Memory Remains

Memory Remains: Overkill – 9 anos de “Grinding Wheel” e a saída de Ron Lipnicki

10 de fevereiro de 2026


Há 9 anos, em 10 de fevereiro de 2017, o Overkill lançava “Grinding Wheel“, o álbum de número 18 da extensa discografia da veterana banda, que é tema do nosso Memory Remains desta terça-feira.

O álbum marcou a despedida do baterista Ron Lipnicki, que saiu pouco tempo depois do lançamento do álbum, encerrando sua história de dez anos no Overkill. No ano seguinte foi para o Whiplash, onde ficou até 2023 e hoje trabalha em diversos projetos, entre eles, o Verni, banda formada com seu parceiro de Overkill, o baixista D.D. Verni, formada em 2018.

Nosso aniversariante foi gravado em quatro distintos estúdios, todos localizados nos Estados Unidos: o Gear Recording Studio, em New Jersey, o SHK Studios Stuart, na Flórida, Jrod Productions, além do Shorefire Studio, este último foi o local das gravações da bateria, tudo durante o primeiro semestre de 2016. Como de costume, a produção foi assinada pela própria banda, que já acontece há tempos e se mantém até os dias atuais. A mixagem e masterização ficaram a cargo do mago Andy Sneap.

O vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth, falou sobre o que os fãs deveriam esperar de um novo disco do Overkill: a mesma pegada de sempre, mas procurando sempre melhorar a cada novo lançamento. Vamos abrir aspas para a fala do frontman:

“No fim das contas, Overkill é Overkill. Nossa marca registrada é sermos sempre reconhecíveis em todos os nossos lançamentos. Durante as três décadas em que estamos na ativa, sempre fomos Overkill. Então, claro, este é um disco de metal e, como sempre, terá uma pegada thrash com alguma melodia. O melhor é sempre tentar melhorar, ou pelo menos pensar que vai melhorar. Esse é o desafio. Acho que é isso que mantém a banda em movimento. Muitas bandas são conhecidas pelo que já fizeram, mas acredito que ser reconhecido por onde você está e pelo que está fazendo é onde reside o verdadeiro valor. Sinto que conquistamos isso nos últimos álbuns.”

Originalmente, o álbum tinha previsão de lançamento para outubro de 2016, mas a banda acabou adiando por duas vezes. Na primeira vez, foi anunciado que o álbum seria lançado em novembro, mas acabou sendo adiado para a data que estamos celebrando, para que coincidisse com a turnê que a banda iria fazer pelos Estados Unidos com o Nile.

Em 16 de novembro de 2016, a banda anunciou o título do álbum e tambem a arte da capa, que foi mais uma vez desenhada pelo excelente Travis Smith, com quem a banda já trabalha desde o álbum “Necroshine“, de 1999. A imagem é bem simples e traz uma engrenagem, mas com o capricho de sempre de Travis, quem conhece o trampo do cara, sabe das belas capas desenhadas para o Nevermore, Iced Earth e King Diamond, para dar alguns exemplos.

Hora de dar play na bolacha, e o álbum é uma metralhadora de riffs assombrosos, que em 10 canções e uma hora de duração, traz o Overkill em excelente forma. O início arrebatador, com “Mean, Green, Killing Machine“, “Goddamn Trouble” e “Our Finest Hour“, além de “Red, White and Blue“. A bateria precisa de Ron Lipnicki e o vocal inconfundível de Bobby “Blitz” Ellsworth também são dignos de aplausos. A banda produziu videoclipes para duas canções deste álbum: “Goddamn Trouble” e “Shine On“.

O álbum foi recebido com muitos elogios por parte da crítica especializada e tem boa aceitação entre os fãs da banda. Não chega a ser tão querido quanto “Ironbound“, o trabalho mais brilhante lançado pelo Overkill nos últimos anos, mas mostra que panela velha faz sim, comida muito boa.

O álbum teve um bom desempenho nas paradas de sucesso, como o 10° posto na Alemanha, 17° na Suécia, 21° na Hungria, 23° na Suiça, 33° na Áustria, 44° na Finlândia, 55° na Austrália, 59° na Bélgica. Na “Billboard 200“, alcançou a 69ª posição, ficando atrás do álbum anterior, “White Devil Armory“, que ficou em 31°. Foi 92° na Escócia e 185° na França.

O baterista Ron Lipnicki foi substituído por Jason Bitner, que tinha tocado no Shadows Fall e no Flotsam & Jetsam. Ele ficou até 2024, quando foi substituído por Jeraime Kilng, atual titular do posto. Ron já havia ficado de fora da turnê pela Europa que a banda fez em 2016, que o Overkill informou sendo um problema de saúde com um membro de sua família.

Depois da turnê realizada com o Nile pelos Estados Unidos, a banda seguiu excursionando. O giro foi pela Europa, na companhia de Max e Iggor Cavalera, que faziam com o Cavalera Conspiracy, a celebração dos vinte anos do clássico álbum “Roots“, do Sepultura, o último a contar com Max. A banda foi atração principal da edição de 2017 da Metal Alliance Tour, quando tocou com o Crowbar, Havok, Black Fast e Invidia.

Hoje é dia de celebrar mais um aniversário deste pérola do Thrash Metal. O Overkill segue em plena atividade, tendo lançado o excelente “Scorched“, em 2023. A banda esteve no Brasil no último mês de setembro, quando tocou no Setembro Negro e nosso homenageado foi lembrado com a música “Mean, Green, Killing Machine“. Longa vida ao Overkill.

Grinding Wheel – Overkill
Data de lançamento – 10/02/2017
Gravadora – Nuclear Blast

Faixas:
01 – Mean, Green, Killing Machine
02 – Goddamn Trouble
03 – Our Finest Hour
04 – Shine On
05 – The Long Road
06 – Let’s All Go to Hades
07 – Come Heavy
08 – Red, White and Blue
09 – The Wheel
10 – The Grinding Wheel

Formação:

  • Bobby Ellsworth – vocal
  • D.D. Verni – baixo
  • Dave Linsk – guitarra solo
  • Derek Tailer – guitarra base/ backing vocal
  • Ron Lipnicki – bateria