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Calor, riffs e peso: Corrosion of Conformity domina a Burning House

Calor, riffs e peso: Corrosion of Conformity domina a Burning House

18 de janeiro de 2026


Crédito das fotos: Plínio Nakamura/Headbangers News

O início de 2026 vem presenteando os fãs de música extrema com um calendário repleto de grandes apresentações internacionais de rock e metal. A noite de 17 de janeiro foi marcada pela apresentação da icônica banda americana Corrosion of Conformity (CoC), que subiu ao palco da Burning House, deixando sua cicatriz no público. Este show não apenas celebrou o retorno da banda aos palcos brasileiros após um hiato de 8 anos, mas também selou o fechamento da turnê latino-americana, que incluiu apresentações no México, Chile e Argentina.

O clima do verão brasileiro estava implacável, com altas temperaturas e uma forte tempestade no final da tarde, quando os fãs começaram a chegar à Burning House, localizada no bairro da Água Branca. Sem uma banda de abertura, o Corrosion of Conformity subiu ao palco da pequena, mas eficiente casa de shows, pontualmente às 20h. Bobby Landgraf, o atual baixista, foi o primeiro a aparecer, inaugurando a noite com os poderosos acordes de “Bottom Feeder (El que come abajo)”. Logo em seguida, Jason Patters assumiu o ritmo na bateria, enquanto Woody Weatherman se juntou com sua guitarra. Finalmente, Pepper Keenan completou o quarteto, entregando o icônico riff de “Paranoid Opioid”, do álbum de 2005, “In the Arms of God”.

A energia elevada pela presença imponente da banda continuou com a aclamada “Seven Days”, do álbum “Deliverance”. O grupo seguiu presenteando o público com uma seleção de clássicos que percorreu diversas fases de sua carreira, mantendo todos em êxtase. Entre as músicas que deixaram sua marca, destacaram-se “Broken Man”, “Wiseblood”, “Stonebreaker” e “Who’s Got the Fire”, que ecoaram pelas paredes da Burning House e garantiram um evento memorável para os fãs.

Naquela noite, a Burning House fez jus ao seu nome, oferecendo um ambiente extremamente quente e com pouca circulação de ar. Para piorar, o ar condicionado principal da casa estava quebrado, e os funcionários atravessavam a plateia durante o show, carregando grandes ventiladores na tentativa de proporcionar algum alívio, pelo menos para a banda. Com bom humor, Pepper Keenan, sempre simpático e atencioso com os fãs, fez algumas brincadeiras sobre a temperatura do local. Enquanto enxugava o suor e tomava um gole de sua cerveja Brahma, ele riu e comentou: “Eu não costumo me incomodar com calor, nós somos do Sul dos Estados Unidos.” Essa interação leve e descontraída reforçou a conexão entre a banda e seus admiradores.

Mesmo com as camisas encharcadas e o suor escorrendo abundantemente, a banda não esmoreceu e tocou com potência. Eles finalizaram o show com as intensas “King of the Rotten” e, antes de executar “Vote With a Bullet”, o vocalista lembrou à plateia que essa música se torna importante a cada quatro anos, independentemente do governo no poder.

Após se retirarem do palco, a banda voltou para o encore, sempre bem-humorada e agradecendo ao público pela presença diversas vezes. Eles compartilharam a empolgação de que, em abril deste ano, lançarão um álbum duplo e expressaram o desejo de retornar aos palcos brasileiros para apresentar o novo material aos fãs. Como despedida, buscaram no início da carreira a clássica “Mad World”, pedindo ajuda ao público para cantar “Albatross”, antes de entregar um final virtuoso com a poderosa “Clean My Wounds”. A energia e a conexão com os fãs foram os grandes destaques da noite, deixando um desejo palpável de retorno.

Setlist

Bottom Feeder (El que come abajo)
Paranoid Opioid
Seven Days
Broken Man
Wiseblood
Born Again for the Last Time
Stonebreaker
Who’s Got the Fire
My Grain
Shake Like You
King of the Rotten
Vote With a Bullet

Encore:

Mad World
Albatross
Clean My Wounds

 

Galeria do show