Nevermore - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/bandas/nevermore/ Site brasileiro sobre heavy metal editado totalmente em português. Mon, 08 Jun 2026 18:18:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 https://www.headbangersnews.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-Logo-HBN-32x32.png Nevermore - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/bandas/nevermore/ 32 32 Memory Remains: Nevermore – 16 anos de “The Obsidian Conspiracy” e a separação quase definitiva da banda https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-nevermore-16-anos-de-the-obsidian-conspiracy-e-a-separacao-quase-definitiva-da-banda/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-nevermore-16-anos-de-the-obsidian-conspiracy-e-a-separacao-quase-definitiva-da-banda Mon, 08 Jun 2026 18:18:11 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=101782 Há 16 anos, em 8 de junho de 2010, o Nevermore lançava “The Obsidian Conspiracy”, o sétimo, e até o atual momento, último álbum lançado pela banda, que retornou aos palcos esse ano, e é tema do nosso Memory Remains desta segunda-feira. O álbum foi lançado em datas e locais diferentes: na Áustria, Austrália, Alemanha […]

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Há 16 anos, em 8 de junho de 2010, o Nevermore lançava “The Obsidian Conspiracy”, o sétimo, e até o atual momento, último álbum lançado pela banda, que retornou aos palcos esse ano, e é tema do nosso Memory Remains desta segunda-feira.

O álbum foi lançado em datas e locais diferentes: na Áustria, Austrália, Alemanha e Suíça, o álbum foi lançado em 28 de maio; já na Dinamarca, França, Grécia, Noruega, Portugal e Reino Unido, o álbum saiu no dia 31 de maio. No Brasil, foi lançado em 6 de junho. Estamos respeitando a data de hoje por ser referente ao lançamento nos Estados Unidos.

Em 2010, o Nevermore completava cinco anos sem lançar álbuns, o último havia sido “This Godless Endeavor“, e a turnê perdurou até o ano de 2007, quando a banda tirou férias, mas não sem antes gravar uma apresentação em Bochum, Alemanha, que virou o CD/DVD “The Year of the Voyager“, lançado em 2008.

Enquanto o álbum ao vivo era lançado, a banda curtia merecidas férias. O guitarrista Jeff Loomis gravou seu primeiro álbum solo, “Zero Order Phase“, e saía em turnê. Warrel Dane gravou também o seu disco solo, “Praises to the War Machine“, que contou com participação de Loomis. Chris Broderick aceitou o convite de Dave Mustaine e trocou o Nevermore pelo Megadeth, onde ficou até 2014, quando deu o lugar para Kiko Loureiro. Van Williams e Jim Sheppard ficaram descansando.

A banda já estava passando por problemas de relacionamento, que seria de conhecimento público em 2011, quando Van Williams e Jeff Loomis saíram, colocando a banda em hiato. E a demora imensa em lançar um álbum novo, deu espaço para as especulações. Mas em 2009, eles se reuniram, sem um segundo guitarrista, em quarteto como foi em praticamente todos os álbuns anteriores.

Com uma mudança na produção, a banda resolveu trocar Andy Sneap por Peter Wichers, que havia ficado conhecido pelos trabalhos com o Soilwork, e tinha produzido o já citado álbum solo de Warrel Dane. Mas ao contrário da besteira que fizeram em “Enemies of Reality“, quando deixaram Andy Sneap de fora e depois chamou o mago às pressas, ele ficou responsável pela mixagem e masterização do álbum.

A banda fez uso de alguns diferentes estúdios para a gravação de nosso homenageado: a maior parte do que escutamos em “The Obsidian Conspiracy” foi registrado no Wichers Studio, na Carolina do Norte. A bateria e algumas partes de vocais e baixo foram gravadas no Robert Lang Studios, em Seattle. Outros vocais e baixo foram gravadas no Cadillac Limo. O Nevermore ficou no estúdio entre os meses de agosto e outubro de 2009.

O saudoso vocalista Warrel Dane comentou sobre o que os fãs deveriam aguardar no novo álbum do Nevermore depois de tanto tempo sem um disco novo. Vamos dar aspas ao grandioso frontman:

“Estas músicas estão cheias de uma raiva recém-descoberta, tanto na letra quanto na música. Jeff Loomis criou alguns riffs novos incríveis que, sem dúvida, agradarão tanto aos fãs antigos quanto aos novos. Além disso, acho que a combinação de Peter e Andy (produção e mixagem) resultará em algo muito, muito especial.”

Loomis também disse como optou em dar um maior espaço para que Warrel Dane pudesse ter maior liberdade na hora de incluir seus vocais, e nós também vamos deixar a declaração do guitarrista abaixo:

“Acho que com o novo Nevermore, ainda soa como a banda, mas acho que estou dando ao Warrel um pouco mais de espaço desta vez para mais vocais, em vez de todas aquelas notas complexas e tudo mais. Então, desta vez, há um pouco mais de liberdade musical para ele realmente poder fazer o que quiser vocalmente. Então, veremos o que acontece. Com certeza será um álbum interessante para nós.”

O Nevermore havia escrito um total de treze canções, mas Peter Wichers os ajudou a dar uma polida, tanto na quantidade de canções, quanto no tempo das músicas. Loomis queria incluir músicas com 7 ou 8 minutos, mas ele conta que foi desencorajado pelo produtor, que queria dar às músicas uma sonoridade simplista e despojada. Apesar de ter reduzido o tempo total do álbum, a banda gravou ainda dois covers: “Crystal Ship“, do The Doors, e “Temptation“, do The Tea Party, que entraram em uma versão expandida lançada pela Century Media tempos depois.

Dando play na bolacha, temos o Nevermore soando bem diferente em alguns momentos do álbum, mas algumas características da banda como os arranjos complexos e o peso visceral continuaram a marcar presença. “The Obsidian Conspiracy” tem dez faixas e duração de 45 minutos, com destaques para faixas como “The Termination Proclamation“, “Your Poison Throne“, “Moonrise (Through Mirrors of Death)“, “And Maiden Spoke“, “The Blue Marble and the New Soul“, ‘Without Morals“, “She Comes in Colors“, e a faixa-título, que dão ao álbum um tom diferente dos demais, mas ainda assim, tão bom quanto os outros.

Apesar de muito bem recebido pela crítica especializada, “The Obsidian Conspiracy” não caiu no gosto dos fãs, sendo este o álbum menos querido pelos seguidores da banda. Ainda assim, figurou em algumas paradas musicais pelo mundo: 3° na Grécia, 13° na Alemanha, 27° na Hungria, 34° na Áustria, 35° na Finlândia, 40° na Suiça, 41° na Suécia, 69° nos Países Baixos, 87° na Bélgica, 94° no Canadá, 108° na França, e 132° na “Billboard 200“, sendo este o primeiro álbum da banda a figurar na parada de sucesso mais badalada.

O Nevermore precisava de um segundo guitarrista para sair em turnê, e o húngaro Attila Vöros foi o escolhido. Mas a turnê foi bem breve e em 2011, Jeff Loomis e Van Williams expuseram os problemas, e deixaram a banda. E sua legião de fãs de repente se viu órfã. Durante alguns anos, os fãs viram a possibilidade de um retorno, o que não acabou acontecendo pois Loomis passou a integrar o Arch Enemy, o que o deixava sem tempo para ter uma outra banda. Dane morreu desejando esse retorno, mas ao menos ele conseguiu voltar a ter contato tanto com Jeff quanto com Van. Uma pena que o tempo não permitiu com que a formação clássica da banda retornasse.

Em 2025, Jeff e Van recrutaram o vocalista turco Berzan Önen, o baixista também turco, Semir Özerkan, além do jovem guitarrista estadunidense Jack Cattol, que era um bebê quando a banda havia lançado “Enemies of Reality“. Este ano, a banda realizou seus primeiros shows com a nova formação, e dois shows aconteceram em São Paulo no mês de abril deste ano, um pelo Bangers Open Air e outro show, dois dias depois do festival. Nesta última apresentação, eles incluíram “Moonrise (Through Mirrors of Death)“, além de “Next in Line“, que não era tocada desde 2006.

Hoje é dia de celebrarmos mais um ano do lançamento deste “The Obsidian Conspiracy“, ao mesmo tempo que podemos celebrar o retorno de uma banda que estava fazendo muita falta na cena. É claro que, sem comparações, apesar do talento de Berzan Önen, Warrel Dane era incomparável. Mas o Nevermore promete honrar o legado deixado pelo seu principal letrista.

The Obsidian Conspiracy – Nevermore 

Data de lançamento – 08/06/2010

Gravadora – Century Media 

 

Faixas:

01 – The Termination Proclamation

02 – Your Poison Throne

03 – Moonrise (Through Mirrors of Death)

04 – And the Maiden Spoke

05 – Emptiness Unobstructed

06 – The Blue Marble and the New Soul

07 – Without Morals

08 – The Day You Built the Wall

09 – She Comes in Colors 

10 – The Obsidian Conspiracy

 

Formação:

  • Warrel Dane – vocal
  • Jeff Loomis – guitarra
  • Jim Sheppard – baixo
  • Van Williams – bateria

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Ressurreição em São Paulo: O Nevermore prova que o impossível é apenas uma questão de alma https://www.headbangersnews.com.br/agenda/nevermore-em-sp-2026-sideshow/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nevermore-em-sp-2026-sideshow Wed, 29 Apr 2026 19:30:54 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=agenda&p=97076 O post Ressurreição em São Paulo: O Nevermore prova que o impossível é apenas uma questão de alma apareceu primeiro em Headbangers News.

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Jeff Loomis (Nevermore): “Nós não queremos que o Nevermore seja apenas o show de Van e Jeff.” https://www.headbangersnews.com.br/entrevistas/jeff-loomis-nevermore-nos-nao-queremos-que-o-nevermore-seja-apenas-o-show-de-van-e-jeff/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=jeff-loomis-nevermore-nos-nao-queremos-que-o-nevermore-seja-apenas-o-show-de-van-e-jeff Sat, 11 Apr 2026 15:00:45 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=entrevistas&p=98972 O metal moderno possui poucas instituições tão singulares quanto o Nevermore. Nascida das cinzas do Sanctuary em 1991, a banda de Seattle nunca aceitou rótulos fáceis, navegando entre o thrash técnico, o progressivo sombrio e uma carga emocional que beirava o teatral. Discos como Dreaming Neon Black e Dead Heart in a Dead World não […]

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O metal moderno possui poucas instituições tão singulares quanto o Nevermore. Nascida das cinzas do Sanctuary em 1991, a banda de Seattle nunca aceitou rótulos fáceis, navegando entre o thrash técnico, o progressivo sombrio e uma carga emocional que beirava o teatral. Discos como Dreaming Neon Black e Dead Heart in a Dead World não são apenas álbuns; são monumentos que moldaram a sonoridade das sete cordas e definiram o padrão de excelência lírica e técnica na virada do milênio.

Em 2026, o que muitos fãs consideravam um ciclo encerrado após a partida precoce de Warrel Dane ganha um novo e audacioso capítulo. Sob a liderança dos membros fundadores Jeff Loomis e Van Williams, o Nevermore ressurge. Acompanhados por Jack Cattoi (guitarra), Semir Özerkan (baixo) e o vocalista Berzan Önen, o grupo demonstra uma confiança renovada e o desejo de não apenas celebrar o passado, mas de reafirmar sua identidade no presente.

Às vésperas de sua aguardada apresentação no Bangers Open Air e de um show intimista no Carioca Club, em São Paulo, conversamos com os pilares da banda. Nesta entrevista exclusiva, exploramos a “gestação” desse retorno, a química da nova formação e como a essência sombria e filosófica do Nevermore continua a pulsar com força total em 2026.

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Nevermore anuncia side show em São Paulo após apresentação no Bangers Open Air 2026 https://www.headbangersnews.com.br/noticias/nevermore-anuncia-side-show-em-sao-paulo-apos-apresentacao-no-bangers-open-air-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nevermore-anuncia-side-show-em-sao-paulo-apos-apresentacao-no-bangers-open-air-2026 Fri, 06 Mar 2026 13:13:01 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=97069 A banda Nevermore fará um side show em São Paulo no dia 28 de abril de 2026, no Carioca Club, em Pinheiros. A apresentação acontece dois dias após a participação do grupo no festival Bangers Open Air 2026, que será realizado em 25 e 26 de abril no Memorial da América Latina. Formado após o […]

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A banda Nevermore fará um side show em São Paulo no dia 28 de abril de 2026, no Carioca Club, em Pinheiros. A apresentação acontece dois dias após a participação do grupo no festival Bangers Open Air 2026, que será realizado em 25 e 26 de abril no Memorial da América Latina.

Formado após o fim do Sanctuary, o Nevermore consolidou sua trajetória no metal com discos lançados a partir de 1995 e trabalhos como Dead Heart in a Dead World e This Godless Endeavor. Ao longo da carreira, a banda conquistou fãs em diversos países e se tornou uma das referências do metal moderno.

O grupo retorna às atividades sob a liderança de Jeff Loomis e Van Williams. A formação atual também conta com Jack Cattoi nas guitarras, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen nos vocais. Segundo Van Williams, o retorno vinha sendo planejado há algum tempo. “Isso vem sendo gestado há bastante tempo e agora começou a se concretizar. Então que momento melhor para dar início a tudo do que agora?”, afirma.

O Nevermore está confirmado no line-up do Bangers Open Air 2026 e se apresenta no segundo dia do festival, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Além do show no festival, o grupo fará a apresentação extra no Carioca Club. O side show foi anunciado como uma oportunidade para o público acompanhar de perto a nova formação da banda.

Serviço – Nevermore

Data: 28 de abril de 2026 (terça-feira)
Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo)
Abertura dos portões: 19h
Realização: Bangers Open Air
Produção: Honorsounds
Ingressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/nevermore-saopaulo

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Nevermore anuncia novo vocalista, nova formação e contrato com a Reigning Phoenix Music https://www.headbangersnews.com.br/noticias/nevermore-anuncia-novo-vocalista-nova-formacao-e-contrato-com-a-reigning-phoenix-music/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nevermore-anuncia-novo-vocalista-nova-formacao-e-contrato-com-a-reigning-phoenix-music Thu, 12 Feb 2026 15:54:10 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=96033 O Nevermore anunciou sua nova formação e a assinatura de contrato com a gravadora Reigning Phoenix Music. A banda, que se apresentará no festival Bangers Open Air no dia 26 de abril, confirmou a entrada de Jack Cattoi na guitarra, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen como novo vocalista. A primeira apresentação ao vivo […]

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O Nevermore anunciou sua nova formação e a assinatura de contrato com a gravadora Reigning Phoenix Music. A banda, que se apresentará no festival Bangers Open Air no dia 26 de abril, confirmou a entrada de Jack Cattoi na guitarra, Semir Özerkan no baixo e Berzan Önen como novo vocalista. A primeira apresentação ao vivo dessa formação está marcada para 1º de abril de 2026, em Istambul, na Turquia.

Em comunicado oficial, o grupo relembrou sua trajetória desde a estreia em 1995 e destacou álbuns como Dead Heart in a Dead World e This Godless Endeavor. O Nevermore segue agora sob a liderança do guitarrista Jeff Loomis e do baterista Van Williams, acompanhados pelos novos integrantes. Para Van Williams, o retorno acontece no momento certo. “Isso vem fermentando há algum tempo e acabou de começar a se manifestar no agora. Então, que melhor momento existe para começar as coisas do que agora?”

Segundo a banda, novas músicas já estão sendo compostas. Williams comentou os primeiros resultados. “Se a nova música tivesse que ser descrita por uma palavra, teria que ser deliciosa. Porque é tão boa que vai deixar você com fome de mais.” O grupo afirmou que o trabalho atual busca equilibrar o repertório clássico com o desenvolvimento de material inédito.

Jeff Loomis destacou a escolha de Berzan Önen como vocalista após o processo de audições. “Ele realmente se destacou fortemente de várias maneiras logo na primeira audição. Eu pude sentir a emoção e a paixão quando o ouvi cantar pela primeira vez. Ele não estava apenas seguindo o roteiro.” Loomis também observou a familiaridade do cantor com o estilo de Warrel Dane. “Eu percebi na hora que ele era um fã do canto do Warrel apenas pela maneira como ele entregava e dizia certas palavras. Fiquei realmente impressionado ao assistir pela primeira vez.”

A banda também lançou um documentário com imagens de ensaios realizados em janeiro deste ano, na Suécia. Dirigido e produzido por Ola Englund, o vídeo apresenta performances de músicas como “The River Dragon Has Come”, “Engines of Hate” e “The Heart Collector”, além de conversas de Loomis e Williams sobre o retorno do Nevermore, a escolha dos novos integrantes e planos para apresentações em festivais ao longo de 2026.

Sobre o contrato com a Reigning Phoenix Music, Loomis e Williams afirmaram: “Estamos entusiasmados em anunciar que o Nevermore assinou oficialmente com a Reigning Phoenix Music! Ficou óbvio desde o início que eles eram o parceiro perfeito para a nova era do Nevermore. Sua paixão pelo metal combinada com o extenso pedigree da indústria de sua equipe tornou a escolha fácil. Mal podemos esperar para voltar ao palco diante de nossos fãs em Istambul em 1º de abril, e estamos igualmente animados para terminar de escrever e montar o novo álbum do Nevermore!”

O cofundador da gravadora, Gerado Martinez, comentou a chegada da banda ao catálogo da empresa. “Não há palavras para descrever o quão orgulhosa e animada a RPM está com a perspectiva de fazer parte do próximo capítulo do Nevermore. Sendo fã desde 1995, quando os vi em turnê com o Death, acompanhei-os em toda a sua jornada musical e mal posso esperar pelo que está por vir.”

Após 15 anos de hiato, o Nevermore retorna ao Brasil no segundo dia do Bangers Open Air, que acontece nos dias 25 e 26 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Os ingressos estão disponíveis no link:
https://www.clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026

Mais informações:
Mais sobre o festival: https://linktr.ee/bangersopenair
Outras informações em: https://bangersopenair.com/

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Memory Remains: Nevermore – 27 anos de “Dreaming Neon Black” e a triste história da suposta morte da namorada de Warrel Dane https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-nevermore-27-anos-de-dreaming-neon-black-e-a-triste-historia-da-suposta-morte-da-namorada-de-warrel-dane/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-nevermore-27-anos-de-dreaming-neon-black-e-a-triste-historia-da-suposta-morte-da-namorada-de-warrel-dane Sun, 25 Jan 2026 11:00:04 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=95179 Há 27 anos, em 25 de janeiro de 1999, o Nevermore lançava aquele que é considerado a sua obra prima: “Dreaming Neon Black” é o terceiro álbum da discografia dessa banda de Seattle e que é assunto do nosso Memory Remains deste domingo. E se no primeiro disco, a banda ainda apresentava latentes características do […]

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Há 27 anos, em 25 de janeiro de 1999, o Nevermore lançava aquele que é considerado a sua obra prima: “Dreaming Neon Black” é o terceiro álbum da discografia dessa banda de Seattle e que é assunto do nosso Memory Remains deste domingo.

E se no primeiro disco, a banda ainda apresentava latentes características do antigo Sanctuary e no segundo disco, os caras já começavam a formar o embrião da sonoridade simplesmente impossível de se rotular, neste disco, ai é que o ouvinte apegado às ramificações, fica mais confuso, no bom sentido da palavra. A banda começava a moldar o seu som aqui. E um som único, inimitável.

Voltando um pouco no tempo, a banda estava colhendo os frutos do excelente disco antecessor, “The Politics of Ecstasy“, que incluiu uma tour sendo banda de abertura do Death. Os caras precisavam se superar. Então o imortal Warrel Dane trouxe um conceito para o disco, cujas letras tratariam da lenta decadência de um homem ao perder a sua namorada. O homem da história é o próprio Warrel, cuja namorada, de nome Patricia Candace Walsh morreu após entrar para uma seita que pregava o uso de drogas pesadas. Ele tinha pesadelos, nos quais a moça clamava seu nome enquanto sucumbia afogada, e isso explica as duas versões da capa do disco, em uma delas, um corpo feminino boiando, já sem vida e na outra versão, uma mulher submersa na água, com uma das mãos para fora, esperando ajuda. A arte da capa, assinada pelo parceiro de longa data, a fera chamada Travis Smith.

Segundo a Wikipedia, a história de que Patricia morreu após entrar para tal seita não é real. Ela parece ter sido assassinada juntamente com o marido, Douglas Zyskowski, por um serial killer chamado Robert Bem Rhoads, em janeiro de 1990, enquanto pegava carona em destino a uma oficina religiosa na região de Utah e parece que o frontman do Nevermore não sabia da história ou preferiu romantizá-la para contar a história aqui em “Dreaming Neon Black“, nunca saberemos. E fazendo uma breve pesquisa no Google, é fácil de obter informações sobre uma mulher de nome Patricia Candice Walsh, assassinada em 19 de janeiro de 1990. É, caro leitor, se você que é fã de Nevermore está estupefato com essa informação, saiba que este redator está se sentindo igual ou até pior. Verdade ou não, e parece que é, eu ainda prefiro a história que inspirou o álbum, é mais romântica e visceral.

Vamos voltar a parte musical, a banda, reforçada com mais um guitarrista, Tim Calvert (1965-2018), entrou no “Village Productions“, em Tornillo, Texas, novamente com Neil Kermon na produção e o resultado foi um disco forte, denso, desesperador e a performance vocal de Warrel foi simplesmente de emocionar qualquer ouvinte.

Em uma conversa com os integrantes da banda brasileira que acompanhou os anos finais da carreira do frontman e que gravaram o excelente disco póstumo, “Shadow Work“, o guitarrista Thiago Oliveira me relatou que o próprio Warrel lhe confidenciou que considerava em “Dreaming Neon Black” a sua obra prima enquanto vocalista e também considerava o melhor disco que ele já havia gravado. Enquanto intérprete, ele foi magnífico neste play, pois mesmo essa história não tendo acontecido com nenhum conhecido, é possível sentir toda a angústia, o desespero e o sentimento de que você não terá de volta aquela pessoa a quem amava. A sensação é de que a história se passou com alguém bem próximo do ouvinte.

E colocando a bolacha para rolar, temos uma viagem que dura uma hora e cinco minutos, divididas em treze faixas, uma mais destruidora do que a outra. A começar pela intro “Ophidian“, que teve as falas contidas retiradas do filme “Lord of Illusions“, escrito e dirigido pelo diretor Clive Barker, em 1995. Difícil escolher uma única faixa que se destaque, pois temos canções poderosas como “Beyond Within“, “I am the Dog“, “The Death of Passion“, “Poison Godmachine“, que intercalam perfeitamente com músicas mais desesperadoras como “Deconstruction“, “Dreaming Neon Black“, “No More Will“, “Forever” e a belíssima “The Lotus Eaters”. É um disco que serviu como um perfeito interlúdio para a obra definitiva da banda que veio depois, “Dead Heart in a Dead World“.

Deixe a bolachinha rodar por por alguns minutos e entra a faixa escondida (bem, nem tão escondida assim, já que ela é anunciada na contracapa do disco) “Optmist or Pessimist“, que na época em que baixei o disco, eu não conhecia, mas quem conhece, sabe que ela é a faixa que abre o EP “In Memory” (1995). Uma canção Thrash Metal, com a cara do Nevermore, ou seja, moderna. Trata-se da mesma versão usada no lançamento original, sem retoques, sem regravação. Excelente canção.

Aí as gravadoras que distribuíram o disco no Brasil (Rock Brigade Records e Laser Company) cometeram um erro inaceitável: eles anunciaram como bônus a música “In Memory“, como sendo a faixa #15, porém, a mesma simplesmente não está no CD. As gravadoras nunca se pronunciaram sobre a falha.

Uma outra curiosidade que os rapazes da banda solo de Warrel me contaram também é sobre um anel que eles encontraram entre os pertences dele, quando juntavam tudo para enviar à sua irmã. E este anel, nas palavras deles, era como se fosse um anel de noivado, provavelmente ele teria usado com esta moça. Nunca saberemos. Fato é que ele carregava consigo esse anel onde quer que ele fosse.

Um disco absurdamente maravilhoso, pesado, denso, com uma história pesada, mas emocionante. E mesmo quase 30 anos depois de seu lançamento, permanece atual. Envelhece bem e merece muito ser comemorado. Longa vida ao “Dreaming Neon Black“, que fechou muito bem o trabalho do Metal nos idos dos 1900.

Vamos celebrar a existência desse disco, que completa mais um aniversário de maneira tão sensacional quanto ele era naquele 25 de janeiro de 1999, quando a banda abalou as estruturas da cena, ajudando a calar a boca daqueles que insistiam que o Heavy Metal estava morto. O quinteto de Seattle mostrava que não e ainda emergia para se tornar uma das mais importantes do cenário naquela altura.

Hoje não temos mais esse gênio chamado Warrel Dane entre nós. Ele perdeu a batalha para o Diabetes, essa doença asquerosa, que mata aos poucos. Mas no início do ano passado, Jeff Loomis e Van Williams anunciaram o retorno da banda, que já tem novos integrantes, mas a dupla só irá anunciá-los às vésperas da apresentação que o Nevermore irá fazer no Bangers Open Air, em 26 de abril. Todos estão ansiosos para conhecer quem será o novo vocalista, baixista e o segundo guitarrista da banda. Aguardemos.

Dreaming Neon Black – Nevermore

Data de lançamento: 25/01/1999

Gravadora: Century Media

 

Faixas:

01 – Ophidian (intro)

02 – Beyond Within

03 – The Death of Passion

04 – I am the Dog

05 – Dreaming Neon Black

06 – Deconstruction

07 – The Fault of Flesh

08 – The Lotus Eaters

09 – Poison Godmachine

10 – All Play Dead

11 – Cenotaph

12 – No More Will

13 – Forever

14 – Optimist or Pessimist (faixa bônus escondida)

 

Formação:

  • Warrel Dane – Vocal
  • Jeff Loomis – Guitarra
  • Tim Calvert – Guitarra
  • Jim Sheppard – Baixo
  • Van Williams – Bateria

 

Participação especial:

  • Christine Rhoads – Vocal adicional em “Dreaming Neon Black

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Memory Remains: Nevermore – 25 anos de “Dead Heart in a Dead World” e a primeira passagem pelo Brasil https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-nevermore-25-anos-de-dead-heart-in-a-dead-world-e-a-primeira-passagem-pelo-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-nevermore-25-anos-de-dead-heart-in-a-dead-world-e-a-primeira-passagem-pelo-brasil Fri, 17 Oct 2025 11:00:45 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=91084 Há ¼ de século, em 17 de Outubro de 2000, o Nevermore lançava “Dead Heart in a Dead World”, o quarto disco deste quarteto de Seattle que deixa muitas saudades e é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira. A bolacha foi lançada via Century Media, gravadora pela qual o Nevermore permaneceu do início até […]

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Há ¼ de século, em 17 de Outubro de 2000, o Nevermore lançava “Dead Heart in a Dead World”, o quarto disco deste quarteto de Seattle que deixa muitas saudades e é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira.

A bolacha foi lançada via Century Media, gravadora pela qual o Nevermore permaneceu do início até que se separaram, em 2011. A banda vinha de um excelente disco, o antecessor “Dreaming Neon Black“, que já apresentava uma cara mais moderna ao som do quarteto de Seattle. A turnê tinha rendido bons frutos, como a parceria nos palcos com o Iced Earth, do defensor de fascistas, John Schaffer. A banda de Warrel Dane e Jeff Loomis gozava de prestígio na cena, era considerada a próxima a estourar.

Gravado no estúdio Village Productions, em Tomillo, Texas, com produção do excelente Andy Sneap, a banda apresentou ainda mais novidades, como as guitarras de 7 cordas de Jeff Loomis, que deu ainda mais “up” no seu som. Eles permaneceram trancafiados no estúdio durante o mês de julho de 2000, verão no hemisfério norte.

É bem verdade que é praticamente impossível de se rotular o som do Nevermore. Há quem diga que eles são uma banda de Heavy Metal com influências Thrash e Progressivo, o que é uma boa definição, mas eu diria que, se o Metallica, Anthrax e o Testament, por exemplo são bandas que representam o Thrash Metal dos anos 80 e o Sepultura e o Pantera representam o estilo nos anos 90, podemos afirmar que o Nevermore dá essa nova roupagem ao estilo nos anos 2000. E tudo por conta do que foi apresentado aqui em “Dead Heart“.

Em 56 minutos e onze faixas que representam o clímax do prazer auditivo, temos o Nevermore no auge de sua forma. Eles conseguiram fazer uma mescla perfeita de peso, nas músicas “Narcosynthesis“, “We Disintegrate“, “Inside Four Walls“, “Engines of Hate” e a faixa título, com baladas que ainda assim são pesadas, como “The Heart Collector“, “Insignificant” e “Believe in Nothing“, essa última, teve videoclipe veiculado na MTV. “Evolution 169” é outra faixa a ser destacada, com uma pegada mais densa e muito pesada.

Talvez a mais especial das músicas seja “The River Dragon Has Come“, não só pelo peso visceral que ela traz, mas pela letra, que trata do rio Yangtze, o maior rio do continente asiático, que atravessa a China. O rio, que é chamado de “O Dragão”, quando enche, costuma-se dizer que “o dragão acordou”. Este rio, que diversas vezes inundou, causou enormes prejuízos e ceifou vidas, o que levou as autoridades a construirem uma represa, batizada “Three Gorges” (três gargantas), cuja construção foi iniciada em 1993 e sua conclusão se deu em 2012, sob a promessa de melhorar tanto as enchentes, quanto a navegação fluvial por ali. A usina superou a brasileira Itaipu como a maior do mundo. Warrel Dane era realmente um ser especial, progressista, preocupado com a causa social. Hoje seria cancelado por essa parcela de fãs que querem juntar duas coisas inconcebíveis: música pesada e conservadorismo.

E a faixa mais especial é uma cover. Os caras são fantásticos em fazer versões. Se anos antes, eles transformaram “Love Bites“, do Judas Priest em uma canção sombria, pesada e maravilhosa, o que eles fizeram aqui com “The Sound of Silence“, de Simon & Garfunkel? Esqueça a versão original, que nos dá aquela sensação de paz, tão bonitinha, tão calminha… Aqui eles transformam tudo em caos, com uma intro bem Thrash.

Após a audição deste play que não tem uma música ruim sequer, os caras fizeram as músicas passar de uma maneira tão avassaladora, que você já fica esperando um novo lançamento da banda, um single, com alguma coisa inédita, porque não parece ter sido o suficiente, então coloca o disco para tocar de novo, e de novo e de novo, até o dia acabar.

Foi na turnê deste álbum, que o Nevermore veio ao Brasil pela primeira vez, em 2001, quando, acompanhado pelo Krisiun e Necromancia, fez uma pequena turnê por terras tupiniquins. A banda iria tocar mais uma vez no Brasil, desta vez em 2006, durante o extinto festival Live ‘N’ Louder.

Dead Heart in a Dead World” chegou a frequentar as paradas alemãs, conquistando a honrosa 57ª posição. Eram tempos em que aa vendas de CDs começavam a cair vertiginosamente, muito em virtude do advento da internet e a consequente pirataria, que arruinou as gravadoras, mas também deu possibilidade a muitos de conhecer bandas, pois nem todos têm dinheiro para comprar tantos lançamentos.

Portanto hoje é dia de celebrar essa data, ouvindo este clássico do Metal moderno no último volume. O Nevermore está voltando, já anunciou participações em alguns festivais, como o Wacken Open Air e o brasileiro Bangers Open Air. A banda está fazendo muito suspense para anunciar quais serão os escolhidos para as funções de vocalista, baixista e segundo guitarrista, mas todos nós estamos ansiosos para o anúncio.

Dead Heart in a Dead World – Nevermore

Data de lançamento – 17/10/2000

Gravadora – Century Media

Faixas:

01 – Narcosynthesis

02 – We Disintegrate

03 – Inside Four Walls

04 – Evolution 169

05 – The River Dragon Has Come

06 – The Heart Collector

07 – Engines of Hate

08 – The Sound of Silence

09 – Insignificant

10 – Believe in Nothing

11 – Dead Heart in a Dead World

Formação:

Warrel Dane – vocal

Jeff Loomis – guitarra

Jim Sheppard – baixo

Van Williams – bateria

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Memory Remains: Nevermore – 22 anos de “Enemies of Reality” e a equivocada escolha do produtor https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-nevermore-22-anos-de-enemies-of-reality-e-a-equivocada-escolha-do-produtor/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-nevermore-22-anos-de-enemies-of-reality-e-a-equivocada-escolha-do-produtor Tue, 29 Jul 2025 14:59:54 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=87012 No último sábado, nós falamos sobre os 20 anos de This Godless Endeavor. Três dias depois, tem Nevermore mais uma vez aqui no nosso Memory Remains: vamos falar sobre “Enemies of Reality“, o quinto álbum da banda de Seattle, que foi lançado há exatos 22 anos, em 29 de julho de 2003. “Enemies of Reality” […]

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No último sábado, nós falamos sobre os 20 anos de This Godless Endeavor. Três dias depois, tem Nevermore mais uma vez aqui no nosso Memory Remains: vamos falar sobre “Enemies of Reality“, o quinto álbum da banda de Seattle, que foi lançado há exatos 22 anos, em 29 de julho de 2003.

Enemies of Reality” tinha a difícil missão de se manter no mesmo nível do melhor trabalho da banda, que foi o seu antecessor , “Dead Heart in a Dead World”. Mas as coisas quase deram errado. Tudo porque a banda resolveu mexer no time que estava vencendo.

Tudo conspirava a favor da banda de Warrel Dane e Jeff Loomis: ótimo disco lançado e excelente recepção, tanto da crítica quanto do público; turnê extensa passando por lugares jamais visitados pela banda, Brasil inclusive, em 2001, que teve o Krisiun como banda de abertura. Era a hora de escrever novas músicas e continuar subindo, mas aí a banda errou a mão: escolheu um produtor nada familiarizado com o Heavy Metal, Kelly Gray.

Kelly Gray é natural de Seattle, assim como os membros do NM e havia sido guitarrista do Queensryche. No entanto, sua experiência era muito, mas muito pequena. E pegar uma banda com a sonoridade bastante complexa, foi um erro brutal. De ambas as partes. Porque aquela altura do campeonato, o mais correto seria manter Andy Sneap cuidando das gravações ou procurar um produtor ainda melhor. O resultado foi tenebroso e embora as músicas sejam ótimas e Ainda mais pesadas e raivosas, o ouvinte não consegue identificar os instrumentos, está tudo muito embolado e a experiência de ouvir a versão original do álbum não é nada boa. Kelly Gray era apenas o cara errado na hora errada.

Pois então a banda, na época um quarteto (Jeff Loomis se encarregou de fazer todas as guitarras em estúdio), adentrou ao “House of Rock and Metalworks”, estúdio localizado em Seattle. O clima na banda não era dos melhores, devido a pressão da Century Media pela renovação do contrato antes de encerrar o vínculo que estava em vigor, e como os caras não aceitaram, o selo reduziu drasticamente o investimento. Warrel Dane reconheceu em uma entrevista que esta animosidade certamente deixou o disco mais raivoso.

A arte de capa é digna de aplausos, e é assinada pelo excelente Travis Smith. Ele estava fazendo o terceiro trabalho seguido com o Nevermore, já que as capas de “Dreaming Neon Black” e “Dead Heart in a Dead World” foram feitas por ele, que retornaria a fazer a capa de “The Obsidian Conspiracy“, que até o presente momento é o último álbum do Nevermore.

Nosso aniversariante foi dedicado à memória de Chuck Schuldiner, que havia falecido em 2001. Ambas as bandas excursionaram juntas em 1996, quando uma amizade entre os integrantes nasceu. Warrel Dane chegou a ser convidado para cantar no projeto de Chuck, o Control Denied, mas Warrel não teve tempo em sua agenda. Ambos morreram na mesma data, 13 de dezembro, separados por 16 anos. Eis a dedicatória no encarte do álbum:

“This record is dedicated to Chuck [Schuldiner]. Let the metal flow into eternity (este álbum é dedicado à Chuck [Schuldiner]. Deixe o Metal fluir para a eternidade)”.

Enemies of Reality” traz uma banda muito nervosa, é o disco mais pesado e brutal do Nevermore. As partes melódicas e Progressivas ainda estão bem presentes, mas aqui as guitarras falam ainda mais alto. O álbum tem 9 faixas e 40 minutos, com destaques para a faixa-título, “Ambivalent“, “Never Purify“, “Tomorrow Turned Into Yesterday“, “I, Voyager“, “Create the Infinite” e “Seed Awakening“. Os quatro integrantes tiveram performances bastante acima da média em nosso aniversariante.

Em 2005, Andy Sneap foi chamado para tentar consertar o estrago feito por Kelly Gray. Ele levou as gravações para o seu estúdio, o Backstage Studios, e conseguiu deixar o álbum com uma qualidade melhor do que o originalmente concebido. Essa versão conta com três videoclipes como bônus: “Enemies of Reality“, “I, Voyager” e uma versão ao vivo para “Enemies of Reality“, tocada em Wacken no ano de 2004. A versão remixada também ganhou uma capa diferente, com fundo preto. Abaixo, o caro leitor pode ver a capa da nova versão.

Sobre a faixa “I, Voyager“, o saudoso Warrel Dane lembrava que esta seria uma das músicas mais difíceis de ser tocada ao vivo, e contou que a banda chegou a colar as cifras da música nas paredes do estúdio e que Van Williams chegou a questionar como eles tocariam ao vivo. Mas o tempo mostrou que eles conseguiriam tocar, digamos, até com certa facilidade.

Enemies of Reality” chegou ao 87º lugar nas paradas de sucesso dos Países Baixos, e em 130º na França. Apesar da produção sofrível, os críticos valorizaram a qualidade das composições. Entre os fãs, o álbum é um tanto quanto subestimado, apesar de ter um dos maiores hits da história da banda, que é a música “I, Voyager“. A banda caiu na estrada e Steve Smyth foi chamado para fazer a segunda guitarra.

O título do álbum foi retirado do filme “eXistenZ“, de David Croenberg. E Dane explicou que um dos personagens do filme, em determinado momento fala “Maybe we’re just the enemies of reality“, e que isso ficou grudado em sua mente. Da mesma forma que anos mais tarde, ele ficaria fixado com o nome da casa paulistana “Madame Satã” e escreveria uma letra com este título, em seu álbum solo, lançado postumamente, “Shadow Work” (2018).

Hoje é dia de celebrar esse belo álbum, que vai envelhecendo bem, obrigado. Para surpresa de todos, Jeff Loomis deixou o Arch Enemy e se juntou com Van Williams para reativar o Nevermore. O site oficial da banda já está em funcionamento e eles realizaram audições para escolher o novo vocalista, um baixista e mais um guitarrista. Eles prometeram novidades para este ano ainda, vamos aguardar.

Enemies of Reality – Nevermore

Data de lançamento – 29/07/2003

Gravadora – Century Media

 

Faixas:

01 – Enemies of Reality

02 – Ambivalent

03 – Never Purify

04 – Tomorrow Turned into Yesterday

05 – I, Voyager

06 – Create the Infinte

07 – Who Decides

08 – Noumenon

09 – Seed Awakening

 

Formação:

Warrel Dane – vocal

Jeff Loomis – guitarra

Jim Sheppard – baixo

Van Williams – bateria

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Memory Remains: Nevermore – 20 anos de “This Godless Endeavor” e o retorno de um segundo guitarrista https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-nevermore-20-anos-de-this-godless-endeavor-e-o-retorno-de-um-segundo-guitarrista/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-nevermore-20-anos-de-this-godless-endeavor-e-o-retorno-de-um-segundo-guitarrista Fri, 25 Jul 2025 15:57:41 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=86817 Em  2005 o Metal vivia um bom momento: novas bandas dando as caras e fazendo bons trabalhos, as antigas se redescobriram e voltaram a fazer bons discos. Os grandes festivais do verão no hemisfério norte dando espaço e voz para todos. E em 26 de julho, há 20 anos, o Nevermore lançava “This Godless Endeavor”, […]

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Em  2005 o Metal vivia um bom momento: novas bandas dando as caras e fazendo bons trabalhos, as antigas se redescobriram e voltaram a fazer bons discos. Os grandes festivais do verão no hemisfério norte dando espaço e voz para todos. E em 26 de julho, há 20 anos, o Nevermore lançava “This Godless Endeavor”, o sexto álbum da discografia dessa saudosa banda e que é tema do Memory Remains deste sábado.

E se em “Enemies of Reality“, um disco muito subestimado, a banda não obteve o sucesso esperado, depois do respaldo que “Dead Heart in a Dead World” proporcionou, a banda resolveu usar novamente a mesma fórmula utilizada. Saem as músicas extremamente agressivas de “Enemies” e volta o virtuosismo de “Dead Heart”.

Em entrevista à época, o guitarrista Jeff Loomis afirmou que “This Godless Endeavor” não é exatamente um álbum conceitual e sim um disco “tópico a tópico”, com letras que tratam de problemas da vida real, que podem se referir a perda de identidade, o sistema em que vivemos, o significado da vida, a denúncia de Deus como solução para todos os problemas causados pelos conflitos que as religiões travaram ao longo dos tempos. E olhando hoje, percebemos que nada mudou, visto que, principalmente no Brasil, as pessoas se apegam às religiões e tivemos recentemente um inelegível chorando em um culto evangélico, o que iria gerar críticas de Warrel, se vivo estivesse.

Loomis tinha novamente um companheiro na guitarra, após gravar sozinho todas as suas partes em “Enemies of Reality”: Steve Smyth assumiria a segunda guitarra e ficaria na banda até ser disgnosticado com insuficiência renal, um ano depois. Então todos foram até a cidade de Derbyshire, mais precisamente no “Backstage Recording Studios“, no Reino Unido, onde permaneceram por lá entre os meses de fevereiro e abril de 2005. E saíram com esta pérola.

A capa do álbum conta com uma arte bem interessante e desta vez foi assinada pelo grande Hugh Syme, famoso por desenhar capas do Rush, Iron Maiden, Megadeth, Queensryche, Dream Theater, Virgin Steele, entre outras. A banda trocou Travis Smith por Hugh Syme, mas Smith retornaria em “The Obsidian Conspiracy“, que até o momento, é o último lançamento do Nevermore.

This Godless  Endeavor” conta com dois convidados especiais: o primeiro é o tecladista Axel Mackenrott, que colaborou em “Sentient 6”. Essa canção, aliás, é uma espécie de continuação da música “The Learning“, que foi gravada originalmente no álbum “The Politics of Ecstasy“, de 1996. O outro convidado é o ex-guitarrista do Death, Obituary e Tratament, James Murphy, que fez o solo da instrumental “The Holocaust of Thought“.

O álbum é composto por onze faixas. A duração total é de 57 minutos e os grandes destaques ficam por conta da quase Death Metal “Born“, “Final Product“, que era detestada por Warrel Dane, “Bittersweet Feast“, “Sentient 6“, “Medicated Nation“, “Psalm of Lydia“, “A Future Uncertain” e a demolidora faixa-título. A banda repetiu a fórmula que deu muito certo em “Dead Heart in a Dead World” e o resultado é simplesmente fantástico.

Outro fator de destaque é o retorno do produtor Andy Sneap, já que a experiência com Kelly Gray não foi das melhores, o que fez com que a banda chamasse Sneap para remixar o álbum “Enemies of Reality“, o que deu uma nova e mais agradável sonoridade. Então, eles resolveram apostar na bola de segurança, o que se provou ser uma decisão mais do que acertada.

As comparações com as obras anteriores são inevitáveis, e mesmo que esse disco não seja tão perfeito como “Dead Heart in a Dead World” nem tão raivoso quanto “Enemies of Reality“, ele é importante na discografia do Nevermore e indispensável na coleção de quem admira o Heavy Metal moderno, E “This Godless Endeavor” marca uma época em que a banda esteve entre as mais importantes e em mais evidência na cena. Em 2006, eles tocaram no Brasil pela segunda vez, no festival Live ‘N’ Louder.

O aniversariante do dia foi bem recebido pela crítica, inclusive o site alemão “Hard Rock” o elegeu como o melhor e mais intenso álbum de Heavy Metal da década. E garantiu boas colocações em alguns charts mundo afora: 11º na categoria “US Top Heatseekers” e 23º no “US Independent Albums”, ambos da “Billboard”; 26º na Alemanha; 73º na Holanda e 134º na França. Além disso, o clipe de “Born” foi bem divulgado, sobretudo no programa Headbangers Ball, da MTV estadunidense.

Uma pena que os conflitos internos dentro da banda tenham forçado a separação dos integrantes e com a morte da Warrel Dane, todos acreditavam que a banda jamais voltaria a se reunir. Mas Van Williams e Jeff Loomis surpreenderam o mundo, anunciando no final de 2024 que eles voltariam e fizeram audições para buscar um novo baixista e um novo vocalista. A dupla já encerrou a procura e até agora não sabemos quem são os escolhidos. Jim Sheppard, que vive hoje no Alasca, havia dito que não concordava com o retorno, mas depois não mais se pronunciou. Enquanto aguardamos novas notícias, vamos celebrar esse belíssimo álbum que envelhece muito bem, obrigado.

This Godless Endeavor – Nevermore
Data de lançamento – 25/07/2005
Gravadora – Century Media

Faixas:
01 – Born
02 – Final Product
03 – My Acid Words
04 – Bittersweet Feast
05 – Sentient 6
06 – Medicated Nation
07 – The Hollocaust of Thought
08 – Sell My Heart for Stones
09 – The Psalm of Lydia
10 – A Future Uncertain
11 – This Godless Endeavor

Formação:
Warrel Dane – vocal
Jeff loomis – guitarra
Steve Smyth – guitarra
Jim Sheppard – baixo
Van Williams – bateria

Participações especiais:
James Murphy – Guitarra em “The Hollocaust of Thought”
Alex Mackenrott – teclado

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Memory Remains: Nevermore – 30 anos do álbum de estreia e a vida pós-Sanctuary https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-nevermore-30-anos-do-album-de-estreia-e-a-vida-pos-sanctuary/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-nevermore-30-anos-do-album-de-estreia-e-a-vida-pos-sanctuary Fri, 14 Feb 2025 11:00:54 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=77892 Há 30 anos, em 14 de fevereiro de 1995, o Nevermore lançava seu disco de estreia, e é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira. Vamos contar a história do álbum que deu o pontapé inicial em uma das bandas mais inovadoras do final do século passado. Precisamos voltar um pouco no tempo: Em 1985, […]

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Há 30 anos, em 14 de fevereiro de 1995, o Nevermore lançava seu disco de estreia, e é tema do nosso Memory Remains desta sexta-feira. Vamos contar a história do álbum que deu o pontapé inicial em uma das bandas mais inovadoras do final do século passado.

Precisamos voltar um pouco no tempo: Em 1985, Warrel Dane e Jim Sheppard fundaram o Sanctuary, banda que teve relativo sucesso. Porém, em 1991, a banda acabou, literalmente no braço, pois a gravadora queria que a banda passasse a tocar um som mais alternativo, tendência das bandas de Seattle. Parte da banda topou e os demais não aceitaram e a banda encerrou suas atividades.

Na época da tal briga, um certo guitarrista chamado Jeff Loomis e havia feito um teste para entrar no Megadeth, porém, Mustaine dispensou o jovem alegando que, apesar do talento, ele era muito inexperiente para entrar em uma banda tão tarimbada. Bem, sorte dos fãs do Nevermore que puderam aproveitar cada nota que ele compôs na carreira da banda. Mas antes de fazer parte do Nevermore, ele foi guitarrista do Sanctuary na turnê do álbum “Into the Mirror Black“.

Então, os três continuaram juntos, faltava apenas um baterista. Mark Arrington ocupou o posto desde o início da banda e ficou até o meio das gravações, quando deu vaga para o ex-designer da Nintendo, Van Williams, que gravou as partes que faltavam. Lineup definido, a banda estava já tinha um repertório definido há pelo menos três anos, o qual tocava em apresentações e gravou também duas demos: “Utopia“, em 1992 e “1994 Demo“.

Sob a batuta de Neil Kermon, o quarteto se reuniu no “Robert Lang Studios”, em Seattle, para gravar o homenageado de hoje. A mixagem ocorreu nos estúdios “Pakaderm” e “”Granny House”, enquanto que a masterização se deu “Ocean View Digital Mastering”, estes três últimos em Los Angeles. Das oito canções que entraram, apenas “What Tomorrow Knows“, a música que abre o play não havia sido gravada nas duas demos lançadas antes.

Bolacha rolando, temos oito canções, em 42 minutos de extensão. Algumas canções se destacam, como a já citada “What Tomorrow Knows“, “C.B.F.”, “Garden of Grey“, “Timothy Leary” (o autor e psicólogo que defendia as drogas psicodélicas ganhou uma música aqui e no álbum subsequente a banda se inspiraria no seu livro “The Politics of Ecstasy” para batizar o play)e “Godmoney“. É uma audição agradável, apesar de ser ainda muito crua, e Jeff Loomis ainda não fazia uso de guitarra de sete cordas.

O álbum recebeu críticas positiva da imprensa especializada e foi bem aceito pelos fãs. O Nevermore caiu na estrada, sendo banda de abertura do Blind Guardian nos shows pela Europa. Na perna estadunidense da turnê, o Nevermore tocou junto com o Death, o que acabou fortalecendo a amizade entre Warrel Dane e Chuck Schundiler. Ambos faleceram no mesmo dia 13 de dezembro, separados por dezesseis anos.

Era apenas o começo da história de uma banda que iria fazer a diferença, apostando em uma sonoridade única e praticamente impossível de se rotular. Em dezembro de 2024, Jeff Loomis e Van Williams revelaram o desejo de reativar a banda, o que gerou discordância por parte de Jim Sheppard e também por parte dos fãs, que não vêem um substituto a altura para Warrel Dane. Eles já terminaram as audições e em breve, todos nós conheceremos os membros da banda.

Hoje é dia de celebrar as três décadas deste play e fica a nossa expectativa de que a banda possa fazer algum tipo de homenagem para este play, já que o retorno está tão próximo de acontecer. Hoje é dia de escutar o mais novo trintão da cena no volume máximo.

Nevermore – Nevermore

Data de lançamento – 14/02/1995

Gravadora – Century Media

 

Faixas:

01- What Tomorrow Knows

02 – C.B.F.

03 – The Sanity Assassin

04 – Garden of Grey

05 – Sea of Possibilites

06 – The Hurting Words

07 – Timothy Leary

08 – Godmoney

 

Formação:

Warrel Dane – vocal

Jeff Loomis – guitarra

Jim Sheppard – baixo

Van Williams – bateria nas faixas 2, 3, 5 e 7

Mark Arrington – bateria nas faixas 1, 4, 6 e 8

 

Participação especial:

Christine Rinehat – backing vocal em “Garden of Grey

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