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Tom Morello co-dirige documentário sobre Judas Priest e diz que obra combate o fascismo

Tom Morello co-dirige documentário sobre Judas Priest e diz que obra combate o fascismo

18 de fevereiro de 2026


Tom Morello apresentou sua estreia como co-diretor com o documentário The Ballad of Judas Priest, lançado no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Segundo o site Variety, Morello afirmou que o projeto combina sua paixão pela banda e um propósito político: “Que época maravilhosa para se estar vivo, em que você pode tanto fazer um documentário sobre uma de suas bandas favoritas quanto lutar contra o fascismo”.

Morello destacou que a própria existência da banda e a diversidade de seu público, com muitos fãs latinos e casais LGBTQIAPN+, refletem uma comunidade que pode servir de modelo para a sociedade.

“A existência da banda é muito política. Quando vi o Judas Priest na última década, mais ou menos, em Los Angeles, o público era talvez mais de 50% latino, havia muitos casais gays. Nada que tenha a ver com estereótipos — sim, havia alguns caras mais velhos como eu, de jaqueta de couro, provavelmente levando seus filhos ao show — mas essa comunidade, a união e a harmonia que existem em um show do Judas Priest são, de certa forma, um modelo de como todos nós podemos ser melhores”, disse ele.

Filmado ao lado do documentarista Sam Dunn, o longa traça a trajetória do Judas Priest desde suas origens na classe trabalhadora de Birmingham, na Inglaterra, até sua ascensão como ícones do heavy metal e entrada no Rock & Roll Hall of Fame.

Além disso, o documentário inclui depoimentos do vocalista Rob Halford, que aborda temas pessoais como sua saída do armário em 1998 e reflete sobre injustiças sociais que o motivaram ao longo da carreira.

Segundo a sinopse, o documentário “mergulha fundo na longa luta do vocalista Rob Halford como um homem gay enrustido no heavy metal e explora a ‘guerra cultural’ em torno do controverso e notório julgamento da banda durante o pânico satânico da década de 1980”.