“Permission to Feel”, o novo álbum de Colin Bragg, é uma verdadeira experiência nova para os amantes de música, e uma ótima pedida para os amantes e fãs de música atmosférica e experimental. Com referências que vão de Robert Fripp a Brian Eno, passando por David Torn, Bill Frisell e BJ Cole, este álbum é uma trilha sonora de introspecção e descoberta.
“Chandra”, a faixa de abertura, nos envolve imediatamente em uma atmosfera mística. Imagine-se flutuando no cosmos, cercado por estrelas cintilantes. Este som ambiente cria uma sensação de expectativa e misticismo, como se estivéssemos prestes a descobrir um novo mundo.
Em seguida, temos “Autophones”, uma viagem interplanetária com teclados futuristas em loop. A música brinca com a ambiência, criando uma paisagem sonora que é ao mesmo tempo ancestral e futurista. É como se estivéssemos ouvindo ecos do passado e do futuro ao mesmo tempo, uma sensação única e hipnotizante.
“Further Yet” continua a jornada com um toque mais misterioso. Uma guitarra distorcida faz licks suaves ao fundo, adicionando uma camada de sujeira que contrasta com o som atmosférico. Esta faixa é perfeita para aqueles momentos de introspecção profunda, onde cada nota parece contar uma história secreta.
“Warbler” nos prepara para a próxima viagem com seu sintetizador grave. É como se estivéssemos nos preparando para mergulhar em um oceano de sons, onde cada onda nos leva mais fundo na experiência sonora de Colin Bragg.
“Yawp”, a faixa mais curta do disco com 3 minutos e 26 segundos, oferece um breve mas impactante respiro. É um intervalo perfeito antes de mergulharmos novamente na profundidade do álbum. Já na faixa seguinte,”Skipping”, traz uma vibração eletrônica e retrô futurista que lembra os experimentos de Kraftwerk. É impossível não se deixar levar pelos ritmos pulsantes e pela energia vibrante desta faixa. É como se estivéssemos dançando em uma discoteca futurista, cercados por luzes neon.
“Found Object” nos leva de volta à escuridão com seu som sombrio. O título é perfeito, pois a faixa realmente parece capturar o som do vazio profundo do mar, misturado com o bater das cordas digitais de uma guitarra. É uma experiência sonora que nos faz sentir pequenos diante da imensidão do universo. Finalmente, em “Art Class” encerra o disco com um som aveludado e abafado, tranquilo e angelical, esta faixa é um bálsamo para a alma. É como se estivéssemos flutuando em uma nuvem de serenidade, terminando a jornada sonora de forma perfeita.
“Permission to Feel” é uma trilha sonora digna de um vídeo game de Hideo Kojima, repleta de referências simbióticas, naturais e futuristas. Colin Bragg nos convida a nos permitir sentir, e através de sua música, encontramos uma maneira de navegar por nossas próprias emoções.
Este álbum é uma obra de arte que desafia categorizações fáceis, oferecendo uma experiência cinematográfica que vai além dos limites tradicionais dos gêneros musicais. Se você é fã de música aventureira e ambiental, este álbum é um convite irresistível para uma jornada inesquecível.