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Memory Remains: Bruce Dickinson “The Chemical Wedding” 22 anos: o ponto alto da carreira solo do frontman

Em 15 de setembro de 1998, Bruce Dickinson lançava o quinto álbum de sua carreira solo, e o último antes do seu retorno definitivo ao IRON MAIDEN: e hoje “The Chemical Wedding” é um dos aniversariantes que será tratado por nós mp nosso quadro Memory Remains.
O frontman estava em uma fase workaholic. Era o seu terceiro disco num período de três anos e após o excelente “Accident of Birth” e a formação fora mantida; Afinal, time que está ganhando, não se mexe, não é mesmo? E assim foi feito.  Então o quinteto visitou dois estúdios para gravar o disco: foram eles o Sound City e o Silver Cloud, ambos na California. Mais uma vez, Roy Z na produção. E agora vamos destrinchar cada uma das onze faixas contidas aqui.
A fantástica King in Crimson abre o disco de maneira sensacional. E honestamente, na época em que foi lançado eu não esperava tanto peso assim na carreira solo de Bruce. Aqui tudo é perfeito: timbre das guitarras, a performance vocal. Início melhor não poderia haver. Para contrabalancear, a mais cadenciada, porém densa faixa título carregada de clima atmosférico, uma outra ótima música.
A bela e grooveada The Tower fecha a trinca de ouro que abre este maravilhoso álbum. E aqui temos a dupla Roy Z e Adrian Smith fazendo um ótimo trabalho nas guitarras e com solo igualmente ótimo. Essa música teve videoclipe na MTV e foi a mais conhecida do álbum por conta disso.  Killing Floor é um Hard Rock que se parece muito com o material da época do excelente Balls to Picasso. Tem peso e não deixa de ser uma boa canção.
Book of Thef tem um belo solo em sua introdução, além da adição de teclado, e ganha peso ao se desenvolver, sendo uma das que se destacam neste play. O baterista Dave Inghram tem um ótimo desempenho aqui, com suas viradas.

A seguir duas baladas: a primeira atende pelo nome de Gates of Urizen e é simplesmente linda, com muita harmonia. E me arrisco a dizer que ela supera a Tears of the Dragon, apesar de todo o apelo que esta tem. A segunda é se chama Jerusalem e tem em sua parte inicial o momento de total calmaria, depois cresce, ganhando contornos épicos, ficando até pesada.
ARQUIVO - O Iron Maiden se apresenta no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no domingo, dia 6 de outubro, como parte da turnê mundial

Carlos Pupo/Headbangers News

ARQUIVO - O Iron Maiden se apresenta no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no domingo, dia 6 de outubro, como parte da turnê mundial "Legacy Of The Beast".

Trumpets of Jericho traz de volta as guitarras nervosas, em outra faixa que é das minhas favoritas não só deste play, mas de toda a carreira solo de Bruce. Esta música entrou na trilha sonora do filme A Noiva de Chucky.
Machine Man chega e nos primeiros segundos o ouvinte pode achar que está ouvindo um trecho da Symphton of the Universe, do Black Sabbath. Mas as semelhanças param por aí, porque aqui temos um belo Hard Rock.
The Alchemist é bem densa e conta com um ótimo solo. E ao final, Bruce canta novamente o refrão da música The Chemical Wedding, sendo uma grata surpresa para o ouvinte. E a versão que o redator tem em mãos deste álbum é a que fora lançada lá em 1998, então deixando a bolacha rolar, temos uma faixa escondida, a excelente Realworld, que tem ótimas batidas e outro solo muito bom, que encerra um álbum realmente espetacular e certamente manteve Bruce no topo de sua carreira solo. O detalhe é que essa faixa é bônus exclusiva da versão brasileira, e depois fora incluída no relançamento de 2001;
Em 57 minutos temos um álbum pesado, coeso e que pode facilmente ser colocado entre os melhores lançamentos da d[ecada de 1990. The Chemical Wedding obteve relativo sucesso nos charts pelo mundo: 22º lugar na Finlândia, 31º na Suécia, 41º na Almanha, 55º no Reino Unido e 64º no Japão. A turnê foi bastante frutífera e os fãs brasileiros foram agraciados com os shows daqui sendo gravados, o que rendeu o CD ao vido Scream for Me Brazil.
Dois anos depois, Bruce retornou ao Iron Maiden e de lá pra cá, lançou somente mais um álbum solo, Tyranny of Souls (2005). Sabemos que o trabalho com a donzela consome todo o tempo do frontman, mas fica aqui a torcida para que a torcida para que quando toda essa pandemia terminar, que Bruce tenha algum tempo disponível para compor e lançar algo em parceria com Roy Z. Nós, fãs, ficaríamos muito satisfeitos.
The Chemical Wedding – Bruce Dickinson
Data de lançamento – 15/09/1998
Gravadora – Air Rad/ Paradoxx Music
Faixas:
01 – King in Crimson
02 – The Chemical Wedding
03 – The Tower
04 – Killing Floor
05 – Book of Thef
06 – Gates of Urizen
07 – Jerusalem
08 – Trumpets of Jericho
09 – Machine Man
10 – The Alchemist /  Realword (faixa escondida)
Formação:
Bruce Dickinson – Vocal
Roy Z – Guitarra
Adrian Smith – Guitarra
Eddie Casillas – Baixo
Dave Inghraham – Bateria

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