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Jethro Tull e os 50 anos de ‘Aqualung’, um “senhor” que envelheceu muito bem

Há 50 anos, em 16 de março de 1971, o Jethro Tull lançava o álbum ‘Aqualung’ e este é um “senhor” que envelheceu muito bem.

Começando pela capa, a icônica arte mostra um homem barbudo com cabelo comprido em roupas surradas e, embora muitos pensem que se trata de uma pintura de Ian Anderson, o autor Burton Silverman afirma que se baseou em uma foto que a sua esposa tirou dele nas ruas de Londres.

Musicalmente, se compararmos com os anteriores, Aqualung foi a evolução da banda com folk, progressivo, hard rock, alguns riffs de heavy metal e, ao contrário dos dois álbuns posteriores, ‘Thick As A Brick’ (1972) e ‘A Passion Play’ (1973), não é um álbum totalmente conceitual.

Os dois lados (falando no lançamento em vinil) possuem algumas canções com a mesma temática.

Ilustração na parte de dentro do disco gatefold

Burton Silverman

Ilustração na parte de dentro do disco gatefold

No lado A, a condição humana dá as caras. Aqui temos temas como “Aqualung” (Sentado em um banco no parque / Espiando as garotinhas com segundas intenções), “Croos-Eyed Mary” (Mary Vesga, encontra dificuldades em se dar bem / Ela é a garota rica de homem pobre / E ela fará isso por uma música / Ela é uma ladra do homem rico / Mas seus favores são bons e fortes) e “Mother Goose” (Caminhei pela lagoa de banho / Para tentar pegar um pouco de sol / Vi pelo menos cem garotas colegiais soluçando /  Em lenços como uma só).

 

No lado B o tema principal é a religião, ou melhor, uma crítica a religião e musicas como “My God” (A Igreja sangrenta da Inglaterra / em cadeias de história / Solicita a sua presença terrena / Para o chá com o vigário), “Hymn 43” (Se Jesus salva é melhor que ele se salve / Dos caçadores de gloria sangrentos que usam seu nome na morte) e “Wind Up” (Então para meu antigo diretor e para quem se preocupa / Antes de eu terminar eu gostaria de dizer minhas orações / Eu não acredito em você).

 

Desde a capa, passando pelas letras e a musicalidade extraordinária,  Aqualung é uma obra atemporal e uma fonte de influência para muitas bandas – o Iron Maiden, por exemplo, regravou “Cross-Eyed Mary” – e que nos revela sempre algo mais cada vez que ouvimos.

Faixas:

Lado A:

  1. Aqualung
  2. Cross-Eyed Mary
  3. Cheap Day Return
  4. Mother Goose
  5. Wond’ring Aloud
  6. Up To Me

Lado B:

  1. My God
  2. Hymn 43
  3. Slipstream
  4. Locomotive Breath
  5. Wind Up

Formação:

Ian Anderson: vocais, flauta
Martin Barre: guitarras
Jeffrey Hammond: baixo
John Evan: teclados
Clive Bunker: bateria e percussão

 

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