O metal moderno possui poucas instituições tão singulares quanto o Nevermore. Nascida das cinzas do Sanctuary em 1991, a banda de Seattle nunca aceitou rótulos fáceis, navegando entre o thrash técnico, o progressivo sombrio e uma carga emocional que beirava o teatral. Discos como Dreaming Neon Black e Dead Heart in a Dead World não são apenas álbuns; são monumentos que moldaram a sonoridade das sete cordas e definiram o padrão de excelência lírica e técnica na virada do milênio.
Em 2026, o que muitos fãs consideravam um ciclo encerrado após a partida precoce de Warrel Dane ganha um novo e audacioso capítulo. Sob a liderança dos membros fundadores Jeff Loomis e Van Williams, o Nevermore ressurge. Acompanhados por Jack Cattoi (guitarra), Semir Özerkan (baixo) e o vocalista Berzan Önen, o grupo demonstra uma confiança renovada e o desejo de não apenas celebrar o passado, mas de reafirmar sua identidade no presente.
Às vésperas de sua aguardada apresentação no Bangers Open Air e de um show intimista no Carioca Club, em São Paulo, conversamos com os pilares da banda. Nesta entrevista exclusiva, exploramos a “gestação” desse retorno, a química da nova formação e como a essência sombria e filosófica do Nevermore continua a pulsar com força total em 2026.