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O legado imortal de Chuck Schuldiner ecoa no Carioca Club com o Death To All

O legado imortal de Chuck Schuldiner ecoa no Carioca Club com o Death To All

25 de janeiro de 2026


Crédito das fotos: Jaqueline Souza/Headbangers News

A noite de ontem no Carioca Club, em São Paulo, dia 24/01/26, não foi apenas um show de metal extremo; foi uma cerimônia de exaltação ao DNA do Death Metal. O Death To All, projeto formado por ex-colaboradores do lendário Chuck Schuldiner, entregou uma performance técnica e emocional que atravessou as décadas e as mutações sonoras de uma das mentes mais brilhantes do gênero.

Comemorando os 35 anos de Spiritual Healing e os 30 anos de Symbolic, a banda trouxe ao palco uma verdadeira “seleção nacional” do metal técnico: Gene Hoglan (o “Relógio Atômico”), o mestre do baixo Steve Di Giorgio, o virtuoso Bobby Koeble e Max Phelps, que assume a difícil missão de emular os vocais e a presença de Chuck com um respeito quase sagrado.

Primeira Parte: O Despertar da Evolução

O set começou mergulhado na era de transição do Death. Spiritual Healing é o marco onde Chuck começou a injetar complexidade técnica nas raízes brutais da banda. Clássicos como “Living Monstrosity” e a faixa-título “Spiritual Healing” ecoaram com uma precisão cirúrgica.

A inclusão de “The Philosopher” (de Individual Thought Patterns) e o hino “Zombie Ritual” serviram para inflamar o mosh pit, mostrando que, mesmo décadas depois, o peso dessas composições não envelheceu um dia sequer.

Segunda Parte: A Perfeição de Symbolic

Se a primeira metade foi sobre força, a segunda foi sobre arte. Tocar o álbum Symbolic na íntegra é um desafio que pouquíssimos músicos no mundo conseguiriam encarar.

Desde a abertura hipnótica da faixa-título até o encerramento épico com “Perennial Quest”, o que se viu foi uma aula de musicalidade. “Crystal Mountain” e “1,000 Eyes” foram recebidas com coros em uníssono, provando por que este disco é considerado por muitos o ápice criativo de Schuldiner. A cozinha rítmica de Hoglan e Di Giorgio criou uma base tão sólida que parecia impossível ser executada por seres humanos.

O Bis e a Consagração

Após uma breve pausa, o quarteto retornou com uma surpresa: um trecho de “Deliverance”, do Opeth, serviu de “esquenta” para a devastadora “Spirit Crusher”. O encerramento, como não poderia deixar de ser, veio com “Pull the Plug”, o hino definitivo que transformou o Carioca Club em um mar de cabeças batendo em reverência.

Veredito: O Death To All não é uma simples “banda tributo”. É a manutenção vital de um legado. No palco, a ausência de Chuck foi preenchida pela execução impecável de sua obra, deixando claro que, embora o mestre tenha partido, sua música permanece imortal e inalcançável.

Setlist Completo:

Set 1:

Living Monstrosity

Defensive Personalities

Lack of Comprehension

Altering the Future

Zombie Ritual

Within the Mind

The Philosopher (Indiviudual Thought Patterns)

Spiritual Healing

Set 2:

Symbolic

Zero Tolerance

Empty Words

Sacred Serenity

1,000 Eyes

Without Judgement

Crystal Mountain

Misanthrope

Perennial Quest

Bis:

Spirit Crusher

Pull the Plug

Galeria do show