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Mawiza lança videoclipe de “Ngulutu” e reforça conexão entre metal e cultura mapuche

Mawiza lança videoclipe de “Ngulutu” e reforça conexão entre metal e cultura mapuche

12 de fevereiro de 2026


A banda chilena Mawiza lançou um novo videoclipe para a música “Ngulutu”, faixa do álbum ÜL, disponível pelo selo Season of Mist. O grupo, vencedor do Grammy chileno, vem ganhando destaque internacional com matérias em veículos como Rolling Stone, Metal Hammer e Decibel, além de participações em festivais como Rock Al Parque, Knotfest Chile e Summerbreeze. Em 2026, a banda está confirmada no festival Midgardsblot.

O vocalista do Gojira, Joe Duplantier, elogiou o grupo ao afirmar: “Eu amo a Mawiza. Pela música, por quem eles são como indivíduos e pelo que representam”.

A música “Ngulutu”, que significa “Tempestade do Oeste”, é descrita pela banda como uma das faixas mais combativas do disco. O vocalista e guitarrista Awka explica: “Em mapuzugun, ‘Ngulutu’ vem de Ngulu, que significa Oeste. A canção se refere a uma tempestade abissal nascida no turbulento Oceano Pacífico que chega à terra na forma de nuvens rompidas e estilhaçadas. É uma declaração de guerra ao chamado progresso das grandes cidades, unindo-nos como uma única entidade à natureza”.

Segundo Awka, a canção foi escrita há seis anos, durante um período de levantes sociais no Chile, mas se inspira em acontecimentos históricos do século 16. “Tanto os registros históricos quanto nossa tradição oral lembram o antigo toki de guerra mapuche Michimolongko, que, junto de seus kona e weychafe, conseguiu destruir Santiago em 1541. Esta música é uma homenagem a esses antigos guerreiros e ao poder do território natural que existe sob a cidade”, afirmou.

O refrão de “Ngulutu” faz referência aos rios Mapocho e Maipo, fundamentais para a região de Santiago. Awka destaca: “Os dois rios citados no refrão de ‘Ngulutu’ são vitais para a vida no território e até para a vida dos moradores da cidade. No entanto, quando chove o suficiente, eles transbordam, causando o colapso da ordem urbana. Isso nos lembra que a natureza é uma entidade ativa que não pode ser domada, e que define o caminho que devemos seguir como povo mapuche”.

O videoclipe foi dirigido por Andrés Hetzler, com produção de Awka Mondaka e do próprio diretor. A fotografia é de Soledad Gatica.

ÜL, que significa “canto” em mapuzugun, é descrito pela banda como uma representação da voz da terra e da conexão espiritual com a natureza e os ancestrais mapuche. O álbum reúne nove faixas e conta com participações de Fabiola Hidalgo e de Joe Duplantier, que também aparece na música de encerramento, “Ti Inan Paw-Pawkan”.

Formada por Awka, Karü, Zewü e Txalkan, a Mawiza define seu som como indigenous groove metal, unindo elementos do metal moderno à cultura mapuche. O disco foi gravado no Estudio del Sur, no Chile, com produção de Pancho Arenas e masterização de Alan Douches.

Tracklist:
1. Wingkawnoam (3:38)
2. Pinhza Ñi pewma  (4:29)
3. Ngulutu (3:50)
4. Nawelkünuwnge  (5:06)
5. Mamüll Reke  (4:24)
6. Wenu Weychan (6:13)
7. Lhan Antü (4:08)
8. Kalli Lhayay (3:58)
9. Ti Inan Paw-Pawkan (participação de Joe Duplantier do Gojira) (4:42)

Mais informações:
Bandcamp: https://mawizakvlt.bandcamp.com
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