Entrevistas

Thaís de Aguiar (BadTrip): “Não sejam gado desse governo”

Victor Peixe/Divulgação

Formada em 2017, Badtrip é uma banda de thrashcore natural de Belém, Pará. Com bastante atitude, o grupo vem conquistando cada vez mais espaço.

O site Headbangers News teve a oportunidade de conduzir uma entrevista com a vocalista da banda, Thaís de Aguiar. Dentre os temas tratados estão as influências, o início da Badtrip, a cena de Belém, dentre outros assuntos. Confira!

Oi, Thaís! Tudo certo? Para iniciar, você poderia falar como você começou a se interessar por música pesada?

Olá, Carlos. Tudo certo!
Eu comecei a me interessar por música pesada de verdade em 2012. Mas primeiro fui começando pelo New metal, metalcore e deathcore, com o passar dos meses fui descobrindo outros estilos. Mas em 2015 foi o ano que me apaixonei pelo metal extremo, grindcore, powerviolence.

Como surgiu o interesse em cantar? Quais são os(as) vocalistas que influenciam você?

Foi muito de repente. Mas não nego que sempre quis ter uma banda, porém, eu queria ser baterista ou guitarrista. Até que de tanto eu subir nos palcos e cantar com bandas aqui de Belém, o baterista da minha banda me chamou pra fazer parte da Badtrip. Aí a partir desse momento eu pude me apaixonar em fazer vocal mais pesado/extremo. Minhas principais influências são: Mitch Lucker (Ex-Suicide Silence) Fernanda Lira (Crypta), Mylena Mônaco (Sinaya), Alex Terrible, Oliver Sykes e assim vai.

Como você começou a se envolver em bandas como musicista?

Comecei em 2018 com a Badtrip. E no final de 2018 eu comecei com a Fetus In Fetu que é um projeto com amigos do Ceará que ainda iremos gravar e a produzir conteúdo.

Como a Badtrip foi formada?

A Badtrip foi formada no final de 2017, pelo Robson França que é o baterista da banda. No início eu ainda não era a vocalista, mas a banda passou por uma formação antes de eu entrar, e logo após a saída do vocalista anterior eu entrei. E desde então estou na banda. E já passamos por 2 formações até chegar na atual com Paulo Bigfoot na guitarra, James Nathan no baixo, Robson França na bateria e eu no vocal.

Quais são as influências da banda?

Surra, Deliquentes, Violator, Nervochaos são as principais bandas que a gente se inspira, mas tem diversas bandas que acompanhamos e somos fãs.

Como você descreveria a cena da sua cidade? Quais bandas você destacaria?

A cena paraense é uma das melhores cenas! Sou meio suspeita para falar mas não só em Belém, como no norte existem muitas bandas boas que mereciam destaque.
Aqui em Belém eu posso destacar Deliquentes, A Red Nightmare, Thunderspell, Klitores Kaos.

Chegamos ao fim da entrevista. Em nome do site Headbangers News, agradeço pela disponibilidade. Sinta-se à vontade para deixar uma mensagem aos leitores.

Eu que agradeço pela oportunidade, Carlos! Saiba que tenho muita admiração por você.
O meu recado para quem estará lendo essa entrevista é: Vão atrás de seus objetivos! Não deixem ninguém falar que você não é capaz.
Não sejam racistas, homofóbicos e fascistas!
Leiam e estudem mais! Não sejam gado desse governo.