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Unabomber lança o videoclipe ‘Pesadelo’

Composta por Paulo Cesar Pinheiro e Maurício Tapajós, a música gravada originalmente pelo MPB4 em 1972 é o segundo single lançado pelos cariocas da Unabomber e ganha clipe que pode ser visto no youtube.  A letra é atual  e passeia por velhas preocupações ressurgidas e a necessidade de novas perspectivas em meio a maior polarização política, social e ideológica jamais vista no país. “A ideia do clipe foi feita em conjunto e queríamos uma referência de cinema clássico. Então escolhemos o Laranja Mecânica ( Kubrick) , da banda DEVO e trabalhadores industriais.” – conta os integrantes.

Ficha técnica:

Vídeo oficial da versão da música “Pesadelo” de Paulo Cesar Pinheiro e Maurício Tapajós.

Produção musical – Celo Oliveira (Kolera Home Studio)

Direção, vídeos, Edição e Pós produção – Celo Oliveira e Gabby Vessoni

Gravado no estúdio VilaMusical/Maracanã, Rio de Janeiro, Maio/2018

Unabomber lançou dois singles, “Silêncio” e “Pesadelo” que farão parte do segundo EP do grupo com previsão de lançamento para o final de 2018.

Marcos Hermes/Divulgação


Biografia

“Alguém lembra de Theodore Kaczynski? O terrorista e matemático americano, um gênio do mal preso nos anos 1990 e trancafiado até hoje? O pseudônimo do terrorista, Unabomber, serviu como ideia para um grupo de músicos da Baixada Fluminense, nos mesmos anos 1990, darem o nome à sua banda de rock.

Enquanto integravam outros grupos, os rapazes se reuniam no fim de semana para tocar e compor. O batera Paulo Stocco (PC, figurinha fácil e querida no underground carioca, de bandas como Jason, Mandril e Perdidos na Selva) e os irmãos Sandro Luz (guitarra) e André Luz (vocais) convidaram o baixista Alan Vieira. Após alguns shows, resolveram recrutar mais um guitarrista e Jeff Barata se prontificou de imediato a assumir a posição.

Em 1994, PC, André e Sandro criaram a pequena e bem estruturada casa de shows, o Canil Pub, também na Baixada. As bandas mais significativas do chamado underground carioca dos anos 1990 e de outros cantos do Brasil e até da Argentina tocaram por lá, como Second Come, Planet Hemp, Piu Piu e sua Banda, Gangrena Gasosa, Dementia e tantas outras. Apesar do sucesso, resolveram encerrar as atividades do Canil Pub naquele mesmo ano.

A partir de 1995, a banda iniciou uma reformulação no som e nas composições. Foi quando o Unabomber gravou sua primeira demo, com produção própria. A repercussão foi forte, com resenhas em todas as revistas especializadas e zines. A imprensa roqueira na internet ainda engatinhava. O segundo tape foi gravado em agosto de 1997, com a produção do então iniciante Rafael Ramos (hoje um nome de peso da indústria da música no Brasil, sócio da gravadora Deck). O material foi lançado oficialmente em janeiro de 1998, novamente com bom eco na imprensa, que destacava a originalidade do som.

Os músicos do Unabomber foram classificados para as três edições do Festival Skol Rock, entre os anos de 1996 e 1998, e obtiveram o 2º lugar na etapa Rio, em 1997. No período, abriram shows de bandas como Titãs, Raimundos, Charlie Brown Jr., Paralamas do Sucesso, Lemonheads e outras, em casas como Imperator, Metropolitan e Mistura Fina, no Rio, e Ginásio Álvares Cabral, em Vitória (ES).

Mostraram a cara em programas de rádio e TV, como o “Ultrassom”, da MTV, e “Caderno Teen”, da TVE. As músicas “Sociedade Aberta e seus Inimigos” e “Só Hoje” foram executadas em emissoras como a Cidade FM (Rio) e Brasil 2000 FM (São Paulo).

Em 1999, apresentaram-se algumas vezes na capital paulista pelo Festival Lollapalooza Playcenter. Unabomber foi a única banda fora do estado de São Paulo classificada para gravar uma faixa no Be Bop Studio para a coletânea oficial do festival, com outras 12 bandas como o Nitrominds e o End of Dread. No mesmo ano, Unabomber encerrou as atividades. O batera PC foi o único que seguiu na música.

No início de 2017, Unabomber voltou a tocar. O grupo gravou seis músicas selecionadas a partir das demo-tapes dos anos 1990, com um embrulho profissional que dá total destaque ao instrumental preciso e aos vocais agressivos de André Luz, mais ou menos como se o cultuado disco “Titanomaquia” (1993) ganhasse vida própria.

O material foi gravado, mixado e masterizado no Kólera Studio, com produção de Celo Oliveira (Hydria/Fleesh) e compô um EP lançado exclusivamente em meio digital. A direção artística foi do fotógrafo Marcos Hermes.”  (Por Bernardo Araújo, Jornal O Globo)