Entrevistas

David Ellefson fala sobre a nova fase do Megadeth

Divulgação/Jackson


O Megadeth chega ao Brasil no embalo da conquista do Grammy 2017 como melhor performance de heavy metal pelo trabalho do Dystopia, décimo quinto álbum da banda, lançado no inicio de 2016.

Os fãs estão na expectativa para as apresentações do grupo no país: em São Paulo, no dia 31 de Outubro, no Espaço das Américas, e Rio de Janeiro, no dia 01 de Novembro, no Vivo Rio. Tive a oportunidade de entrevistar o baixista David Ellefson, que nos revelou algumas particularidades de mais uma visita ao país e curiosidades sobre os novos direcionamentos da banda.

Como foi o entrosamento e o processo artístico após Kiko Loureiro ter se juntado à banda?

Kiko agregou um elevado senso de conhecimento musical e de habilidades para a banda, aquilo que nós esperávamos quando o vimos como o novo guitarrista. Sua habilidade ao tocar violão acústico, e até mesmo suas habilidades ao piano, realmente fizeram com que o álbum “Dystopia” atingisse novos patamares artísticos.

Dystopia recebeu críticas muito positivas e rendeu uma indicação ao Grammy. Atualmente vocês estão compondo novas músicas?

Sim, começamos a compor novos riffs e novas letras no último verão (inverno no Brasil).

O clima político no Brasil, assim como nos Estados Unidos é terrível. O Megadeth sempre esteve antenado com a política e os acontecimentos mundiais. Agora com um brasileiro na banda, os assuntos da América Latina e do Brasil poderiam inspirar algumas músicas?

Kiko e eu conversamos muitas vezes sobre política e sua visão do Brasil tem sido muito revigorante e esclarecedora. Muitas vezes, as questões são as mesmas. Eu estou intrigado para ver como Kiko, do Brasil, e Dirk (Verbeuren), que vem da Europa, influenciarão as novas músicas e temas do Megadeth.

Esta é a 15ª vez que o Megadeth está no Brasil, desta vez o que os fãs podem esperar? Obviamente vocês nos amam e o amor é recíproco.

Para nós, estes dois shows no Brasil nesta semana são parte de uma “volta da vitória” para a conclusão de nossa turnê mundial ‘Dystopia’. Tivemos que vir aqui no último ano para o início do ciclo e agora para concluir 2017 com dois shows. Isto não é excitante somente para os fãs, mas também gratificante para nós da banda.

Já pensaram em realizar uma turnê tocando na íntegra o álbum Peace Sells… but Who’s Buying? Esta pergunta veio de um fã.

Nós já fizemos aniversários de álbuns na íntegra (Rust In Peace e Countdown to Extinction) e também executamos músicas selecionadas de “Youthanasia” e “Peace Sells…” em turnês recentes. O álbum que estamos trabalhando a partir de agora é “Killing Is My Business… and Business Is Good!” que foi remixado e remasterizado, logo será relançado.

Megadeth apresenta-se pela 15ª vez no Brasil

Jeremy Saffer/Divulgação


Megadeth apresenta-se pela 15ª vez no Brasil