Resenhas

Fury

Ektomorf

8.0

Confesso que nunca tinha ouvido falar da banda húngara Ektomorf antes, até que recebi um release da assessoria de imprensa anunciando um show deles no Sesc Pompeia neste mês de Fevereiro. Fui atrás de mais informações, pesquisei músicas nas plataformas de streaming e encontrei este surpreendente álbum Fury, de 2018.

Numa primeira audição, me fez rementer ao Sepultura em seus tempos áureos, com uma bateria insana, um vocal rasgado e com sotaque carregado num inglês obviamente de um não nativo. A simplicidade das composições torna a banda ainda mais interessante, transmitindo algo perdido por muitos grupos atuais que querem seguir modismos ou apenas ficam obscurecidos pelo excesso de “virtuosidade”.

O álbum todo tem 35 minutos, mas de forma alguma perde qualidade. Faixas como “Fury”, “Blood for Blood”, “Bullet In Your Head” e “The Prophet Of Doom” vão direto ao ponto e te fazem “bangear” inconscientemente. Na faixa “Fury”, por exemplo, há algo de Slayer ali. Talvez aquelas guitarras primitivas lá do começo do thrash metal.

Não há nada que desabone o grupo em soar como bandas que são referência. Aliás, fazem isso de forma muito competente.