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Sã aposta no rock visceral com letras em português em disco de estreia

De Goiânia, power trio carrega verve setentista em rock cantado em português

Divulgação


De Goiânia, power trio carrega verve setentista em rock cantado em português

Rock psicodélico em português, visceral e filosófico. As sínteses são mesmo a melhor maneira de apresentar o complexo e criativo conceito por trás da música da banda Sã, de Goiânia, que lança o disco de estreia Una-Maçã nas plataformas de streaming pela Abraxas Records.

Danilo Xidan (guitarra e voz), Alexandre Sardelari (baixo) e Bruno Sardelari (bateria) trazem cargas pesadas do rock setentista às músicas de Una-Maçã, algo entre as jams heavy metal do Black Sabbath e o feeling pontual e alucinante do Grand Funk Railroad.

A concepção lírica de Una-Maçã acompanha a fritação sonora única criada pela Sã. Como sugere Xidan, figura conhecida no meio artístico goiano por outros projetos (Goldfish Memories e Agoristas), as letras e a música da banda são repletas de simbologias e, em resumo, tratam da história da criação da vida.

“É o ciclo da criação e da destruição e, enfim, recriar. Fala muito da humanidade e, toda vez que escuto o disco e acesso a mensagem, interiorizo como uma crítica a nós mesmos”, filosofa.

A própria maçã do título do disco tem a ver com o conceito da Sã, utilizada aqui para simbolizar a dualidade da vida, que ora pende ao amor, ora pende ao pecado. Tratamos do bem e mal, claro e escuro de uma forma igual. Buscando sempre o meio, o equilíbrio”. Já Una é uma palavra indígena para negro, escuro, preto. “Do pecado até a gravidade, o termo reforça o peso que a simbologia da maçã tem em nossa sociedade”, completa Xidan.

Assim como na música, a história da formação da Sã é um ciclo de redenção. O pivô da catarse, Xidan, conta. “A banda se conheceu quando fiz uma peregrinação de 420 quilômetros sem comida, dinheiro nem telefone. Ao final do nono dia, encontrei e fui hospedado pelos irmãos Sardelari, e juntos fizemos algumas jams”.