo chocaram na época em que foram lançadas e também por ser uma banda liderada por uma mulher. Alguns dos clássicos hinos do Coven foram entoados em sua apresentação extraordinária e única. Teve caixão, teve muita psicodelia teatral e o clima sombrio em comunhão com o oculto.

A voz incomparável de Jinx leva o público ao êxtase. Afinal, quem imaginaria ter a oportunidade de ver o ritual do Coven no Brasil? Trazê-los ao festival foi uma conquista admirável da produção do evento e os aplausos e a intensidade de energia que o público demonstrou em todas as músicas foram tão memoráveis que faltam palavras para descrever este momento único na história de festivais de música no Brasil.

Line -up

Esther Jinx Dawson – vocal

The New Blood Coven

Set-List

Intro

Out of Luck

Black Sabbath

Coven in Charing Cross

White Witch of Rose Hall

Wicked Woman

The Crematory

Choke, Thirst, Die

Black Swan

Dignitaries of Hell

F.U.C.K.

Epitaph

Blood on the Snow

Leka Suzuki


Razor

Após uma pequena pausa ao final da apresentação ritualística do Coven, os canadenses do Razor subiram ao palco. Em uma atmosfera completamente diferente da anterior, neste momento, o público é impulsionado pelas guitarras potentes de uma das bandas mais icônicas do thrash metal mundial. Em uma breve pausa entre as músicas, o vocalista, Bob Reid, agradeceu ao produtor e músico Edu Lane, idealizador do evento, por trazê-los ao país e tratá-los como reis. O público cantou em coro vários clássicos da banda, incluindo “Evil Invaders” e “City of Damnation” que teve roda e levou todo mundo à loucura. Thrash metal old school dos anos 80 do jeito que os headbangers gostam.

É como se, durante todo o dia, as atrações fossem gradualmente aumentando seu nível de performance e, Razor, brilhantemente fechou a noite, às 22hrs em ponto, no ápice desta sensação tão única de estar em um festival cujo line-up é pensado nos mínimos detalhes, as escolhas são coerentes e a experiência de estar ali, naquele dia, deixou um gosto de quero mais no público, afinal, no domingo, o festival continuava.

Line -up

Bob Reid – vocal

Dave Carlo – guitarra

Mike Campagnolo – baixo

Rider Johnson – bateria

Set-list:
Cross me Fool
Iron Hammer
Violent Restitution
Cut Throat
Behind Bars
Sucker for Punishment
Instant Death
Hot Metal
Electric Torture
Parricide
City of Damanation
Take this Torch
Evil Invaders
Gatecrasher

Leka Suzuki


Domingo, 30/09 – Segundo dia de Setembro Negro Festival

Manger Cadavre?

No domingo, o segundo dia do festival teve início às 15hrs em ponto e a primeira banda a tocar foi Manger Cadavre?. A banda está em plena ascenção e fazendo vários shows pelo país afora. Os músicos, de São José dos Campos, são bem conhecidos na cena hardcore paulista, mas têm uma pegada death/ grind que agrada à vários públicos.

A banda é politicamente ativa e seu posicionamento crítico é bem claro, por isso não poderíamos deixar de lembrar que neste dia, 30/09, houve uma grande manifestação realizada por mulheres e também um evento organizado por bandas do hardcore nacional no Largo da Batata, nas proximidades do Carioca Club, localizado à Rua Cardeal Arcoverde e ao hotel onde os músicos estavam hospedados. Portanto, este protesto político acabou fazendo parte indiretamente do festival, uma vez que, vários músicos estrangeiros, ao observar toda aquela movimentação nas proximidades, quiseram saber mais sobre os eventos que antecediam o primeiro turno das eleições. E Manger Cadavre? foi uma das bandas que participaram do evento no Largo da Batata, logo pela manhã, antes de abrirem o segundo dia do festival. E, neste clima de tensão e protestos, eles mandaram seu recado também no palco, ao tocar músicas como “Suas Escolhas Fazem Você”, “Déspota” e “Crimideia”.

Line -up

Nata de Lima – vocal

Marcelo Augusto – guitarra

Marcelo Kruszynski – bateria

Jonas Godói – baixo

Set-List

Abril Vermelho

O Homem de Bem

Fracasso

Suas Escolhas Fazem Você

Totalitarismo Social

Iguais a Nós Mesmos

Existimos

Lago de Almas

Crimideia

Déspota

Origem

Hostil

Patologia Sistêmica

Leka Suzuki


Decomposed God

Logo depois desse tapa na orelha, os pernambucanos do Decomposed God chegaram com seu death metal blasfêmico e suas letras avassaladoras no vocal potente de Luiz Boeckmann. Eles elevaram o show à máxima potência e o público, que já era bem maior do que o dia anterior neste mesmo horário, demonstrou-se muito satisfeito interagindo com a banda. Os músicos agradeceram à produção e disseram que tinham dividido o palco com Edu Lane em várias ocasiões e que a casa era realmente incrível e uma das poucas no país com aquela estrutura. A banda intercalou músicas de seu último álbum, “Storm of Blasphemies”, lançado este ano, com músicas de seu primeiro full-length, “The Last Prayer”, lançado em 2000. O que teve um efeito muito positivo, a julgar pela empolgação e retorno do público.

Line -up

Luiz Boeckmann – vocal

Marco Antonio Duarte – guitarra

Wagner Campos – bateria

Jean Marcel – baixo

Set-List

Intro

Decomposed God

No Gods

Kill the Bastard

Delusion

Ecce Homo

Memorial Rests

Impregnated God of Lies

Hypocrite Liar

Leka Suzuki


Amen Corner

Os paranaenses do Amen Corner chegaram depois mantendo o mais alto padrão de qualidade do metal extremo nacional. Para alguém, como eu, que já os viu ao vivo várias vezes e está acostumado com seu ritual potente, poderia-se dizer que faltava algo, talvez mais entrosamento, mas nada que comprometesse sua apresentação. O auge do show foi a belíssima “Under The Whip and the Crown”. Eles são uma das melhores bandas de black metal nacional, com 26 anos de carreira e tem uma baterista maravilhosa, portanto, valeu muito a pena.

Line -up

Sucoth Benoth – vocal

Murmurio – guitarra

Tenebrae Aarseth – bateria

Set-List

Leviathan Destroyer

Heir of Lust, Heir of Pleasure

Black Thorn

Deusdemoteme

Under the Whip and the crown

Lamentation and Praise

Diabolic Possession

The Sons of Cain

Leka Suzuki


Enthroned

Continuando a pegada black metal, os Belgas do Enthroned entraram no palco em clima soturno e conseguiram elevar ainda mais a potência do som. A performance do vocalista Nornagest e a energia de seus músicos realmente envolveu o público que se entregou ao som da banda, principalmente durante as músicas “Through the Cortex” e “Nonus Sacramentum – Obsidium”. Eles ainda mandaram uma música nova “Hosanna Sathana”. Enthroned sai em turnê pela América do Sul, no mês de outubro, ao lado de Purgatory e Nervo Chaos.

Line -up

Nornagest – vocal

Neraath – guitarra

Shagal – guitarra

Norgaath – baixo

Menthor – bateria

Set-List

Of Shrines and Sovereigns

Baal al-Maut

Through the Cortex

Ha Shaitan

Behemiron

Nonus Sacramentum – Obsidium

The Burning Dawn

Tellum Scorpionis

Of Feathers and Flames

Hosanna Sathana

Leka Suzuki


Morbid Saint

Os norte-americanos do Morbid Saint chegaram com seu thrash metal de brutalidade intensa e mudaram o clima totalmente. Foi direto, bruto, cru e sem conversa, só roda e porrada sonora. A banda, formada nos anos 80 tocou ao lado de Death e, após uma pausa, retornaram em 2012, gravando seu mais recente álbum, “Destruction System”, em 2015. O único membro da formação original é o guitarrista Jay Visser. A apresentação deles foi sem dúvida alguma o momento mais intenso do dia até então.

Line -up

Cliff Wagner – vocal

Jay Visser – guitarra

Bob Zabel – baixo

DJ Bagemehl – bateria

Russel Gesch – guitarra

Set-List

Lock up your Children

Burned at the Stake

Scars

Crying for Death

Assassin

Conjure

Beyond the Gates of Hell

Damien

Leka Suzuki


Schirenc Plays Pungent Stench

Mantendo o mesmo clima de brutalidade sonora intensa, os austríacos do Schirenc Plays Pungent Stench, em sua primeira vinda ao país, subiram ao palco com seu death metal que dispensa apresentações. A banda, formada por Martin Schirenc nos anos 80, passou por problemas, se separou e o nome da banda está envolvido em disputas legais, por esse motivo, o músico austríaco retomou o projeto em 2013, mas sob novo nome e formação. O vocalista Martin Schirenc, muito bem-humorado e demonstrando estar bem satisfeito com o público do festival, disse: “Não sei por que não tinha vindo aqui antes, demorei 30 anos, mas valeu a pena.” E mandou seu “Deadly Medley” para o delírio de todos. Este show foi um daqueles que ficam na memória, não só pela intensidade, mas também por ser uma oportunidade rara para os apreciadores de death metal.

Line -up

Martin Schirenc – vocal e guitarra

Danny Vacuum – baixo e vocal

Mike Mayhem – bateria

Set-List

Fuck Bizarre

Happy Re-Birthday

Deadly medley

Bonesawer

Rip You Without care

A Small Lunch

Extreme Deformity

Shrunken and Mummified Bitch

Blood, Pus and Gastric Juice

Viva La Muerte

Leka Suzuki


Wolfbrigade

A lendária banda de punk sueca, Wolfbrigade era aguardada com muita expectativa pelos fãs brasileiros e não teve conversa, eles mandaram uma porrada sonora atrás da outra. Intensidade e energia sem tempo para respirar. E na pista, o público simplesmente enlouqueceu. Os músicos da banda Manger Cadavre?, fãs declarados dos suecos, se acabaram no mosh, principalmente quando a banda tocou o clássico “Warsaw Speedwolf”. Foi um show avassalador. Suor e roda define esse momento. Mais um privilégio raro proporcionado a quem compareceu ao festival.

Line -up

Micke – vocals

Jocke – guitarra

Erik – guitarra

Dadde – bateria

Johan – baixo

Set-List

March of the Wolves

Feed the Flames

Catch 22

War on Rules

From Beyond

November’s Delerium

Nomad Pack

Living Hell

Return to None

Barren Dreams

No Future

Outlaw Vagabond

Warsaw Speedwolf

Ride the Steel

Leka Suzuki


At The Gates

Os suecos do Wolfbrigade saíram do palco e, logo após uma breve pausa, outra atração sueca fez o encerramento da noite. Os músicos do At The Gates subiram ao palco para fechar grandiosamente o Setembro Negro. Não é possível dizer qual música foi o destaque desta apresentação por que o público simplesmente participou cantando junto e interagindo em todas elas. Era a última atração do festival e, em nenhum momento, a energia caiu. Foi realmente uma experiência única. Eles pareceram potencializar toda a energia que sentimos durante do dia. O vocalista Tomas Lindberg dedicou a música “A Stare Bound in Stone” para os amigos do Wolfbrigade. Teve choro e gritos enlouquecidos de fãs da banda quando eles mandaram “Under a Serpent Sun”. Ao final, a banda foi aplaudida por vários minutos. Foi algo realmente inesquecível.

Line -up

Tomas Lindberg – vocals

Martin Larsson – guitarra

Jonas – guitarra

Jonas Bjoler – bateria

Adrian Erlandsson – baixo

Set-List

To Drink From the Night

Slaughter of the Soul

At War With Reality

A Stare Bound in Stone

Cold

The Circular Ruins

Death and the Labyrinth

Daggers f Black Haze

Under a Serpent Sun

The Chasm

Heroes and Tombs

Nausea

Suicide Nation

The Book of Sand

Blinded by Fear

Kingdom Gone

The Night Eternal

O show terminou à 22h15 na noite de domingo, encerrando assim, dois dias intensos de Setembro Negro Festival, cujo retorno não poderia ter sido mais grandioso. Eu poderia usar todos os adjetivos que conheço para descrever o profissionalismo, a organização, o alto nível das apresentações e, ainda assim, não faria jus à experiência proporcionada ao público do festival, portanto, deixarei aqui, palavras ditas pelo vocalista da banda Aeternus, Ares, em entrevista exclusiva para o Headbangers News:

“Hoje foi realmente incrível para nós, alguns problemas técnicos, mas tudo resolvido. Mas de um modo geral, o show de hoje foi simplesmente o melhor. O público, o palco, o som, a equipe, tudo ótimo. As pessoas aqui, neste festival, são tão profissionais e é assim que deveria ser. Falo por todos da banda ao dizer que ficamos realmente impressionados. Peguei minha guitarra e sai do palco e imediatamente fui atendido e todo meu equipamento estava lá. Foi realmente rápido, profissional. A equipe se importa com você, eles se comunicam, falam inglês e eles realmente sabem o que fazer. Eles entendem do assunto, eles têm experiência. E é assim que tudo deveria ser. Quando você tem um festival nesse calibre de profissionalismo, tudo realmente funciona. E isso é bom para o público e para a banda. Por isso, tiro o chapéu para as pessoas por trás deste festival. Foi realmente impressionante.”

A equipe do Headbangers News agradece a oportunidade de ter presenciado tudo isso e espera ansiosamente pela 13ª edição.


Carioca Club

Data: 29/09/18

Horário: 15h30

Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros