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Memory Remains: Blind Guardian – 32 anos de “Follow the Blind” e a quase exclusão do maior clássico da banda

Memory Remains: Blind Guardian – 32 anos de “Follow the Blind” e a quase exclusão do maior clássico da banda

14 de abril de 2021


Em 14 de abril de 1989, o Blind Guardian lançava “Follow the Blind“, o segundo álbum de sua grandiosa carreira. Ele não é tão bruto e cru como o álbum de estreia e apresenta algumas melhorias no som, embora a pegada Speed Metal ainda seja predominante. Assim, temos mais um álbum apagando as velinhas neste dia tão frutífero para o Heavy Metal, e que também ganha um espaço no nosso Memory Remains.

Menos de um ano depois da estreia, a banda entrou em estúdio para gravar o aniversariante do dia. E ficaram no “Karo Studios“, na época, localizado na Alemanha ocidental (N. do R: estamos falando de uma Alemanha separada em duas, fruto da divisão do mundo pós-guerra entre capitalismo e comunismo. E no final daquele ano, o país voltaria a se unificar), entre os meses de janeiro e fevereiro de 1989. Kalle Trapp assinou novamente a produção, como havia feito em “Battalions of Fear”.

A versão em vinil do aniversariante do dia trazia fotos e letras, que, por alguma razão, não entraram na primeira prensagem do CD. Uma curiosidade é que o hino da banda, “Valhalla“, quase não entrou na gravação. A razão? A banda simplesmente não gostava da música, porém, ela acabou sendo incluída para que a duração do álbum fosse um pouco mais estendido. E se mostrou uma decisão mais do que acertada.

A abertura se dá com

Em 14 de abril de 1989, o Blind Guardian lançava “Follow the Blind“, o segundo álbum de sua grandiosa carreira. Ele não é tão bruto e cru como o álbum de estreia e apresenta algumas melhorias no som, embora a pegada Speed Metal ainda seja predominante. Assim, temos mais um álbum apagando as velinhas neste dia tão frutífero para o Heavy Metal, e que também ganha um espaço no nosso Memory Remains.

Menos de um ano depois da estreia, a banda entrou em estúdio para gravar o aniversariante do dia. E ficaram no “Karo Studios“, na época, localizado na Alemanha ocidental (N. do R: estamos falando de uma Alemanha separada em duas, fruto da divisão do mundo pós-guerra entre capitalismo e comunismo. E no final daquele ano, o país voltaria a se unificar), entre os meses de janeiro e fevereiro de 1989. Kalle Trapp assinou novamente a produção, como havia feito em “Battalions of Fear”.

A versão em vinil do aniversariante do dia trazia fotos e letras, que, por alguma razão, não entraram na primeira prensagem do CD. Uma curiosidade é que o hino da banda, “Valhalla“, quase não entrou na gravação. A razão? A banda simplesmente não gostava da música, porém, ela acabou sendo incluída para que a duração do álbum fosse um pouco mais estendido. E se mostrou uma decisão mais do que acertada.

A abertura se dá com as duas faixas que foram às primeiras que eu escutei da banda: a intro “Inquisition”, que tem o canto retirado do filme “Mont Python“; e “Banish From Sanctuary”, extremamente rápida e técnica, com direito a duetos de guitarras. Uma ótima canção.

Damned for All Time” é tão rápida quanto a anterior, mas é ainda mais agressiva e ríspida, beirando o Thrash Metal. Excelente. E “Follow the Blind”, a faixa título impressiona pela abertura em que mescla o peso das guitarras com violões e a música se desenvolve de.maneira densa e bem menos rápida e carregada de melodia, que iríamos ver de maneira predominante mais a frente na carreira do grupo. E aqui deixa uma ótima impressão pela qualidade dos caras. Sonzão.

as duas faixas que foram às primeiras que eu escutei da banda: a intro “Inquisition”, que tem o canto retirado do filme “Mont Python“; e “Banish From Sanctuary”, extremamente rápida e técnica, com direito a duetos de guitarras. Uma ótima canção.

Damned for All Time” é tão rápida quanto a anterior, mas é ainda mais agressiva e ríspida, beirando o Thrash Metal. Excelente. E “Follow the Blind”, a faixa título impressiona pela abertura em que mescla o peso das guitarras com violões e a música se desenvolve de.maneira densa e bem menos rápida e carregada de melodia, que iríamos ver de maneira predominante mais a frente na carreira do grupo. E aqui deixa uma ótima impressão pela qualidade dos caras. Sonzão.

Hall of the King” traz de volta a velocidade ao álbum e ainda que aqui ainda seja um tanto quanto ingênua, a garra e a energia dos caras nos contagia. A música ainda conta com ótimos riffs quando eles mudam o andamento. Aqui temos uma participação especial de Kai Hansen no solo. Fast to Madness” mantém a pegada rápida, mas também carregada de melodia, resultando em uma boa canção, enquanto que “Beyond the Ice” é uma ótima instrumental, rápida e que combina riffs pesados e muita melodia nas guitarras. E ela é uma ponte para o hino da banda…

… “Valhalla”, que combina de igual forma a velocidade e a rispidez do Thrash Metal com a melodia, principalmente na parte que antecede o refrão e o próprio. É emocionante ver a banda tocar esse sim até os dias atuais. Kai Hansen empresta novamente seu talento, ajudando Hansi Kursch no vocal e gravando novamente o solo. Melhor não poderia ter ficado. As duas faixas finais são covers, sendo “Don’t Break the Silence” uma versão que os caras fizeram para a música do Demon e o instrumental que o Blind Guardian fez aqui é a síntese do Speed Metal, muito rápida e enérgica, sendo uma das melhores deste play em minha opinião. Esta faixa não está na versão original, ela foi inclusa na versão em CD, pois a gravadora queria uma faixa extra.

E a bolacha chega ao final com uma versão escrachada e bem legal para “Barbara Ann”, dos The Regents. Esta eu também conheci no álbum ao vivo deles, “Tokyo Tales”, que foi a minha porta de entrada para o Blind Guardian. Aqui o produtor Kalle Trapp assume a guitarra durante o solo.

E em 40 minutos chegamos ao final de uma excelente audição. O mais curioso é que os caras da banda consideram “Follow the Blind” como o disco mais fraco já gravado por eles. A justificativa é que, eles se forçaram a aumentar a complexidade em suas composições após assistir a uma apresentação do Testament, no icônico festival “Dynamo Open Air” e também por pressão da gravadora. E se você, caro leitor, assim como este redator que vos escreve, discorda da banda, vamos então celebrar este álbum maravilhoso, desejar uma longa vida ao Blind Guardian. Fique em casa se puder, curtindo os álbuns que comemoram mais um ano de lançamento e de olho nas matérias que nós da HEADBANGERS NEWS estamos preparando com toda a nossa dedicação a você, caro leitor, que é a nossa razão de ser. Em breve tudo isso vai passar e iremos ver este quarteto em cima dos palcos novamente.

Follow the Blind – Blind Guardian

Data de lançamento: 14/04/1989

Gravadora: Vigrin

Faixas:

01 – Inquisition

02 – Banish From Sanctuary

03 – Damned for All Time

04 – Follow the Blind

05 – Hall of the King

06 – Fast to Madness

07 – Beyond the Ice

08 – Valhalla

09 – Don’t Break the Circle

10 – Barbara Ann

Formação:

Hansi Kursch – Vocal/Baixo

André Oblich – Guitarra

Marcus Siepen – Guitarra

Thomas “Thomen” Stauch – Bateria

Participações especiais:

Kai Hansen – Vocal e guitarra solo (“Hall of the King” e “Valhalla“)

Mathias Wiesner – Teclado

Kalle Trapp – Guitarra solo (“Barbara Ann” ) e Backing Vocal