Resenhas

Variant

Rictus Of Rage

Avaliação

8.0

‘Variant’ – A Jornada Sombria e Profunda de Rictus of Rage. Do coração de Prescott, Arizona, surge a distinta presença musical de Rictus of Rage, composta por Mike Masser e Jeff Watson. Fundada em meio a amizades formadas nos corredores do ensino médio, a banda moldou seu som através de influências que vão de Black Sabbath a Tool.

O último trabalho, “Variant”, é uma ode sonora ao metal pesado e arrastado, mergulhando nas profundezas do doom metal com um toque de progressividade. Apesar de ser um álbum de 2021, Mike sentiu o dever de manter o legado do amigo, com apenas cinco faixas, o disco marca por sua sonoridade singular e sua história.
Começando com “Silent Weapons For Quiet Wars” que revela um universo sônico sombrio, onde riffs pesados e batidas cadenciadas criam uma paisagem sonora que prepara o terreno para o que está por vir. A voz de Jeff, agora um legado, emerge como um lamento melódico, ressoando com ruído de rádio e um eco através da escuridão.

“Dreams Of Deathbed” vem combinando elementos progressivos lisérgicos com uma progressão que conduz o ouvinte por corredores de desespero e introspecção. Os vocais de Mike se entrelaçam com a guitarra, criando uma harmonia que corta profundamente.

“Sepsis” continua a vibe anterior, mergulhada em lisergia sombria. Pouco mais de 1min50 a atmosfera muda de licergia pra raiva e maldade, com riffs carregados e pesados e uma percussão que ressoa como batidas do coração da própria escuridão. Cada acorde aliado a linha vocal de Jeff é como uma advertência ao ouvinte, uma expressão da angústia e medo que permeia o álbum.

“I’m The Monster” surge como uma quebra de expectativas, sua introdução dá a entender que virá um dance, mas que logo toma forma de um Doom Metal, similar ao trabalho dos grupos como GZR, essa faixa me lembrou claramente ‘Drive Boy Shooting” só quem em uma velocidade menor. Com riffs poderosos que ecoam como trovões em meio à escuridão e os vocais de Jeff, a canção cria uma tensão única, adicionando uma dimensão visceral à narrativa da música.

Encerrando a jornada sombria, “Heretic” é uma epopeia que fecha o álbum com uma grandiosidade brutal. O refrão de Heretic instaura uma agonia em nossa mente e nos faz gritar juntos, essa é com certeza uma faixa que culmina em uma destruição total. Uma conclusão épica que ressoa na mente do ouvinte.

A estética sonora de “Variant” transcende a mera experimentação musical; é uma exploração corajosa das sombras que habitam o subconsciente humano. Rictus of Rage homenageia não apenas o legado musical da banda, mas também a memória eterna de Jeff Watson. Este álbum não é apenas uma audição, é uma imersão em um mundo brutal.