Entrevistas

Deep Hatred: “Não há um dia sequer sem trabalho na ‘Deep'”

Deep Hatred é uma banda de death metal natural de São Luís (MA). Com uma proposta promissora, agora se prepara para lançar o primeiro trabalho de estúdio e o site Headbangers News teve a chance de realizar uma entrevista com o grupo.

Nesta entrevista, a banda fala sobre o vindouro EP intitulado Virus Hominum, composição, mudança de formação, influências, dentre outros assuntos. Confira!

 

Em nome do site Headbangers News agradeço por nos conceder essa entrevista. Para iniciar, como e quando o Deep Hatred foi formado?
Alexandre (guitarra): A ‘Deep’ começou na verdade como um projeto meu de gravação que de início me juntei com o Will Vieira, já que ele tocava comigo na Unblooded. A gente montou esse projeto procurando colocar um vocal feminino no front. Então em 2018 o Will viu um vídeo da Débora cantando no Instagram, fui olhar e a gente fez o convite pra ela, que em seguida aceitou logo. Poucos meses depois a gente puxou o Lucas pra batera, já que a gente tava procurando uma bateria com uma pegada pesada, um tanto mais técnica e pra nossa sorte ele faz isso tudo muito bem. Daí pra frente a gente foi se encontrando, criando uma harmônia e um entrosamento muito bacana. Mas aí, com a saída do Will da banda, houve a necessidade de encontrarmos outro(a) baixista e colocar mais uma guitarra pra cobrir alguns espaços que ficavam nas músicas. Então em 2021 houve a entrada do Rogers na guitarra e a Priscilla no baixo, trazendo a pegada e as características de som que a banda precisava.
Quais são os planos da banda em relação ao lançamento de material de estúdio?

Rogers (guitarra): Atualmente a banda se encontra em estúdio gravando o primeiro EP, cujo título é “Virus Hominum”. O resultado até o momento tem sido bem orgânico e pesado, até mesmo porque a banda participa muito ativamente na produção.

A ideia para quando lançarmos o material é trabalhar bastante na divulgação e continuar se mantendo ativo, produzindo mais músicas, já pensando num full length. Também o grande objetivo é chegar em um patamar que a banda se sustente. Por enquanto não que ela sustente a gente, mas que ela mesma se sustente com as vendas de merchandising ao nível que na hora de pagar os ensaios, e outras despesas, não seja necessário tirar do nosso próprio bolso. Resumindo, que a banda se pague.

Claro que o contexto atual de pandemia atrapalha muito alguns aspectos como shows etc., o que nos impede de viajar e fazer turnês e consequentemente impacta a divulgação. Mas independentemente disso, não há um dia sequer sem trabalho na ‘Deep’. 

Como é o processo de composição da banda?

Alexandre (guitarra): o processo de criação começa comigo e com o Rogers estruturando as músicas na guitarra, gravando no computador e colocando os beeps como numa guia. Assim que elas vão ganhando forma, passamos para o Lucas criar as linhas de bateria e pra Priscilla estudar as aplicações do baixo. Em seguida vamos para o estúdio refinar e acertar os detalhes, com a Débora adicionando o vocal.

Mas no começo era meio improvisado mesmo, captando áudio pelo celular, solfejando e indo pra estúdio tentar encaixar as coisas. 

Quais artistas podem ser considerados influência na música do Deep Hatred?
Lucas (bateria): Cara, no geral a ‘Deep’ possui uma influência grande no death metal old school e no brutal death metal. As principais bandas que usamos como influências são o Deicide, o Morbid Angel, o Sinister, o Cryptopsy, o Krisiun, Rebaelliun, o Monstrosity, o Obituary, o Cannibal Corpse, o Hate Eternal, o Headhunter DC, entre outras mais. Acho que cada um tem suas influências pessoais interessantes na música, o que favorece no resultado final do som da banda até hoje.
Você poderia falar um pouco sobre os temas de interesse das letras da banda?  
Débora (vocal): Em suma, as letras abordam principalmente temas crus mas com certa reflexão sobre fatos/temas nos quais a principal culpada seja a humanidade e tudo que dela se deriva, permitindo assim explorar as piores faces desse cenário e do caráter humano. Feminicídios, crítica religiosa, violência sexual, banalização do sofrimento foram alguns assuntos já abordados.
Como você descreveria o cenário musical de São Luís, especialmente no âmbito do metal extremo? 
Alexandre: Há bandas por aqui de todos os estilos que são muito boas, com propostas musicais bem interessantes que não deixam a desejar em nada, se comparadas com outras bandas dos grandes centros. O grande problema é o pouquíssimo apoio com que o underground conta, o que é um problema geral, mas para nós é potencializado devido a nossa localização, longe dos grandes centros econômicos do país e circuitos musicais mais ativos.
Muito obrigado pela disponibilidade. Fique à vontade para deixar uma mensagem aos leitores. 
Débora (vocal): É isso aí! Agradecemos a oportunidade de mostrar nosso trabalho. Quem tiver interesse só chegar nas redes sociais, pra adquirir nosso merchandising e sacar nosso material (Instagram/YouTube). Esperamos que essa situação de quarentena se encerre com a tão sonhada vacinação geral, pra continuarmos na movimentação da cena e mostrar o trabalho que produzimos nessa pandemia. Assim fazendo muita destruição e muito som nos palcos. Death metal until I die!