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Uganga divulga capa e tracklist de novo álbum ‘Servus’

“Servus” está sendo financiado pelo prêmio internacional Wacken Foundation e pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia/MG

Wendell Araújo


“Servus” está sendo financiado pelo prêmio internacional Wacken Foundation e pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia/MG

“Servus”, novo disco do Uganga, está quase pronto. Com produção de Gustavo Vazquez e do vocalista Manu “Joker”, o quinto álbum de estúdio do grupo mineiro, sucessor do aclamado “Opressor” (2014), está sendo financiado por dois relevantes prêmios, o Wacken Foundation, organização alemã sem fins lucrativos idealizada em 2008 pelos produtores do Wacken Open Air – o maior festival de heavy metal do mundo – e que apoia projetos de hard rock e heavy metal de todas as partes do mundo, tendo nomes como o de Alice Cooper entre os doadores, e também pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) de Uberlândia, Triângulo Mineiro, de onde a banda é originária.

“Servus” vai reunir 13 faixas: “Anno Domini” (Intro), “Servus”, “Medo”, “O Abismo”, “Dawn”, “Imerso”, “7 Dedos”, “Couro Cru”, “Hienas”, “Lobotomia”, “Fim de Festa”, “E.L.A. (Elo)” e “Depois de Ontem…”.

O desenho da capa de “Servus” foi desenvolvida pelo artista pernambucano Wendell Araújo que já trabalhou com outras bandas de destaque como Ratos de Porão e Cólera.

“A arte da capa e contracapa tem a ver com o momento atual pelo qual passa a humanidade”, explica o vocalista Manu “Joker”. “Digo, a inspiração do álbum vem disso, mas a arte em si mostra o Brasil num futuro que não sei, nem posso, determinar quando será. Tem a ver com o conceito do ciclo da vida no hinduísmo, as idades do ouro, prata, bronze e ferro. O momento atual que vivemos seria a Idade do Ferro, o fundo do poço antes da renovação, do renascimento. A arte mostra o mundo no futuro, na Idade do Ouro, em tempos pós-caos. Uma época de luz, paz e sabedoria. Seria utopia? Não acredito, mas também não sou senhor de verdade. Respeito quem pensa diferente e defendo o direito de discordar. Por sermos brasileiros é natural termos um foco especial no nosso país, porém não nos inspiramos no resultado das eleições ou na política atual para essa arte. É claro que tudo a nossa volta, toda essa lama, influencia nossas letras. Mas vai muito além disso. Servus já era um conceito que vinha sendo trabalhado desde quando começamos a pré-produção desse álbum quatro anos atrás. Na verdade acho que estamos na lama há séculos (risos), mudam somente os rostos. Não será a política que vai nos salvar, seremos nós mesmos! Sou um otimista e sei que em algum momento todo esse ódio será passado. Não sei se estaremos aqui para ver isso, mas uma hora vai rolar. Servus trata disso, do fundo do poço, da luta pela sobrevivência e de tempos de redenção. O artista pernambucano Wendell Araújo entendeu muito bem essa ideia e fez um trabalho incrível, o cara foi indicação do Marco (bateria) e foi a escolha perfeita, tremendo artista! Conversamos bastante, ele fez uns esboços e logo foi flecha no alvo! A questão espiritual no Uganga sempre esteve presente e dessa vez não foi diferente… Na capa, o feiticeiro (Uganga significa Feitiçaria em Swahilli) tem o rosto com pintura de guerra Kayapó, usa colares do budismo e da umbanda e a luz saindo da testa faz referência direta a Raja Yoga/Hinduísmo: é uma fusão louca de simbolismos, sentimentos e energias. Assim como é a música do Uganga.”

Duas faixas que estarão no tracklist de “Servus” já são conhecidas do público. Um vídeo para “Fim de Festa” foi disponibilizado pelo canal Moviola Mídia Livre através do projeto Casa Verde Sessions especial Triângulo Mineiro. Já “Couro Cru” foi originalmente gravada pelo Uganga em seu primeiro álbum, “Atitude Lótus” de 2003, e ganhou novo arranjo quando o grupo fez a apresentação ao vivo registrada para seu DVD “Manifesto Cerrado”.