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Corrosivo Explícito lança videoclipe ‘A Fúria’

A Corrosivo Explícito, one-man band de Douglas Ribeiro (Araraquara-SP), está lançando vídeo clipe para o single “A Fúria”.

Doug também é baixista e back vocal da Songs of Oblivion, vocalista e baixista na faixa “Voiceless Song”, da These Dark Trails (projeto solo de Bruno Cassoni, guitarrista da Songs of Oblivion), multi-instrumentista na banda Neon Black Skies e também no projeto solo Walkin’ Doug.

Nesta obra, o artista reflete e discorre sobre um dos sentimentos que parecem ter permeado mais do que nunca os nossos tempos: Ódio. Doug lamenta a deficiência cultural que o ser humano passa intensamente na atualidade: “Parece que a humanidade sempre aspirou à guerra e à vivência desarmoniosa, manipulada para o prejuízo do outro em suas mais variadas formas, quando vejo ou leio sobre outros períodos históricos, ou mesmo sobre os dias de hoje. As pessoas, como não bastasse se incomodarem com quem apenas vive suas vidas de forma diferente, sentem-se no direito de despir o outro de sua dignidade, de um mínimo de liberdade de escolha. Ceder ao irracional parece prática cada vez mais frequente, o que é incompreensível, uma vez que dispomos de tantas ferramentas para busca e acesso rápido ao conhecimento“.

É nesta ponta de faca que “A Fúria” e as outras músicas do Corrosivo Explícito batem com os punhos usando toda a força. Perceber os detalhes e nuances que fazem as engrenagens da sociedade “girarem”, sangrarem e serem trocadas com tamanha facilidade não é uma tarefa agradável, perceber a própria pequenez e, por vezes, incapacidade humana diante de tantos problemas estruturados a séculos pode levar qualquer um a uma crise, um turbilhão de pensamentos e atitudes desconexos. O caos, até então, parece ser algo que somente vem para nos destruir.

Os símbolos usados na arte do single são variados, e não são tão claros, a princípio, porém, buscam trazer estas questões citadas de forma sintética: Como perceber o que é o Bem e o Mal (e que estes andam juntos e misturados, como um Ying Yang)? Como perceber e respeitar o espaço do próximo (e o seu próprio)? Que formas usar para dissipar o próprio caos e outros sentimentos não tão aceitos publicamente? Como deixar fluir a própria identidade em um mundo que condena qualquer desvio do senso comum com julgamentos sumários, de crueldade deliberadamente irracional? Perguntas que devem povoar as mentes inquietas ao redor do mundo, e que, provavelmente, não encontrarão resquício de resposta alguma, talvez “filosofia do irrelevante”, àqueles que se sentem mais confortáveis em poupar tal esforço… ou, talvez, uma meditação por meio da organização do próprio caos em versos e instrumentais, a quem se ousar.