Entrevistas

Marcello Pompeu fala sobre seu projeto solo com participações especiais

Prestes a celebrar 35 anos da formação do Korzus, o vocalista Marcello Pompeu nos concedeu uma entrevista via e-mail para contar de seu novo projeto solo, que vinha sendo feito em sigilo desde 2015, agora em fase de finalização e que conta com participações muito especiais. Além disso, prometeu outras surpresas e novidades também com o Korzus para este ano.

Leandro Almeida


Como é preparar um novo projeto solo depois de tanto na ativa?

Bom, isso é um lance bem pessoal. Às vezes, com o passar dos anos, você deixa de fazer algo que queria e que não pode fazer com sua banda. No meu caso, quero mostrar um outro lado que tenho: o de autor e compositor. Além de também de poder cantar um metal mais tradicional em português, poder me expressar sem ter que manter um estilo, um jeito ou uma história. Fazer um trabalho solo é ter a liberdade em minhas mãos. Não que o que faço no Korzus não me agrade, mas poder ir além.

Dos anos 80 para cá, o que mudou na cena para melhor e para pior?

Mudou tudo, mudou a música , a técnica, o padrão, os dogmas, a forma de expressão, os meios. Enfim, hoje é outro mundo, é tudo outro, nada que daria para explicar em poucas linhas.
As coisas boas são a velocidade, a comunicação, a qualidade, os shows, muita coisas. O pior… muitas coisas, mas o que mais me incomoda são a falta de memória e o desrespeito de alguns ou muitos… Sei lá.

Quais são as novidades do projeto e suas participações especiais?

Bom, as novidades são cantar em português, dedicar esse trabalho aos headbangers brasileiros, estar fora da minha zona de conforto que é o Korzus, poder mostrar um lado diferente meu, estar gravando com pessoas que eu admiro muito como músicos e pessoas, não ter q pensar em sucesso e agradar a todos, poder contar historias reais que muitos vão se identificar, dar enfase ao meu país. Nossa! Muitas coisas. Quanto às participações, na bateria o Aquiles Priester, grande amigo e um cara que eu queria fazer algo junto, no baixo Andria Busic, um mostro no quesito das 4 cordas e muito experiente, nas guitarras Degrigo e Soldado, grandes amigos também. E poder unir o hard rock com a pegada viceral e pesada foi primordial. No teclado meu irmão de grande correria e projetos Nei Medeiros. Fora algumas surpresas que na hora certa falarei. Só tenho a agradecer a eles pela gentileza e empenho no meu traballho solo.

Os fãs podem esperar uma turnê deste novo trabalho?

Aí já não sei. Quem sabe? Depende muito desse trabalho fazer barulho e ser necessário sair e tocá-lo. Claro que eu gostaria muito, mas cada coisa a seu tempo. Esse disco está sendo feito desde 2015 a sete chaves, só os mais chegados já ouviram algo dele e nos últimos dois meses peguei firme para finalizá-lo. Quero primeiro terminar, mostrar e depois penso nisso.

Como estão seus projetos como produtor?

Me mantenho na equipe MR. Som Studio com muita honra. Passamos por tempos difíceis, mas agora as coisas voltaram a normalidade. Fiquei quase um ano out pra tudo, devido a problemas físicos e nesse momento volto com tudo em todos meus segmentos. Como produtor estou com o Ajna, o Super Chiadeira, o Madgator, o DVD do Heaven’s Guardian com orquestra (Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás), a pastora Rosania Rocha e outros.

E do Korzus, podemos esperar também novidades?

Claro. Em dezembro de 2018 faremos 35 anos de banda e teremos muitas coisas para comemorar junto aos fãs. Teremos disco novo, livro da banda, nova linha de camisetas e roupas da banda e uma grande tour. Espero todos no mosh pit!