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Juíza permite avanço parcial de processo contra Steven Tyler por suposto abuso na Califórnia

Juíza permite avanço parcial de processo contra Steven Tyler por suposto abuso na Califórnia

4 de maio de 2026


Uma juíza de Los Angeles decidiu que parte do processo movido por Julia Misley contra o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, não poderá prosseguir devido ao prazo legal expirado, segundo a Loudwire. A decisão foi proferida na terça-feira, 28 de abril, pela juíza Patricia A. Young.

Segundo a magistrada, a maior parte das alegações está fora do prazo previsto em lei. “A ação da autora foi apresentada mais de 35 anos após os supostos atos e mais de 35 anos depois de ela completar 18 anos. Para ser considerada dentro do prazo, essa ação deveria ter sido apresentada em até sete anos”, afirmou na decisão.

Apesar disso, a juíza autorizou que a ação avance em relação a um suposto encontro ocorrido na Califórnia, onde a legislação atual não impõe limite de tempo para a apresentação desse tipo de denúncia.

No processo, Misley, anteriormente conhecida como Julia Holcomb, afirma que Tyler iniciou um relacionamento abusivo com ela no início da década de 1970, quando ela ainda era adolescente e estudante do ensino médio. Ela relata que conheceu o músico nos bastidores de um show em Portland e que tiveram relações sexuais no dia seguinte, em Seattle, locais onde a idade de consentimento era de 18 anos à época.

“Fui tratada como um objeto sexual. Fui tratada como um animal de estimação, como uma coisa, e isso foi humilhante”, disse Misley em depoimento.

A juíza também rejeitou acusações relacionadas a supostos episódios ocorridos nos estados de Oregon, Washington e Massachusetts, citando leis locais sobre idade de consentimento e prescrição. Com isso, essas alegações não poderão ser reapresentadas.

Durante a audiência, Young indicou que não pretende adiar o julgamento. “Deixei claro como pretendo decidir”, disse. “Não vou adiar o julgamento.”

Os advogados de Steven Tyler negam as acusações e pediram o arquivamento da ação, argumentando que Misley teria vivido com o músico em Boston, onde a idade de consentimento era de 16 anos. A juíza, no entanto, destacou que as leis locais devem ser aplicadas conforme o local onde os fatos ocorreram.

“Mesmo que seja legal em Massachusetts, a Califórnia tem interesse em dizer: ‘Tudo bem, mas aqui é ilegal. Não venham para dentro das nossas fronteiras e façam isso aqui’”, afirmou. “A Califórnia tem absoluto interesse em pessoas que entram em nosso estado, cometem um crime aqui, como abuso sexual infantil, e depois vão embora.”

A ação foi apresentada após a aprovação, em 2019, de uma lei na Califórnia que abriu um prazo de três anos para que vítimas de abuso sexual na infância pudessem apresentar denúncias antigas.