Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata
Em meio às expectativas e preparações para o festival Bangers Open Air, na quinta-feira, 23 de abril, a banda sueca In Flames trouxe sua dose do som de Gotemburgo e fez seu side show na Audio, em uma apresentação que entregou muita energia do começo ao fim e garantiu célebres momentos aos fãs da banda. Em atividade desde os anos 90, a banda já passou por muitas mudanças de formação e de sonoridade, que foram evidenciadas nesta noite.
Abertura: Throw Me to the Wolves
Para preparar o terreno, a abertura do evento ficou a cargo da banda paulista Throw Me to the Wolves, uma banda nova na cena que lançou seu álbum de estreia “Days of Retribution” em 2025. Pontual, o grupo subiu ao palco exatamente às 20 horas, e teve 40 minutos para apresentar seu som híbrido de death metal e metalcore aos então presentes na casa. O show manteve peso constante, com um som direto ao ponto e vocais rasgados que deixam poucos momentos para respiro do ouvinte.
O vocalista Diogo Nunes fez questão de agradecer ao Bangers Open Air pela oportunidade, e também ressaltou a influência que o In Flames possui no som do Throw Me to the Wolves ao dizer que haviam “cinco fãs do In Flames” tocando naquele palco.
In Flames
Por volta das 21:20 a atração principal, o quinteto do In Flames, surgiu no palco. A banda foi recebida com muita gritaria, que se manteve por praticamente toda a apresentação. Na primeira música, “Pinball Map”, do já antigo e antológico álbum Clayman, o público iniciou os mosh pits, que perdurariam ao longo de toda a noite. Em seguida a banda tocou “The Great Deceiver”, música do álbum “Foregone”, o mais recente, que marca uma fase em que o In Flames retorna a um som mais pesado após vários álbuns de som considerado mais alternativo e mais distante do melodic death metal concebido nos primórdios da banda.
Com o público aquecido e agitado após duas músicas mais pesadas, a banda apresentou dois clássicos de álbuns anteriores, a mais alternativa “Deliver Us” e a mais sombria The Quiet Place, para então voltar às atenções a “Foregone” com “In the Dark”. O penúltimo álbum “I, the Mask”, que precede essa mudança de sonoridade mais intesificada com Foregone, também apareceu com a faixa de abertura “Voices”.
Voltando agora para os anos 2000, a banda tocou “Cloud Connected”, do álbum “Reroute to Remain”, a música mais ovacionada pelo público até este momento, com a casa pulando ao longo de seu andamento mais lento. Foi após esta música que houve a primeira interação maior entre banda e público, onde o vocalista Anders Fridén dizia que simplesmente não sabia o que falar diante de um público animado e gritando o nome da banda sem parar. O que fazer então? A banda agradeceu mais uma vez e soltou mais uma música de “Reroute to Remain”, “Trigger”, para manter o ânimo e energia aqui criados.
O show manteve o ritmo pesado com mais agitação dos mosh pits e gritaria para acompanhar a sequência intensa de “Only for the Weak”, “Meet Your Maker” e “Slow State of Decay”. Anders solicitou ao para público erguer as mãos para o alto e gritar “hey” para a banda iniciar a execução de “Alias, do álbum “A Sense of Purpose”, canção de refrão melódico e marcante que foi muito cantada pela casa – a canção favorita do In Flames desde que vos escreve!
Anders pediu para a casa abrir um mosh pit gigante, e o público prontamente atendeu: tanto a pista comum quanto a premium se prepararam para correr em círculos e receber “The Mirror’s Truth”. Já se aproximando dos momentos finais, Anders apresentou a banda, composta também pelo guitarrista Björn Gelotte – que acompanha Anders no In Flames há 30 anos -, pelo também guitarrista Chris Broderick, pelo baixista Liam Wilson e o baterista Jon Rice, para depois tocar “I Am Above”, esta da fase mais recente da banda.
Para concluir a apresentação, Anders lembrou aos presentes de serem gentis com seus pares, comentando brevemente sobre como o mundo atual anda “tão maluco”. A banda tocou a clássica e furiosa “Take This Life”, música também muito cantada pela plateia. Sem bis, o show se encerrou por aqui.
O In Flames possui uma vasta e heterogênea discografia que dificilmente consegue ser consolidada em uma apresentação de 1h30, mas tocar músicas de 8 de seus 14 álbuns foi o suficiente para agradar os fãs que gostam das fases mais antigas e novas da banda, com isso deixando todos em geral satisfeitos, em especial os que se aventuraram nos mosh pits. Conforme a banda disse no final, nos vemos novamente no Bangers Open Air.
Setlist In Flames
Pinball Map
The Great Deceiver
Deliver Us
The Quiet Place
In the Dark
Voices
Cloud Connected
Trigger
Only for the Weak
Meet Your Maker
Slow State of Decay
Alias
The Mirror’s Truth
I Am Above
Take This Life
Galeria do show
- Show da Banda In Flames na Audio em São Paulo, 23/04/2026. Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata
- Show da Banda In Flames na Audio em São Paulo, 23/04/2026. Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata
- Show da Banda In Flames na Audio em São Paulo, 23/04/2026. Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata
- Show da Banda In Flames na Audio em São Paulo, 23/04/2026. Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata
- Show da Banda In Flames na Audio em São Paulo, 23/04/2026. Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata
- Show da Banda In Flames na Audio em São Paulo, 23/04/2026. Crédito das fotos: Sandra Rosato/Metal na Lata





