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Lee Kerslake, ex-baterista do Uriah Heep e de Ozzy Osbourne, morre aos 73

Lee Kerslake, baterista que ficou conhecido por seu trabalho com a banda Uriah Heep e que participou de dois álbuns da carreira solo de Ozzy Osbourne, morreu de câncer de próstata aos 73 anos.

A confirmação da morte veio em uma postagem do ex-tecladista do Uriah Heep, Ken Hensley, em sua página no Facebook, escrevendo: “É com o coração mais pesado que compartilho com vocês que Lee Kerslake, meu amigo de 55 anos e o melhor baterista com quem já toquei, perdeu sua batalha com câncer às 03:30 desta manhã. Ele morreu em paz, louvado seja o Senhor, mas sua falta será terrivelmente sentida.”

Kerslake entrou no Uriah Heep em 1971 e gravou 17 álbuns de estúdio com a banda. Ele conheceu Ozzy Osbourne em 1980 e participou dos dois primeiros discos solo de Osbourne, “Blizzard of Ozz” e “Diary of a Madman”, além de “Live EP” de 1980 e segmentos do álbum ao vivo “Tribute” de 1987.

Em 1998, Kerslake e o baixista Bob Daisley processaram Ozzy e sua esposa Sharon, alegando que não receberam os devidos royalties ou créditos de composição por seus trabalhos em “Blizzard of Ozz” e “Diary of a Madman”. Em resposta, Osbourne removeu suas participações das reedições dos álbuns de 2002 e as regravou. O processo foi posteriormente indeferido em 2003.

Kerslake se aposentou em 2007 devido aos seus problemas de saúde, embora tenha continuado a trabalhar em seu próprio projeto solo. Em 2018 ele revelou que havia sido diagnosticado em um estágio terminal de câncer de próstata e disse a Ozzy que seu desejo final era receber os discos de platina por “Blizzard of Ozz” e “Diary of a Madman”, que Osbourne acabou lhe entregando. Sua apresentação final foi em 14 de dezembro de 2018, quando ele se juntou a Uriah Heep no palco em Londres para tocar “Lady in Black”.

Em 2019, Lee foi introduzido no Hall Of Heavy Metal History em uma cerimônia de premiação na Califórnia, onde foi presenteado com seus discos de platina por suas contribuições para os álbuns com Ozzy.

Na cerimônia, o presidente do Hall Of Heavy Metal History, Pat Gesualdo, leu a carta manuscrita de Ozzy, que colocava um ponto final nas disputas de composição dos referidos álbuns.

Ron Lyon/HOHMH

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