Progressive Rock - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/estilos-musicais/progressive-rock/ Site brasileiro sobre heavy metal editado totalmente em português. Sun, 10 May 2026 16:11:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 https://www.headbangersnews.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-Logo-HBN-32x32.png Progressive Rock - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/estilos-musicais/progressive-rock/ 32 32 Karcius lança álbum “Black Soul Sickness” e conclui trilogia iniciada em 2018 https://www.headbangersnews.com.br/noticias/karcius-lanca-album-black-soul-sickness-e-conclui-trilogia-iniciada-em-2018/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=karcius-lanca-album-black-soul-sickness-e-conclui-trilogia-iniciada-em-2018 Sun, 10 May 2026 16:11:21 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=100490 A banda canadense de rock progressivo Karcius lançou o álbum Black Soul Sickness em vinil, CD e plataformas digitais. O trabalho marca o sétimo disco de estúdio do grupo e encerra a trilogia iniciada com The Fold (2018) e continuada em Grey White Silver Yellow & Gold (2022). Produzido pela própria banda e mixado pelo […]

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A banda canadense de rock progressivo Karcius lançou o álbum Black Soul Sickness em vinil, CD e plataformas digitais. O trabalho marca o sétimo disco de estúdio do grupo e encerra a trilogia iniciada com The Fold (2018) e continuada em Grey White Silver Yellow & Gold (2022).

Produzido pela própria banda e mixado pelo guitarrista e principal compositor Simon L’Espérance, o álbum foi gravado em estúdios de Montreal, no Canadá. O disco aborda temas como perda, obsessão e renascimento, combinando elementos do rock progressivo contemporâneo, metal e post-rock.

A formação atual conta com Simon L’Espérance (guitarras, sintetizadores e teclados), Sylvain Auclair (vocais e baixo), Thomas Brodeur (bateria e design de som) e Sébastien Cloutier (teclados). O conceito lírico e a produção vocal ficaram a cargo de Auclair.

TRACKLIST:

1. Wallow

2. Out of Nothing

3. Darkest Heir

4. Slow Down Son

5. Rise

6. Awakening the Spirit

7. Dusting My Coat

Formado em 2001, o Karcius começou como um projeto instrumental de fusion progressivo. A entrada do vocalista e baixista Sylvain Auclair, em 2009, marcou uma mudança na sonoridade do grupo, que passou a explorar elementos mais pesados e atmosféricos. Em 2017, o tecladista Sébastien Cloutier integrou a formação.

Mais informações:

karcius.com

instagram.com/karciusmusic

facebook.com/Karciusmusic

 

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Kingcrow lança versão acústica de “New Moon Harvest”, faixa do álbum Hopium https://www.headbangersnews.com.br/noticias/kingcrow-lanca-versao-acustica-de-new-moon-harvest-faixa-do-album-hopium/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=kingcrow-lanca-versao-acustica-de-new-moon-harvest-faixa-do-album-hopium Sat, 25 Apr 2026 12:00:12 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=99479 A banda italiana de rock progressivo Kingcrow lançou uma versão acústica da música “New Moon Harvest”, faixa do álbum Hopium. A nova versão já está disponível em plataformas digitais de streaming. A releitura acústica reduz a canção à sua essência, destacando a melodia e o conteúdo lírico. O vídeo foi gravado em uma casa na […]

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A banda italiana de rock progressivo Kingcrow lançou uma versão acústica da música “New Moon Harvest”, faixa do álbum Hopium. A nova versão já está disponível em plataformas digitais de streaming.

A releitura acústica reduz a canção à sua essência, destacando a melodia e o conteúdo lírico. O vídeo foi gravado em uma casa na árvore com a formação completa da banda, em um ambiente mais intimista, em contraste com a densidade sonora presente no álbum.

O disco Hopium foi lançado pelo selo Season of Mist e reúne influências de rock progressivo, música ambiente, rock alternativo e trip-hop. Entre as referências citadas estão Porcupine Tree, Radiohead, Leprous, Archive e Massive Attack. No contexto do álbum, “New Moon Harvest” aborda a tensão entre a busca pelo eu interior e as pressões externas do cotidiano.

Formada originalmente em Roma pelos irmãos Diego Cafolla e Manuel Thundra Cafolla, a banda surgiu com o nome Earth Shaker antes de adotar o nome atual. Ao longo da carreira, o grupo lançou trabalhos como Phlegethon (2010), In Crescendo (2013), Eidos (2015) e The Persistence (2018), consolidando sua presença no cenário do rock progressivo.

Atualmente, o Kingcrow é composto por Diego Marchesi (vocais), Diego Cafolla (guitarras, teclados e backing vocals), Ivan Nastasi (guitarras e backing vocals), Riccardo Nifosì (baixo e backing vocals) e Thundra (bateria e percussão).

Tracklist:
1. Kintsugi (3:53)
2. Glitch (3:56)
3. Parallel Lines (6:46)
4. New Moon Harvest (3:30)
5. Losing Game (5:28)
6. White Rabbit’s Hole (6:55)
7. Night Drive (5:48)
8. Vicious Circle (4:21)
9. Hopium (8:24)
10. Come Through (Bonus Track) (4:21)

Mais informações:
Website: https://www.kingcrow.it/
Facebook: http://www.facebook.com/Kingcrowband
Instagram: https://www.instagram.com/kingcrow_official/
Twitter: http://twitter.com/KingcrowBand
Bandcamp: https://kingcrow1.bandcamp.com/

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Inter de Milão e Pink Floyd se juntam e lançam edição comemorativa do Pink Floyd Football Club https://www.headbangersnews.com.br/noticias/inter-de-milao-e-pink-floyd-se-juntam-e-lancam-edicao-comemorativa-do-pink-floyd-football-club/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=inter-de-milao-e-pink-floyd-se-juntam-e-lancam-edicao-comemorativa-do-pink-floyd-football-club Mon, 20 Apr 2026 17:00:10 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=99441 Em comemoração aos 50 anos do nono disco do Pink Floyd, “Wish You Were Here” (1975), a Inter de Milão (FC Internazionale Milano) e a Sony Music Itália se uniram para o lançamento de produtos comemorativos oficiais, unindo futebol e música. São produtos como uma jaqueta na cor azul com o escudo do Pink Floyd […]

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Em comemoração aos 50 anos do nono disco do Pink Floyd, “Wish You Were Here” (1975), a Inter de Milão (FC Internazionale Milano) e a Sony Music Itália se uniram para o lançamento de produtos comemorativos oficiais, unindo futebol e música.

São produtos como uma jaqueta na cor azul com o escudo do Pink Floyd Football Club (PFFC), camisa retrô, baquetas impressas com os nomes do Pink Floyd e da Inter, palhetas, ecobag e cachecol. Na sexta (17) os jogadores da Inter entraram em campo vestindo a jaqueta comemorativa antes do jogo contra o Caligari, pela séria A do Campeonato Italiano.

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A história do Pink Floyd Football Club (PFFC) surge entre os intervalos dos shows que a banda fazia na década de 1970. O time era formado por membros da equipe (técnicos de som, roadies, etc.) e os músicos David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright.

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A camisa retrô resgata parte dessa história, fundindo a história do PFFC com a identidade da Inter. De azul intenso, ao centro ela traz a sigla PFFC em letras brancas grandes e abaixo duas estrelas. Nas costas, aparece impresso o logo do 50º aniversário do disco “Wish You Were Here”.

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A campanha em torno da edição comemorativa começou já em janeiro e ao que tudo indica deu muito certo: boa parte dos itens já se esgotou e não foi informado se haverá uma nova remessa ou não.

Os produtos podem ser adquiridos na loja online oficial da Inter (store.inter.it) e em suas lojas físicas (Inter Stores Milano, Castello e San Siro). As palhetas de guitarra e baquetas também podem ser adquirids na loja Sony Music Itália (store.sonymusic.it). Os valores são em euro e não estão inclusos ali impostos e taxas alfandegárias.

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Memory Remains: Rush – 42 anos de “Grace Under Pressure” e o primeiro trabalho sem Terry Brown na produção https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-rush-42-anos-de-grace-under-pressure-e-o-primeiro-trabalho-sem-terry-brown-na-producao/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-rush-42-anos-de-grace-under-pressure-e-o-primeiro-trabalho-sem-terry-brown-na-producao Mon, 13 Apr 2026 11:00:20 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98996 Há 42 anos, em 13 de abril de 1984, o Rush lançava “Grace Under Pressure“, o álbum de número dez deste que é o maior power-trio da história da música e que é assunto do nosso Memory Remains deste domingo. Vamos desbravar um pouco das histórias deste play. O disco representa o mergulho da banda […]

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Há 42 anos, em 13 de abril de 1984, o Rush lançava “Grace Under Pressure“, o álbum de número dez deste que é o maior power-trio da história da música e que é assunto do nosso Memory Remains deste domingo. Vamos desbravar um pouco das histórias deste play.

O disco representa o mergulho da banda na sonoridade mais focada nos sintetizadores, em detrimento as guitarras, como nos primeiros álbuns. No entanto, o resultado aqui é bastante satisfatório. Na década de oitenta, as bandas de uma maneira geral aderiram aos sintetizadores e o Rush também navegou nesses mares. Em “Moving Pictures“, o maior clássico da banda, já haviam flertes com outros estilos, como o Reggae. Em “Signals“, o antecessor, os teclados se tornaram os protagonistas e no aniversariante do dia, deu- se a consolidação.

Era a banda mudando e angariando ainda mais fãs. A turnê terminou no meio de 1983 e depois de algumas semanas de descanso, eles se reuniram entre os meses de novembro do mesmo ano e março de 1984, no “Le Studio”, em Quebéc, e desta vez, sem Terry Brown na produção, que acompanhava a banda desde 1975. Para o seu lugar, eles recrutaram Peter Henderson, depois de uma procura intensa por alguém para assumir tal posto. O Rush quase fechou com o produtor Steve Lillywhite, mas este declinou na última hora. Ele ficou famoso por seus trabalhos com o Simple Minds e o U2. Geddy Lee ficou muito irritado com a recusa de Steve e certa vez falou sobre o ocorrido, aspas para ele:

“Steve Lillywhite realmente não é um homem de palavra… Depois de concordar em fazer nosso álbum, ele teve uma oferta do Simple Minds, mudou de ideia, nos deixou decepcionado… E então nos colocou em uma posição horrível.”

A arte da capa foi toda criada por Hugh Syme, que já estava com a banda desde 1975. O título do álbum foi inspirado em uma citação do romancista americano vencedor do Prêmio Nobel, Ernest Hemingway. O baterista e letrista, Neil Peart, era um ávido leitor e admirador de Hemingway, e gostou da citação “coragem é graça sob pressão”, pois ele pensava que a citação refletia o clima ambiental das sessões de gravação deste. Então ele apresentou a ideia desta citação ao resto da banda, e eles gostaram o suficiente para chamar o álbum “Grace Under Pressure“.

Como de costume, a banda trabalhava da seguinte maneira na hora de compôr: Geddy Lee e Alex Lifeson escreviam os arranjos, enquanto que Neil Peart ficava com as letras. Assim, o baterista se inspirou em notícias veiculadas no jornal The Globe and Mail, de Toronto, para escrever especificamente três músicas: “Distant Early Warning“, “Red Lenses” e “Between the Wheels“. Esta última, segundo o próprio Neil Peart admitiu, foi criada na primeira noite em que eles estavam reunidos.

Bolacha rolando, temos um álbum bem curto, são apenas 39 minutos e 8 canções. O Rush mergulhou de cabeça completamente nos sintetizadores. Se não agradou completamente aos fãs mais acostumados com a fase mais Progressiva dos anos 1970, agrada pela qualidade das composições. Algumas delas se destacaram e fizeram parte dos shows até o final, como “Red Sector A“, “Distant Early Warning” e “Between the Wheels“.

Grace Under Pressure” foi bem recebido e teve certo sucesso nas paradas, alcançando o 4º lugar no Canadá; no Reino Unido, o aniversariante do dia chegou em 5° e na “Billboard 200“, ficou em 10°, na Finlândia foi o 14°, na Suécia foi o 18°; foi 24° na Europa, 27° nos Países Baixos e 43° na Alemanha. Foi certificado com Disco de Prata no Reino Unido e Disco de Platina nos Estados Unidos e Canadá.

A revista “Guitar World” incluiu o disco na lista: “Novas Sensações: 50 discos icônicos que definem o ano de 1984”. Obviamente, este álbum não está entre os melhores da carreira da banda, mas todo registro deste maravilhoso e inesquecível trio não pode deixar jamais de ser lembrado. Então, vamos celebrar este play e também todo o legado deixado por estes três deste maravilhoso e inesquecível trio não pode deixar jamais de ser lembrado.

Hoje é dia de celebrar mais um aniversário deste álbum, escutando-o no volume máximo enquanto aguardamos o início da turnê que a banda vai fazer, e felizmente, o Brasil está no roteiro, com shows no mês de janeiro de 2027 e com direito a uma apresentação extra em São Paulo. É tempo de acompanharmos a excelente Anika Nilles que estará acompanhando os veteranos Geddy Lee e Alex Lifeson.

Grace Under Pressure – Rush
Data de lançamamento – 12/04/1984
Gravadora –  Mercury

Faixas:
01 – Distant Early Warning
02 – Afterimage
03 – Red Sector A
04 – The Enemy Within (Part I of Fear)
05 – The Body Electric
06 – Kid Gloves
07 – Red Lenses
08 – Between the Wheels

Formação:

  • Geddy Lee – baixo/ vocal/ teclados/ sintetizadores
  • Alex Lifeson – guitarra
  • Neil Peart – bateria

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Between the Buried and Me volta a São Paulo em outubro https://www.headbangersnews.com.br/noticias/between-the-buried-and-me-volta-a-sao-paulo-em-outubro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=between-the-buried-and-me-volta-a-sao-paulo-em-outubro Wed, 08 Apr 2026 18:51:05 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98895 A conceituada banda norte-americana de prog rock/metal Between the Buried and Me volta a São Paulo (SP) no dia 17 de outubro, no Hangar 110, em show que marca o retorno ao Brasil após cinco anos, agora no ciclo de The Blue Nowhere, álbum lançado em 2025 e primeiro da carreira pela InsideOut Music. A realização […]

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A conceituada banda norte-americana de prog rock/metal Between the Buried and Me volta a São Paulo (SP) no dia 17 de outubro, no Hangar 110, em show que marca o retorno ao Brasil após cinco anos, agora no ciclo de The Blue Nowhere, álbum lançado em 2025 e primeiro da carreira pela InsideOut Music. A realização é da New Direction Productions, Powerline Music & Books e Matrix Entertainment.

Ingresso: fastix.com.br/events/between-the-buried-and-me-eua-em-sao-paulo

Formado em 2000, na Carolina do Norte, o Between the Buried and Me construiu uma trajetória que o colocou entre os nomes centrais do metal progressivo moderno ao unir peso extremo, técnica e escrita de longo alcance sem se prender a uma única escola do gênero.

Ao longo desse percurso, a banda consolidou discos como Colors, The Parallax II: Future Sequence e Coma Ecliptic, este último com estreia no #12 da Billboard 200 e no #1 da Hard Music Billboard Chart.

O show em São Paulo acontece em uma fase nova da carreira. The Blue Nowhere abriu o capítulo mais recente do catálogo da banda, mantendo a linguagem progressiva e a vocação para composições extensas, mudanças bruscas de andamento e uma combinação particular de metal técnico, agressividade e construção melódica.

A guinada mais importante da trajetória do Between the Buried and Me começou a ganhar forma em Alaska, de 2005, e encontrou um ponto de consolidação em Colors, álbum de 2007 frequentemente tratado pela crítica especializada como um marco do metal deste século.

Depois vieram trabalhos como The Great Misdirect, que chegou ao #36 da Billboard 200, e The Parallax II: Future Sequence, que levou a banda ao #22, ampliando o alcance de um nome que passou a circular com força tanto entre fãs de música extrema quanto no campo do prog metal.

A passagem por São Paulo também tem peso de reencontro. O Between the Buried and Me esteve no Brasil uma única vez, em março de 2020, quando fez sua estreia no país também na capital paulista, fechando a turnê latino-americana daquela temporada.

O retorno, agora com disco novo e outra etapa de carreira em curso, recoloca a banda diante do público brasileiro em um momento de renovação concreta, com um álbum que amplia horizontes do BTBM na música progressiva.

The Blue Nowhere

Lançado em 12 de setembro de 2025, The Blue Nowhere abriu uma fase importante na trajetória do Between the Buried and Me. Além de marcar a estreia da banda pela InsideOut Music, o álbum também foi apresentado como o primeiro trabalho do BTBAM em formato de quarteto nessa etapa recente, o que dá ao disco um peso que vai além de mais um título na discografia.

Musicalmente, o álbum preserva a lógica de contraste e mudança brusca que consolidou o nome da banda ao longo de duas décadas, mas trabalha isso com outro tipo de desenho.

Em vez de se apoiar apenas na fragmentação extrema, The Blue Nowhere organiza suas canções em torno de uma ambientação própria, centrada em um hotel fictício usado como espaço para observar tensões, desvios e estados humanos.

Nessa construção, o disco amplia a paleta do grupo com uso de cordas e metais, sem abandonar a combinação entre peso, progressão e imprevisibilidade que marca o catálogo da banda.

A recepção reforçou esse lugar do álbum dentro da fase recente do BTBAM. No balanço de fim de ano da influente revista britânica Prog, The Blue Nowhere apareceu em 8º lugar entre os melhores discos de 2025, num reconhecimento que ajuda a situar o trabalho menos como simples transição e mais como um lançamento de peso real dentro do prog metal contemporâneo.

SERVIÇO
BETWEEN THE BURIED AND ME EM SÃO PAULO

Data: 17 de outubro de 2026

Horário: 18h (abertura da casa)

Local: Hangar 110

Endereço: rua Rodolfo Miranda, 110,

Ingresso: fastix.com.br/events/between-the-buried-and-me-eua-em-sao-paulo

Valores:

Pista (1º lote)

Meia Estudante e Meia Solidária para não estudantes (doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada: R$ 170,00

Inteira: R$ 340,00

Camarote (1º lote)

Meia Estudante e Meia Solidária para não estudantes (doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada: R$ 230,00

Inteira: R$ 460,00

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Carl Palmer apresenta espetáculo do Emerson, Lake & Palmer em São Paulo no dia 30 de maio https://www.headbangersnews.com.br/noticias/carl-palmer-apresenta-espetaculo-do-emerson-lake-palmer-em-sao-paulo-no-dia-30-de-maio/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=carl-palmer-apresenta-espetaculo-do-emerson-lake-palmer-em-sao-paulo-no-dia-30-de-maio Tue, 07 Apr 2026 13:00:58 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98749 O espetáculo “An Evening with Emerson, Lake & Palmer” será apresentado no dia 30 de maio, às 21h, no Teatro Bradesco, em São Paulo. A venda de ingressos começou em 2 de abril, a partir das 10h, pelo site Uhuu e em pontos autorizados. O show marca o retorno de Emerson, Lake & Palmer aos […]

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O espetáculo “An Evening with Emerson, Lake & Palmer” será apresentado no dia 30 de maio, às 21h, no Teatro Bradesco, em São Paulo. A venda de ingressos começou em 2 de abril, a partir das 10h, pelo site Uhuu e em pontos autorizados.

O show marca o retorno de Emerson, Lake & Palmer aos palcos no Brasil em um formato inédito. O baterista Carl Palmer, único sobrevivente da formação original, se apresenta ao vivo com sua ELP Legacy band enquanto telões exibem imagens de Keith Emerson e Greg Lake em um show realizado no Royal Albert Hall, em 1992. A proposta é sincronizar as performances para recriar a sonoridade e a dinâmica da banda nos anos 1970.

Formado em 1970, em Londres, o Emerson, Lake & Palmer vendeu cerca de 48 milhões de discos no mundo. O grupo ficou conhecido pela fusão de música clássica, jazz e rock sinfônico, com destaque para os teclados de Emerson e as composições de Lake. Entre os principais trabalhos estão “Tarkus” (1971), “Trilogy” (1972) e “Brain Salad Surgery” (1973), que alcançaram disco de ouro nos Estados Unidos e lideraram paradas no Reino Unido.

No palco, Carl Palmer mantém a execução das partes de bateria, enquanto a tecnologia é utilizada para integrar os registros dos antigos integrantes. A apresentação retoma o repertório e a estética do grupo, conhecido por performances ao vivo de grande porte e exigência técnica.

Carl Palmer nasceu em Birmingham, em 1950, e iniciou a carreira ainda adolescente. Antes do ELP, integrou bandas como Atomic Rooster e The Crazy World of Arthur Brown. Na década de 1980, também fez parte do grupo Asia, que alcançou sucesso internacional. Ao longo da trajetória, o músico acumula cerca de 50 milhões de álbuns vendidos.

Atualmente, Palmer segue em atividade com turnês e projetos ligados ao repertório do Emerson, Lake & Palmer, além de participar de iniciativas de formação musical.

Os ingressos para o espetáculo têm valores a partir de R$ 97,50, com opções de meia-entrada conforme a legislação vigente e descontos para clientes Bradesco e Clube Opus. A duração prevista é de 90 minutos e a classificação é livre.

Canais de venda oficiais:
uhuu.com – com taxa de serviço
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/emerson-lake-and-palmer-16140

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Nuclear Tomb anuncia álbum Epoch Inhumane e divulga single com videoclipe https://www.headbangersnews.com.br/noticias/nuclear-tomb-anuncia-album-epoch-inhumane-e-divulga-single-com-videoclipe/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nuclear-tomb-anuncia-album-epoch-inhumane-e-divulga-single-com-videoclipe Sat, 04 Apr 2026 13:00:51 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98512 A banda norte-americana Nuclear Tomb anunciou o lançamento de seu novo álbum, Epoch Inhumane, previsto para o dia 12 de junho pelo selo Rotted Life Records. O grupo, originário de Baltimore, divulgou também o primeiro single do trabalho, “Falling Out The World of Lies”, acompanhado de um videoclipe. O novo disco marca o retorno da […]

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A banda norte-americana Nuclear Tomb anunciou o lançamento de seu novo álbum, Epoch Inhumane, previsto para o dia 12 de junho pelo selo Rotted Life Records. O grupo, originário de Baltimore, divulgou também o primeiro single do trabalho, “Falling Out The World of Lies”, acompanhado de um videoclipe.

O novo disco marca o retorno da banda com material inédito após dois anos de desenvolvimento. Nesse período, o Nuclear Tomb apresentou e refinou as novas músicas em shows realizados em diferentes regiões, incluindo apresentações que foram do Texas ao Quebec.

Conhecido por mesclar thrash metal com elementos de punk, rock progressivo e heavy metal clássico, o grupo tem sido comparado a nomes como Voivod, Pestilence e Coroner. No novo trabalho, a proposta é ampliar essas características com composições mais rápidas, estruturas mais dinâmicas e maior variação sonora.

O álbum foi gravado e mixado por Matt Michel no Viva Studio, na Virgínia, e masterizado por Brad Boatright no Audiosiege. O disco conta ainda com participação adicional de guitarra por Demir Soyer, arte de capa assinada por Brad Moore e fotos promocionais de Travis Stone.

A formação atual da banda inclui Michael Brown (guitarra e vocais), Matt Ibach (guitarra), Amelia Morris (baixo) e JD Lookabill (bateria).

TRACKLIST:

1. Watch The Skies

2. Falling Out The World of Lies

3. Unbowed & Averse

4. Faithless Continuum

5. Broken Promise, Barren Essence

6. Lifeless Transformation

7. Butcher’s Lament

8. Terminally Emboldened

9. The Coward’s Curse

10. Epoch Inhumane

Mais informações:

facebook.com/NuclearTombLives

instagram.com/nucleartomblives

nucleartomb1.bandcamp.com

rottedlife.com

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Rush faz sua estreia nos palcos com Anika Nilles https://www.headbangersnews.com.br/noticias/rush-faz-sua-estreia-nos-palcos-com-anika-nilles/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=rush-faz-sua-estreia-nos-palcos-com-anika-nilles Mon, 30 Mar 2026 17:35:48 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98315 O dia 29 de março marcou o retorno ao palcos de uma das maiores bandas da história, o Rush agora com Anika Nilles substituindo Neil Peart. A apresentação, ocorrida de surpresa, aconteceu no Juno Awards – maior premiação da música canadense – onde executaram “Finding My Way”, canção do autointitulado primeiro álbum que não conta […]

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O dia 29 de março marcou o retorno ao palcos de uma das maiores bandas da história, o Rush agora com Anika Nilles substituindo Neil Peart.

A apresentação, ocorrida de surpresa, aconteceu no Juno Awards – maior premiação da música canadense – onde executaram “Finding My Way”, canção do autointitulado primeiro álbum que não conta com a participação de Peart.

Outro aspecto foi a participação de um ‘quarto elemento’, o tecladista Loren Gold. Conhecido por seu trabalho junto a The Who, Chicago e Kenny Loggins, Loren já havia sido anunciado no fim de fevereiro como membro da banda de apoio – Geddy Lee chegou a declarar no vídeo que anunciava a ‘volta’ do Rush, estar cogitando incluir um tecladista na turnê

A ‘Fifty Something Tour’ começa dia 07 de junho em Los Angeles, se estendendo pela América do Norte até chegar na América do Sul no início de 2027. No Brasil, as apresentações ocorrerão em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

 

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Santa Cora lança “Tormenta” e atrai a atenção de fãs de Nightwish, Halestorm e Epica https://www.headbangersnews.com.br/noticias/santa-cora-lanca-tormenta-e-atrai-a-atencao-de-fas-de-nightwish-halestorm-e-epica/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=santa-cora-lanca-tormenta-e-atrai-a-atencao-de-fas-de-nightwish-halestorm-e-epica Sat, 28 Mar 2026 12:00:53 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98244 A Santa Cora lançou o single e videoclipe de “Tormenta”, primeira faixa em português do seu próximo álbum conceitual de estúdio, que mergulha em uma das provações mais turbulentas da protagonista Cora. A música evidencia a crise interna da personagem diante da imensidão de desafios que precisa enfrentar, enquanto o contraste entre o presente árido […]

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A Santa Cora lançou o single e videoclipe de “Tormenta”, primeira faixa em português do seu próximo álbum conceitual de estúdio, que mergulha em uma das provações mais turbulentas da protagonista Cora. A música evidencia a crise interna da personagem diante da imensidão de desafios que precisa enfrentar, enquanto o contraste entre o presente árido e as lembranças de momentos felizes amplifica sua melancolia e tristeza, traçando um paralelo com as nossas próprias provações e desejos de permanecer em um passado que já não existe mais. Com uma sonoridade que mistura elementos do Metal Moderno, Rock Progressivo, Metal Melódico e influências brasileiras, a faixa reforça o caráter conceitual e narrativo do segundo álbum da banda, ambientado em um cenário de mundo em ruínas e de natureza cada vez mais degenerada.

“Dentro do conceito do álbum, “Tormenta” explora a profundidade emocional da protagonista. Ao confrontar a destruição do mundo natural e a resistência das pessoas à sua ajuda, Cora recorre à sua caixa de memórias, buscando por lembranças de aconchego, natureza e simplicidade, como um refúgio que, embora traga certo alento momentâneo, carrega também uma sensação agridoce. Esse mergulho interno, no entanto, gera mais dor do que alívio, pois o passado idealizado contrasta com o presente irremediável, transformando nostalgia e saudade em raiva e revolta. A paleta visual do videoclipe, marcada por tons de roxo e laranja, intensifica essa tempestade de sentimentos, ressaltando a complexidade emocional da personagem e dando continuidade à narrativa visual e conceitual que a banda vem construindo.

Se inscreva no canal da banda no YouTube e confira o videoclipe de “Tormenta” pelo link a seguir:

Ouça também o single abaixo:

A locação da filmagem do videoclipe de “Tormenta” foi gentilmente cedida pela Prefeitura de Ribeirão Preto e pelo Centro Cultural Palace. Trata-se de um salão de valor histórico para a cidade, localizado no Quarteirão Paulista, conjunto arquitetônico tombado no centro de Ribeirão Preto e composto por importantes marcos culturais e arquitetônicos, como o Theatro Pedro II, a Choperia Pinguim (edifício Meira Júnior), o Palace Hotel (hoje Centro Cultural Palace) e a Praça XV de Novembro. O prédio onde hoje funciona o Centro Cultural Palace surgiu como um importante hotel na década de 1920, passou por reformas após o tombamento e foi reinaugurado em 2011 como espaço cultural. O videoclipe foi gravado no Salão Verde do Centro Cultural, ambiente que atualmente abriga diversas atividades culturais, como exposições e apresentações artísticas. A atmosfera do local, carregada de história e referências ao passado, mostrou-se extremamente propícia para a gravação, enquanto a direção de arte trouxe a energia contemporânea da música e a linguagem da tempestade de sentimentos por meio de uma iluminação em tons de roxo com toques de laranja, sintetizando a cenografia nas luzes e no próprio espaço.

O segundo álbum de estúdio da Santa Cora desenvolve uma narrativa coerente e linear que acompanha a evolução da protagonista Cora, iniciada no álbum Elementum. Nesta nova fase, o mundo se encontra dominado pelos resíduos da ganância e do egoísmo, estagnando o fluxo natural e afastando os seres humanos de sua essência, criando um cenário em que convém questionar os próprios caminhos trilhados pela humanidade. Cora, já transformada em Santa Cora, possui agora uma visão mais aguçada e se propõe a guiar aqueles dispostos a seguir o caminho da transformação, mas enfrenta resistência e, consequentemente, suas próprias angústias e inseguranças. Com o apoio de um guia espiritual e da força que vem da ancestralidade e dos elementos naturais, ela espalha sementes de renovação, transmitindo a mensagem de que apenas o equilíbrio entre humanidade e natureza pode restaurar a esperança. Ainda assim, cada faixa do álbum foi concebida para funcionar de maneira independente, permitindo múltiplas interpretações e reflexões sobre emoções humanas, crítica social e o impacto do homem sobre o planeta.

Fundada em 2022, a Santa Cora reúne músicos com forte experiência em Metal e Rock Progressivo, criando uma sonoridade complexa e grandiosa que integra influências brasileiras, música clássica e metal contemporâneo. A banda se destaca por narrativas conceituais e estética visual marcante, conquistando espaço e relevância com participações em festivais como o Rock Fun Fest e apresentações ao lado de nomes como os irmãos Mariutti, Angra, Kiko Loureiro, Dave Evans e Bruno Sutter.

A formação atual da banda conta com Carolina Corteze nos vocais, João Michelin na guitarra, César Bolfarini nos teclados, Yago Cefaly na bateria e Desirée Nóbrega no baixo. Cada integrante contribui para os arranjos instrumentais e vocais, fortalecendo a identidade única do grupo, que combina técnica, emoção e narrativa em suas composições.

“Tormenta” tem produção e direção musical de João Michelin, direção artística de Carolina Corteze, gravação, mixagem e masterização por Gabriel do Vale Estúdio. A composição é de João Michelin, Carolina Corteze e César Bolfarini, com arranjos vocais de Carolina Corteze e arranjos instrumentais coletivos da banda. A orquestração virtual ficou a cargo de João Michelin. O videoclipe teve produção artística de Carolina Corteze e produção audiovisual da Nave Mãe Filmes, com direção, produção e montagem de Alex Vissoto e apoio de toda a equipe da produtora. A locação escolhida foi o Salão Verde do Centro Cultural Palace, gentilmente cedido pela Prefeitura de Ribeirão Preto e pelo Centro Cultural Palace. A arte da capa é de Carlos Fides. As fotografias promocionais são de Stepahnie Fernandes.

Fique por dentro de todas as novidades, lançamentos e agenda de shows da Santa Cora em @santacoraofficial no Instagram, no site www.santacoraofficial.com ou por meio de sua Assessoria de Imprensa, Hell Yeah Music Company.

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Memory Remains: Pink Floyd – 32 anos de “The Division Bell” e a negativa de Roger Waters em tocar com a banda https://www.headbangersnews.com.br/noticias/memory-remains-pink-floyd-32-anos-de-the-division-bell-e-a-negativa-de-roger-waters-em-tocar-com-a-banda/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=memory-remains-pink-floyd-32-anos-de-the-division-bell-e-a-negativa-de-roger-waters-em-tocar-com-a-banda Sat, 28 Mar 2026 11:00:36 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=98237 Há 32 anos, em 28 de março de 1994, o Pink Floyd lançava “The Division Bell”, o décimo quarto e penúltimo álbum desta que é uma das principais bandas de Rock Progressivo de todos os tempos e claro, tema do nosso Memory Remains deste sábado. O álbum possui duas datas de lançamento distintas: a que […]

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Há 32 anos, em 28 de março de 1994, o Pink Floyd lançava “The Division Bell”, o décimo quarto e penúltimo álbum desta que é uma das principais bandas de Rock Progressivo de todos os tempos e claro, tema do nosso Memory Remains deste sábado.

O álbum possui duas datas de lançamento distintas: a que estamos celebrando hoje, refere-se ao lançamento no Reino Unido. Entretanto, nos Estados Unidos, o álbum foi lançado no dia 5 de abril. O álbum também foi lançado por diferentes selos. No Reino Unido saiu pela EMI e nos Estados Unidos saiu pela Columbia. Foi o primeiro álbum lançado pelo Pink Floyd em sete anos e o sucessor deste só seria lançado vinte anos depois.

The Division Bell” é marcado pela contribuição do tecladista Richard Wright, que escreveu várias das letras por aqui. Ele também voltou a gravar uma canção como vocalista principal, o que não acontecia desde “The Dark Side of the Moon“, álbum lançado em 1973. A esposa de David Gilmour, Polly Samson, também ajudou, escrevendo várias das canções presentes aqui.

O conceito do álbum gira em torno da comunicação, tendo como norte, o diálogo para que se chegue a uma determinada conclusão. O título do álbum é uma referência aos sinos da divisão, do parlamento britânico, que, quando tocado, indica que é a hora de realizar uma votação. Algumas pessoas interpretaram que a mensagem do álbum pode ser algum tipo de recado de Gilmour para ex-integrantes do Pink Floyd, em especial, Roger Waters, o que foi desmentido pelo vocalista/ guitarrista. Aspas para ele:

“Eu não acho que ele é. Há um par de menções que deram a entender que poderia ou não ter algo a ver com ele. Mas tudo que vi das pessoas resulta que o que elas pensam trata-se de algo extremamente impreciso. Eu gosto disso. Estou muito feliz por as pessoas interpretarem-o da maneira que quiserem. Mas talvez um pouco de cautela deve ser tomada…”

Mas Polly Samson, afirmou que, na música “Poles Apart“, há sim, referências aos ex-integrantes da banda. O primeiro verso é inspirado em Syd Barrett e o segundo faz uma referência à Roger Waters. A briga entre David Gilmour e Roger Waters parece não ter nenhum indício de trégua, tanto pelas recentes trocas de farpas entre eles, bem como a ausência de referência ao ex-colega, na turnê derradeira que Waters tem feito. Ele citou vários de seus ex-companheiros, mas ignorou Gilmour.

Por outro lado, a canção “A Great Day for Freedom” fala sobre os conflitos geopolíticos gerados na época. Resumindo o contexto, poucos anos antes, o muro de Berlim havia sido derrubado, a União Soviética havia entrado em colapso, com as antigas repúblicas que faziam parte do enorme conglomerado, declarando independência e assim terminava um período que durava desde o final da Segunda Guerra Mundial. A música, trata propriamente dos conflitos ocorridos na antiga Iugoslávia, que também colapsou, dando origem à algumas novas nações, como Sérvia, Montenegro, Croácia e até mesmo o Kosovo, este último, até hoje ainda não é reconhecido pela maioria das nações.

O processo de criação começou em janeiro de 1993 e se no início eles estavam receosos quanto ao êxito das composições, ao final, eles tinham 27 canções prontas e fizeram uma votação. No primeiro momento, quinze canções foram escolhidas, mas depois eles limaram quatro até que ficaram as onze que foram eternizadas. Mas o clima não era só maravilhas. Haviam conflitos de egos: Richard Wright, na época não era tido como um membro fixo do Pink Floyd e isso o incomodava. Ele chegou a pensar em sair, mas optou por ficar e por isso recebeu crédito como compositor. Outro problema foi que o produtor Bob Ezrin ficou incomodado com a participação de Polly Samson. Mas seu apoio foi de fundamental importância e Ezrin admitiu depois que ela foi uma inspiração para o marido.

Alguns estúdios foram utilizados para a gravação do play: o Astoria, de propriedade de David Gilmour, o Britannia Row e o Metropolis, todos na Inglaterra. Eles estipularam que até no máximo, em abril de 1994 o álbum estaria pronto, pois queriam sair em turnê, mas em dezembro eles terminaram todo o processo de gravação.

Temos 66 minutos de audição e, ainda que esteja bem longe dos grandes clássicos lançados pelo Pink Floyd, “The Division Bell” não é um álbum ruim. Mostra a tentativa da banda de prosseguir sem Roger Waters, era apenas o segundo álbum sem o baixista/ vocalista. O álbum recebeu críticas variadas, algumas exaltando, outras detonando o play, que ganhou o Grammy Awards com a música “Marooned“, na categoria “Melhor Performance Instrumental de Rock“. Em 1995, foi indicado ao Brit Award na categoria “Melhor Álbum Gravado por um Artista Britânico”, mas perdeu para o… Blur!

Nos charts, sucesso absoluto. O álbum conseguiu chegar ao topo nos seguintes paises: Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Dinamarca, Países Baixos, Europa, Alemanha, Hong King, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, e, claro, na “Billboard 200”. Ficou em 2° na Finlândia, 6° na Hungria e 7° na França. A aparição mais recente do álbum em uma parada de sucesso foi em 2021, quando figurou na 24ª posição em Portugal. Se não apareceu nas paradas aqui em terras brasileiras, ao menos a música “Take It Back” tocou muito nas rádios, mas foi certificado com Disco de Platina em nossas terras. Foi também certificado com Disco de Ouro na Finlândia, Japão, Polônia e Suécia, Triplo Ouro na Alemanha, Platina na Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Itália, Países Baixos, Polônia e Espanha, Duplo Platina na França, Noruega e Suíça, Triplo Platina no Reino Unido e Estados Unidos, Quádruplo Platina na Nova Zelândia e Quíntuplo Platina na Itália.

A turnê começou logo depois que o álbum foi lançado. A banda se apresentou nos Estados Unidos durante os meses de abril, maio e junho, depois eles visitaram o Canadá para mais alguns shows e logo retornaram aos Estados Unidos para mais datas. Em julho, eles chegaram à Europa, e no dia 12 de outubro, a apresentação deles no Reino Unido, uma arquibancada com capacidade para 1200 pessoas desabou, sem causar grandes ferimentos e a apresentação foi remarcada. Roger Waters recebeu um convite para se juntar à banda nesta turnê, que foi negado e gerou indignação por parte de Waters, que discordava de ver as músicas do Pink Floyd sendo tocadas em grandes estádios. Nesta turnê, a banda vendeu cerca de 5,3 milhões de ingressos e a receita bruta gerada com os shows é estimada em cerca de US$ 100 milhões. Em 1995, foi lançado o álbum ao vivo “Pulse“, que traz alguma registros desta turnê, que foi a última realizada pela banda, que em 2005, realizou uma apresentação onde Roger Waters e David Gilmour estavam juntos depois de anos.

Sobre as músicas que ficaram de fora do nosso aniversariante do dia, o Pink Floyd lançou em um último álbum, “The Endless River“, lançado no ano de 2014. Hoje o Pink Floyd não está mais em atividade, mas o legado gigantesco da banda está aí. Muitos fãs não compreenderam as mensagens que eles sempre bradaram, contra o capitalismo e o sistema, defendendo as minorias, contestando, mostrando como o Rock deve ser. É desolador ver tanto headbanger que não entendeu não só o Pink Floyd, mas o Rock de maneira geral, vaiando Roger Waters por suas posições, preferindo apoiar políticos genocidas, e principalmente, um certo ex-presidente condenado por tentativa frustrada de Golpe de Estado. Mas o Pink Floyd é maior do que isso e hoje é dia de celebrarmos esse belo álbum.

The Division Bell – Pink Floyd

Data de lançamento – 28/03/1994

Gravadora – EMI

 

Faixas:

01 – Cluster One

02 – What Do You Want from Me

03 – Poles Apart

04 – Marooned

05 – A Great Day for Freedom

06 – Wearing the Inside Out

07 – Take It Back

08 – Coming Back to Life

09 – Keep Talking

10 – Lost for Words

11 – High Hopes

 

Formação:

  • David Gilmour – baixo/ guitarra/ vocal/ programação
  • Nick Mason – bateria/ percussão
  • Richard Wright – teclados

 

Participações especiais:

  • Jon Carin – teclas adicionais
  • Guy Pratt – baixo
  • Gary Wallis – percussão
  • Tim Renwick – guitarras
  • Dick Parry – saxofone tenor
  • Bob Ezrin – teclas e percussão
  • Sam Brown – backing vocals
  • Durga McBroom – backing vocals
  • Carol Kenyon – backing vocals
  • Jackie Sheridan – backing vocals
  • Rebecca Leigh-White – backing vocals
  • Professor Stephen Hawking – voz digital em “Keep Talking

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