Entrevistas

Woesley Johann (Victorizer): “Nossa música soa bem original e diferente de tudo que já fiz na minha carreira”

Jéssica Mar

Victorizer é o novo projeto de Vitor Rodrigues (ex-Torture Squad e Voodoopriest) e Woesley Johann (ex- Krow/ NervoChaos e Goat Necropsy), que se juntaram ao baixista Vinícius Corvo (Neshamot), e o baterista Jorge Minduim com a proposta de mesclar heavy metal e thrash metal, influenciados por diversos nomes da música.

A banda está finalizando o álbum de estreia e preparando o lançamento do primeiro videoclipe. O guitarrista Woesley Johann concedeu uma entrevista ao site Headbangers News e contou mais detalhes da banda, os futuros trabalhos e a cena metal brasileira.

Nayara Natacha

Victorizer é uma banda nova na cena nacional, pode contar brevemente sobre este projeto?

O Victorizer é uma banda de Heavy Metal, com riffs rápidos e pegajosos, refrãos “chiclete” e solos emblemáticos . A banda é oriunda de São Paulo/SP, e foi formada por eu e o Vitor no final de 2018, e pouco tempo depois o Corvo se juntou a nós, sendo também membro fundador e no meio de 2019 o Minduba assumiu definitivamente a rítmica completando o time de forma consistente!

Qual a origem do nome Victorizer?

Muitos ligam o nome ao nome do Vitor, mas na verdade esse nome vem da palavra “Victory” simbolizando um período de hiato do Vitor dos palcos e meu também, pois nós dois estávamos sem banda quando o Vitor entrou em contato comigo e também me identifiquei com o significado de vitória e a volta aos palcos.

A banda é composta por outros integrantes. Como é dividido esse projeto?

 A banda é composta por eu na guitarra, Vitor nos vocais, Vinicius Corvo no baixo e o Jorge Minduba nas baquetas. Eu fico responsável pela parte de composição dos riffs, criação das músicas e gravação da banda em geral tendo assumido o disco como produtor, Vitor nos vocais e também responsável pela composição das letras e rítmicas vocais, o Corvo é responsável pelas linhas de baixo e também ajuda na parte de “rec” e o Minduba toda parte de batera e “grooves”, ele quem cria essa cozinha com o Corvo, aonde os dois colocam as ideias deles.

Como é o processo de composição e quais as inspirações para compor?

Eu sempre me inspiro pra compor os riffs em bandas como Judas Priest, Iron Maiden, Grave Digger, Dee Snider, Running Wild, Savatage, Candlemass e algo de Annihilator também! Algumas músicas eu chego com a ideia dos riffs e escolhemos juntos, outras eu componho e mando pra banda pra cada um efetuar suas partes, basicamente.

 A crise do novo coronavírus atrapalhou muito os planos da banda? Vocês estavam em turnê em Florianópolis e Curitiba, e logo após veio a pandemia…

Sim, esse foi o principal motivo da gente ter que interromper as gravações do disco, infelizmente. Fizemos a turnê no Sul no final de 2019 e logo após as férias, tivemos mais essas férias forçadas…

VICTORIZER – The Unholy Spell

Headbangers!Apresentamos para vocês nossa versão da música ''The Unholy Spell'' gravada na casa de show Célula Showcase em Florianópolis – SC Brasil.Essa música que faz parte dos clássicos da carreira de Vitor Rodrigues!Em breve lançaremos um pequeno teaser de uma das músicas autorais do VICTORIZER, Fique ligado!

Publicado por Victorizer em Domingo, 19 de abril de 2020

Durante esses shows vocês apresentaram um “spoiler” das músicas “Personal War” e “Back to the War Zone”. Antes de lançar o disco, pretendem lançar algum single?

Sim, nosso single será lançado em Outubro, ainda estamos decidindo o dia ao certo e como vai ser o lançamento, estamos preparando um videoclipe para esse single, e tenho certeza que essa espera toda de meses vai valer a pena! As músicas estão muito legais, o mais puro Heavy Metal!

O álbum de estreia já está quase finalizado, quais os planos para lançamento? Pode contar alguma novidade?

O álbum já tem 10 músicas prontas, todas as estruturas e guias prontas desde novembro de 2019, iremos lançar 2 singles esse ano e assim que eu terminar meu estúdio novo, iremos gravar nosso disco full inaugurando ele com a produção do disco!

Para alguém que nunca ouviu a banda, como você diria que a banda soa? Você sente que é uma banda original em meio ao nosso cenário?

A banda soa bem particular ao meu ver, temos influências do Heavy Metal em geral, considero as músicas bem originais e diferentes de tudo que já fiz na minha carreira por sempre ter tocado metal extremo, consegui escrever riffs bem legais pra esse disco e isso me deixa muito feliz, pois tem muita gente aguardando por esse lançamento. Sempre fico ansioso pra mostrar músicas novas pro público metal!

Como você vê o cenário de Rock e Metal no Brasil? E o cenário Underground?

Como um todo, existe picos conforme os anos vão passando, mas atualmente eu percebo que, ir a uma show é algo de mais fácil acesso do que era antes, e as pessoas se mobilizam pra ver as bandas, esperamos que após a pandemia isso aumente mais ainda, estamos todos parados há muito tempo já, público e artistas.

Alguns integrantes estão em outras bandas, como você (Goat Necropsy e NervoChaos) e o Vitor (Tribal Scream). Como vocês conciliam os projetos, para não atrapalhar os trabalhos de nenhuma banda?

Eu sempre digo que todas as bandas que toco tem pesos iguais pra mim, nunca deixo a desejar com nenhuma delas. O Goat é criação minha e do Victor Ferreira que também contribui na parte de áudio do Victorizer diretamente, ele é como um irmão pra mim, mas o Goat Necropsy é um duo e lançamos músicas apenas na internet à princípio. Quanto a minha entrada no NervoChaos em abril desse ano, me fez colocar a banda como principal em minhas prioridades e eu entrei em contato com todos do Victorizer quando isso aconteceu, pois vivo de música e a agenda do NervoChaos é gigante sempre, o que me proporciona mais trabalhos e me exige mais dedicação também. Sempre quis tocar no Nervo desde que vi a banda ao vivo em 2012, pra mim, isso é a realização de um sonho. Mas mesmo com o NervoChaos e o Goat Necropsy, ainda assim faço a produção do Victorizer e trabalho igualmente na parte de lançamento e demais questões de agendamentos e organização. Ter outras duas bandas soma muito. Quem me conhecer como guitarrista independente da banda, vai acabar conhecendo as outras duas automaticamente, isso é ótimo pra todos! Com isso, o Vitor também passou a priorizar a agenda do Tribal, o que não atrapalha em nada, como eu disse, sempre soma quando membros tem outras bandas e claro, faz o seu papel devidamente com as obrigações com cada uma.

Pode deixar uma mensagem para nossos leitores?

Nosso single está a caminho, muitos pensam que estamos “de pé pro alto” mas mesmo em outras bandas, eu o Vitor estamos trabalhando pra poder lançar um grande disco e dois singles fodas pra quem tá no aguardo. Conforme a agenda de todos da banda permitir, próximo ano teremos nossa primeira tour com mais datas pelo Brasil pra divulgarmos nosso disco, isso com certeza vai rolar!