A estreia da banda britânica Jayler no Brasil ocorreu na Audio Club, em São Paulo, na abertura do show do Dirty Honey. O grupo de West Midlands apresentou um set de cerca de uma hora, suficiente para marcar o primeiro contato com o público brasileiro.
Com um som ancorado no hard rock de influência setentista, o destaque ficou com o vocalista James Bartholomew, que alterna entre canto, gaita e guitarra. Sua presença de palco remete a referências clássicas do gênero, enquanto a banda busca equilibrar essas influências com elementos contemporâneos. O baterista Ed Evans manteve a base rítmica com precisão, acompanhado pelo baixista Ricky Hodgkiss, enquanto o guitarrista Tyler Arrowsmith se destacou tecnicamente.
Mesmo com o público ainda pouco familiarizado com as músicas, houve boa resposta durante a apresentação. Bartholomew buscou interação ao longo do show, recebendo aplausos consistentes. Parte da plateia já demonstrava maior engajamento, com cartazes e presença ativa na grade.
O repertório incluiu faixas como “Down Below”, “The Getaway”, “No Woman”, “Alectrona”, “Riverboat Queen”, além de “Lovemaker”, “Need Your Love”, “Over the Mountain” e “The Rinsk”.

Jayler na Audio em São Paulo. Crédito: Carlos Pupo
Na sequência, o Dirty Honey subiu ao palco em meio a expectativa do público. A casa não atingiu lotação máxima, com público estimado em cerca de metade da capacidade, que varia entre 2.500 e 3.000 pessoas.
O show começou com “Gypsy”, estabelecendo um clima gradual e envolvente. Em seguida, “California Dreamin’” e “Heartbreaker” trouxeram uma abordagem mais direta, com maior participação do público, que demonstrou maior familiaridade com o repertório da banda.
A apresentação foi marcada por referências ao rock clássico. Em determinados momentos, a performance remete a sonoridades de bandas tradicionais do gênero, tanto na execução instrumental quanto na presença de palco. O guitarrista John Notto apresentou solos que evocam influências conhecidas, enquanto o vocalista Marc LaBelle conduziu o show com energia e interação.

O vocalista Marc LaBelle do Dirty Honey no meio da plateia. Crédito: Carlos Pupo
No meio do set, “Scars” trouxe um momento mais introspectivo, seguido por “Get a Little High” e “Tied Up”, que retomaram a intensidade. “Don’t Put Out the Fire” e “The Wire” mantiveram o crescimento do show em termos de energia.
Um dos destaques foi “Another Last Time”, seguido por “Won’t Take Me Alive”, que retomou o peso da apresentação. Na base rítmica, o baterista Jaydon Bean apresentou um estilo que mistura elementos de rock, jazz e blues.
Na reta final, “When I’m Gone” teve forte participação do público, enquanto a estreia ao vivo de “Lights Out” adicionou um elemento inédito ao repertório. O encerramento ficou por conta de “Rolling 7s”.
Com cerca de uma hora e meia de duração, o show do Dirty Honey manteve o público engajado, alternando momentos mais intensos e outros mais contidos.
As duas bandas também estão escaladas para se apresentar no festival Monsters of Rock, no Allianz Parque. A expectativa é de que essa primeira passagem pelo país contribua para consolidar a relação com o público brasileiro.
Formação do Jayler:
James Bartholomew (vocal)
Tyler Arrowsmith (guitarra solo)
Ricky Hodgkiss (baixo e teclados)
Ed Evans (bateria)
Setlist Jayler:
Down Below
The Getaway
No Woman
Alectrona
Riverboat Queen
Lovemaker
Need Your Love
Over the Mountain
The Rinsk
Formação do Dirty Honey:
Marc LaBelle (vocal)
John Notto (guitarra)
Justin Smolian (baixo)
Jaydon Bean (bateria)
Setlist do Dirty Honey:
Gypsy
California Dreamin’
Heartbreaker
Scars
Get a Little High
Tied Up
Don’t Put Out the Fire
The Wire
Another Last Time
Won’t Take Me Alive
When I’m Gone
Lights Out (estreia ao vivo)
Rolling 7s