A espera finalmente acabou! Depois de quase sete anos e meio, os britânicos do Venom estão de volta, com “Into Oblivion“, o 16° álbum da banda que influenciou toda a cena Black Metal.
O sucessor de “Storm the Gates” (2018) foi lançado na última sexta-feira, 1, pela Noise Records, e o melhor, ganhou uma versão brasileira através do selo mineiro Cogumelo. É marcado também por ter a formação mais estável da história da banda, formada pelo fundador Cronos, além de Rage e Dante. Eles estão juntos desde o ano de 2009, sendo este o 4° álbum seguido sem alterações no lineup.
A banda estava trabalhando há muito tempo no novo álbum, e alguns entreveros impediram o lançamento antes, como a Pandemia de COVID-19, que só se normalizou a partir de 2022, além da extensa agenda de shows da banda. Mas Cronos disse que o tempo valeu a pena e que o álbum é fruto do “sangue, suor e lágrimas” de todos os envolvidos.
Gravado no Black Quay Studios e também no Offworld Mobile Recording, localizados no Reino Unido, o novo petardo foi produzido pelo baixista/vocalista Cronos, e a mixagem aconteceu no icônico Abbey Road. A capa merece destaque e é horripilante, no bom sentido da palavra, e os fãs do Venom irão se apaixonar no mesmo instante em que visualizarem a imagem que faz jus à história que a banda tem escrito ao longo dos anos.
Bolacha rolando, e o Venom não haverá de decepcionar o fã que espera da banda um som pesado, sujo, sem preocupações com harmonias e polidez. Aqui tudo é ríspido, com uma aparência nada comercial, e consequentemente, para pouquíssimos ouvidos. Temos treze músicas em breves 43 minutos, com destaques para a faixa-título, além de “Lay Down Your Soul“, “Men & Best“, “Death the Leveller“, e “As Above So Below“, que garantem bons momentos para o headbanger bater cabeça.
Em “Into Oblivion“, a banda preservou sua característica bem rústica, mas sem abrir mão de elementos do Metal contemporâneo. Obviamente, o álbum não terá a mesma relevância de obras como “Welcome to Hell“, “Black Metal” ou “At War With Satan“, a santíssima Trindade da banda que inspirou o lado mais extremo do Metal, mas, o novo álbum não faz feio. Ao contrário, honra de maneira bem digna o legado que Cronos e seus asseclas têm deixado. Vale a pena a audição.