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8 de Dezembro: a data que nos lembra a perda de John Lennon e Dimebag Darrell

John Lennon e Dimebag Darrell. O que ambos têm em comum? Ambos viviam de música, eram conhecidos mundialmente… E foram covardemente assassinados no mesmo fatídico 8 de dezembro, separados por 24 anos. Por supostos fãs.

Lennon, um dos quatro Beatles, fez fama em uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Seguia em carreira solo, quando em 1980, encontrou no seu caminho com o lunático Mark David Chapman. Por duas vezes naquele 8 de dezembro Lennon esteve face a face com seu assassino.

Na primeira oportunidade, Chapman esteve com John Lennon, que dava autógrafos. E pegou o seu. Para a vítima, era apenas mais um de seus incontáveis fãs se satisfazendo com a assinatura de seu ídolo. O que o astro não sabia era que esse seria uma de suas últimas assinaturas.

Lennon dava sequência a sua carreira solo e gravava mais um disco. Com o respaldo de ser um Beatle, ele levantava a bandeira da paz, era um sonhador, desejava um mundo melhor, e se preocupava com as causas sociais, como alguns de nós. Isso havia lhe rendido problemas com o governo estadunidense: o presidente Richard Nixon tentou deportá-lo por ele ser um crítico feroz da Guerra do Vietnã.

Ao chegar no prédio em que residia, em Manhattan, John ouviu alguém chamar pelo seu nome. Ao virar-se, foi cruelmente alvejado pelo sádico Chapman, que acertou primeiro uma das janelas do prédio, para depois implacavelmente acertar ao menos três tiros em John, um deles acertou a artéria aorta do cantor, que não resistiu e morreu.

Não havia a menor possibilidade de um retorno dos Beatles, mas se houvesse, essa possibilidade morreria ali, junto com Lennon, o primeiro dos Beatles a nos deixar (N. do R: obviamente, estamos desconsiderando a teoria da conspiração que dá conta de que Paul McCartney teria sido o primeiro deles a partir e que este que aí está seria um sósia utilizando-se do nome do baixista. Essa história não tem o menor cabimento e só é legal mesmo no imaginário de alguns).

As razões? O lunático se dizia cristão e estava indignado com as declarações de Lennon sobre Deus. Antes do tal “renascimento em Cristo”, Chapman era fã ardoroso dos Beatles e de John, mas esta conversão o fez passar a odiá-lo. E o ódio só aumentou quando o astro lançou Imagine, seu maior hit, onde a letra fala na inexistência do céu e do inferno.

Ele já planejava praticar o crime há pelo menos dois meses antes: em outubro daquele mesmo ano, ele foi à Nova Iorque, mas ao deparar-se com Lennon, alegou “não sentir raiva” para praticar o ato. Mas em que dezembro, escutou uma voz dizendo-o “do It” (faça isso). Ele está preso até hoje e teve negado todos os pedidos de liberdade condicional.

Mark Chapman, assassino do John Lennon

Divulgação

Mark Chapman, assassino do John Lennon

Dimebag nasceu em 20 de agosto de 1966, 9 dias antes da última apresentação dos Beatles, que ocorreu em San Francisco. Cresceu em meio à música, seu pai era compositor de Country e tinha um estúdio no Texas.

Logo apaixonou-se pela guitarra e era um garoto prodígio, vencia diversos torneios entre os guitarristas e por conta disso acabou sendo proibido de disputar alguns deles.

Montou o Pantera com seu irmão, o baterista Vinnie Paul, nos anos 1980 e a banda não tinha muito destaque na cena, pois era apenas mais uma em meio a tantas bandas que faziam o Glam Metal e usava aquele visual, no mínimo, excêntrico. Mas já era visível o talento de Dime.

O primeiro a perceber isso foi Dave Mustaine, que chegou a cogitar Dime no Megadeth para o lugar que era de Chris Poland. Não foi contratado porque Dime queria levar o irmão, no que Mustaine não aceitou apenas porque já tinha fechado com Nick Menza.

A década de 1990 foi derradeira para Dime. O Pantera mudou seu som e se destacou no meio da monotonia que o Heavy Metal atravessava naquela década, com a MTV insistindo que o Metal estava morto. Mas o Pantera fazia um som que misturava influências de Thrash, NWOBHM e muito Groove, fazendo com que o quarteto se diferenciasse.

Como sabemos, Phil Anselmo e sua crise de rockstar foi deixando o Pantera de lado, no início dos anos 2000, para se dedicar a outros projetos. Na verdade, o frontman não estava nem aí para o Pantera e os irmãos resolveram seguir em frente, formando o Damageplan.

 

 

A nova banda não era ruim e contava com os irmãos no comando, o que por si só dava muita credibilidade. E eis que entra em cena outro lunático: Nathan Gale, que se dizia fã do Pantera, compareceu a casa de shows em Columbia, onde o Damageplan se apresentava na noite de 8 de dezembro de 2004 e como Mark David Chapman, foi igualmente implacável ao acertar fatalmente Dime, que morreria em cima do palco, fazendo o que mais amava.

Não foi só isso, o imbecil ainda matou outras pessoas: um fã, um segurança e só foi parado por um policial que desferiu-lhe um tiro igualmente mortal. Reza a lenda que ele teria atirado na direção de Vinnie, que foi salvo pelos pratos, que aerviram-lhe de escudo.

Ex-integrante do exército estadunidense, Nathan aparentava sofrer de distúrbios mentais. Jogava em um time de futebol americano e era conhecido por sempre colocar um som do Pantera para rolar antes de entrar em campo para praticar este estranho esporte.

As razões? Supostamente, ele nutria ódio pela separação da banda. Mas foi no alvo errado. Obviamente que ninguém deveria morrer por conta do fim de uma banda, mas de fato, Dimebag NÃO era o pivô do fim, prematuro, da banda. E não merecia uma morte tão violenta. Por tudo que ele fez pelo mundo da música pesada.

Lennon e Dimebag foram gênios em suas épocas, tiveram finais bem parecidos, mas o legado de ambos está aí para que possamos explorarmos e mantê-los vivos. 40 anos sem escutar a voz de Lennon e 16 sem ouvir os riffs característicos de Dime. Dois gênios imortais, porque lendas não morrem.