Entrevistas

Kim Song (MØL): “Acho que nós, como humanos, temos que reajustar nossos sonhos à medida que avançamos”

3 de fevereiro de 2026


Desde o impacto causado por Jord (2019) e a consolidação magistral com Diorama (2021), os dinamarqueses do MØL têm sido os arquitetos de uma sonoridade única, onde a agressividade do black metal se dissolve na beleza etérea do shoegaze. Agora, em 2026, a banda retorna com seu trabalho mais ambicioso e pessoal até o momento: DREAMCRUSH, lançado pela Nuclear Blast.

Mais do que um álbum, DREAMCRUSH é um mapa emocional. Ele explora a dicotomia dos sonhos — aquela força que nos sustenta, mas que, sob o peso das expectativas, também pode nos estilhaçar. Com influências que transitam entre o vigor do alt-rock e a delicadeza de ícones como Cocteau Twins e My Bloody Valentine, o grupo de Aarhus (Dinamarca) entrega uma obra que abraça a perda e o luto, não como um fim, mas como um terreno para a reconciliação e a esperança.

Nesta entrevista exclusiva, tivemos o privilégio de conversar com Kim Song Sternkopf (vocais) e Nicolai Busse (guitarras). Eles nos levam pelos bastidores do processo de gravação, a busca pela identidade autêntica através da neurodiversidade e como a filosofia de Schopenhauer moldou a visão deste novo disco.

“DREAMCRUSH oferece raios de uma esperança quase insuportável — a opção de continuar sonhando, apesar de nós mesmos.”

Confira em nosso canal no YouTube o papo na íntegra sobre a evolução, as texturas e o “expurgo” emocional que define o MØL em sua melhor forma.