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Dada Hotel reflete uma Belo Horizonte pós-punk e new wave em disco de estreia

Das ruas tocadas pelo Sol até a decadência de um fim de noite chuvoso, tudo se torna poesia pelo olhar urbano da banda mineira Dada Hotel. Unindo indie, pós-punk, lo-fi sob uma perspectiva bem brasileira, o power trio lança seu disco de estreia “Dilúvio/Deserto”. As múltiplas facetas de Belo Horizonte – terra natal do grupo – dão o tom do álbum e ficam expostas até em seu título. O trabalho está disponível em todos os serviços de streaming de música e chega com um clipe para a faixa-título.

Ouça “Dilúvio/Deserto”: https://smarturl.it/DiluvioDeserto 

Dada Hotel busca inspiração no começo dos anos 80, com o new wave e pós-punk. “Esses estilos transformaram o rock em algo mais maleável, mais pop e melodioso, mas ao mesmo tempo mais sombrio. É uma dualidade, que também está presente no título do disco e na estética da banda. Naquela época, imagem e música estavam juntos no underground. Tentamos recuperar isso, por exemplo, na capa e nos clipes, feitos de forma experimental, com muita parafernália antiga, como videocassetes e coisas analógicas”, conta Fabio Walter, vocalista e guitarrista da banda.

Como músicos que viveram a transição para o digital, Dada Hotel se reconecta a uma época quando o superestímulo de informações era mera distopia. É o caso do clipe de “Dilúvio/Deserto”, uma referência ao programa setentista de TV Beat Club e uma tentativa de transportar quem assiste – e a própria banda – para aquele contexto.

Além de Fabio, Dada Hotel conta ainda com Marcus Soares (baixo) e Victor Piva Schiavon (bateria) e teve seu embrião na banda Paraná Avenue, onde parte das canções foram criadas. O olhar urbano já aparecia com um gosto contemporâneo nos singles “In Sane Days”, sobre uma busca por saúde mental no dia-a-dia, e “Ninguém”, sobre a solidão.

Assista ao clipe “In Sane Days”: https://youtu.be/PIREzH6P6lc 

Assista ao clipe “Ninguém”: https://youtu.be/IIqfiP7WQcg

“Dilúvio/Deserto” tem produção de Fabio Walter e mixagem e masterização de Fabrício Galvani. Trazendo clima experimental e nostálgico ao mesmo tempo, o disco foi finalizado com recursos da Lei Aldir Blanc do Governo do Estado de Minas Gerais e chega de forma digital e em vinil via Speri Records.

Tracklist:

1. Nazareh (Pank Song)

2. Ninguém

3. In Sane Days

4. Silent Love

5. Nada de Nada

6. Dilúvio/Deserto

7. Jamais

8. Choro

9. Banal

10. Sombras

11. The End

12. Bocas de Lobo

 

Ficha Técnica:

Todas as músicas e letras por Fabio Walter

 

Produzido por Fabio Walter

Engenheiro de som: Fabrício Galvani

 

Baterias captadas no Estúdio Galvani por Fabrício Galvani, exceto em “Nazareh (Pank Song)”, “Ninguém” e “Silent Love”, cujas baterias foram captadas no Estúdio Minotauro, por Vinikov de Morais e Daniel Saavedra

Arranjo de metais em “Silent Love” por Daniel Saavedra; metais gravados por João Paulo Buchecha (trombone) e William Alves (trumpete); flauta por Gabriel Assad

Sax barítono em “Nada de Nada” e “The End” por Tiago Ramos

 

Arte da capa feita por Malu Teodoro a partir de fotografia de Fabio Walter

Design por Caio Lourenço

Fotos por Alexandre Mota

 

Formação:

Fabio Walter: vocal, guitarra e sintetizadores

Marcus Soares: baixo e backing vocals

Victor Piva Schiavon: bateria e backing vocals

Alexandre Mota/Divulgação