Há 28 anos, em 30 de março de 1998, o Benediction lançava “Grind Bastard“, o quinto álbum da veterana banda britânica de Death Metal, e que é tema do nosso Memory Remains desta segunda-feira.
Nosso aniversariante foi gravado com a mesma formação que já havia gravado o álbum anterior, “The Dreams You Dread” (1995). Entretanto, acabou por ser o último álbum a contar com o vocalista Dave Ingram, que encerrou sua primeira passagem pela banda pouco tempo depois do lançamento.
Foi o primeiro álbum da banda a contar com a produção de Andy Sneap, que na época estava dando os primeiros passos como produtor e um ano antes tinha trabalhado em álbuns do Napalm Death e Machine Head. Mas aqui ele já mostrava que tinha futuro e seria apontado como um dos melhores da atual geração. Ele também viria a produzir o sucessor, “Organised Chaos“, de 2001.
A banda se juntou ao produtor e todos foram para o Square Center Studios, localizado em Nottingham. O álbum foi gravado durante o ano de 1997. A capa traz uma imagem que lembra um pouco o Homem Aranha e foge um pouco do estereótipo das capas de Death Metal, em contraste com as capas dos três primeiros álbuns.
O Benediction gravou três covers para o nosso homenageado. E por mais estranho que possa parecer, a banda escolheu músicas de vertentes completamente diferentes do estilo pelo qual a banda de Birmingham é conhecida. Eles fizeram uma versão para “Electric Eye“, do Judas Priest, outra para “Destroyer“, do Twisted Sister e uma para “We Are the League“, da banda Punk Anti-Nowhere League. A primeira versão ficou excelente, afinal, Judas não tem como errar. A segunda virou praticamente um Doom Metal e a última manteve a simplicidade da banda britânica.
Dando play na bolacha, o Benediction foi meio que na contramão da maioria das bandas de Metal da época e fez um álbum ainda mais pesado, ainda que com influências de Hardcore, Groove e Sludge Metal. Temos 14 faixas em 61 minutos, e os destaques ficam para músicas como “Deadfall“, “West of Hell“, “Magnificat“, “Neverbomb“, “Shadow World” e “I“, que fazem deste álbum bastante acima da média.
O álbum caiu no gosto dos fãs da banda, considerado por muitos como o melhor álbum da discografia. As criticas da imprensa especializada também foram favoráveis, apesar de alguns veículos destacarem a influência da sonoridade típica americana, com as músicas em um andamento mais rápido do que o costume. É o terceiro disco com mais faixas tocadas ao vivo. “Shadow World” e “Magnificat“, ainda são executadas nas apresentações atuais.
Como dissemos no início, este álbum marcou o final da primeira passagem de Dave Ingram na banda. No mesmo ano, ele ocupou o lugar de Karl Willets no Bolt Thrower, onde gravou o álbum “Honour, Valour, Pride“. Em seu lugar, entrou Dave Hunt, que ficou até 2019, quando Ingram retornou ao posto. Durante esse período, a banda gravou somente dois álbuns.
Felizmente, a banda segue em plena atividade, tendo lançado no ano passado o álbum “Ravage of Empires” e já tem um encontro marcado com os fãs brasileiros: em 31 de outubro, a banda vai fazer uma única apresentação em São Paulo, na turnê do seu álbum mais recente. Será a primeira vez desde a última passagem do Benediction, que aconteceu na primeira edição do Summer Breeze Brasil, em 2023.
Hoje é dia de celebrar esse belíssimo álbum, que se aproxima dos 30 anos e vai envelhecendo muito bem, obrigado. Então vamos escutar o play no volume máximo, enquanto desejamos uma longa vida ao Benê.

Grind Bastard – Benediction
Data de lançamento – 30/03/1998
Gravadora – Nuclear Blast
Faixas:
01 – Deadfall
02 – Agonised
03 – West of Hell
04 – Magnificat
05 – Nervebomb
06 – Electric Eye
07 – Grind Bastard
08 – Shadow World
09 – The Bodiless
10 – Carcinoma Angel
11 – We the Freed
12 – Destroyer
13 – I
14 – We Are the League
Formação:
- Dave Ingram – vocal
- Darren Brookes – guitarra
- Peter Rew – guitarra
- Frank Healy – baixo
- Neil Hutton – bateria
Participação especial:
- Barry Thomson – backing vocal