Memory Remains

Memory Remains: Dio – 40 anos de “Holy Diver” e a sensacional estreia em sua carreira solo

25 de maio de 2023


Temos mais um quarentão no Heavy Metal. Em 25 de maio de 1983, a voz mais icônica do estilo, que atendia pelo nome de Ronnie James Dio, lançou “Holy Diver“, o seu álbum de estreia, que também é o mais emblemático na sua carreira. Esse discaço é tema do nosso Memory Remains desta quinta-feira.

Após gravar dois discos com o Black Sabbath, Dio saiu de forma não muito amistosa da banda de Tony Iommi. Então resolveu que era hora de partir em sua carreira solo. Para montar sua banda, ele chamou o baterista Vinny Appice, que também saiu do Sabbath junto com o frontman, o baixista Jimmy Bain, que foi seu companheiro nos tempos de Rainbow e o guitarrista Vivian Campbell, que veio do Sweet Savage e depois iria para o Def Leppard, onde está até os dias atuais.

Eles foram para o Sound City Studios, na Califórnia, onde gravaram o álbum nos primeiros meses do ano de 1983. O próprio Dio ficou a cargo da produção. A masterizado ocorreu no famoso Sterling Sound, em Nova Iorque. O álbum foi lançado por três selos diferentes, em cada parte do mundo: na América do Norte saiu pela Warner Bros, no Reino Unido foi lançado pela Vertigo e no restante da Europa e Japão, saiu pela Mercury.

A capa do álbum traz a mascote escolhida por Dio. Murray é uma criatura de aparência demoníaca e aparece em uma imagem que o retrata puxando uma corrente de metal, tendo um homem vestido com roupa de padre preso na outra ponta da corrente, se debatendo e espirrando dentro de um copo d’água. Para se resguardar de quaisquer polêmica, o vocalista se adiantou e disse que a imagem poderia ser um padre matando um demônio e pediu para que as pessoas não julgassem o livro pela sua capa. O conceito da capa, bem como as fotos são creditadas a Wendy Dio, esposa da nossa lenda.

Todos os quatro integrantes são creditados como compositores das músicas, sendo Dio o único a compor as letras. Quanto ao conteúdo lírico, ele fez uso de histórias de fantasias, influenciadas por jogos de RPG e livros de Tolkien, que estavam populares. Ele já havia feito uso desta temática em seus tempos do Black Sabbath. Certa vez, em uma entrevista, ele explicou como teve a ideia de fazer essa abordagem lírica em suas músicas. Aspas para o vocalista:

“Quando me tornei um compositor, pensei que coisa melhor a fazer do que fazer o que ninguém mais está fazendo … contar histórias de fantasia. A coisa mais inteligente que eu alguma vez fiz”.

O aniversariante do dia tem 41 minutos e 9 faixas, algumas delas eternizadas como verdadeiros clássicos do Hard/Heavy, como “Rainbow in the Dark” e a própria faixa título. Com um time de extrema competência, não foi difícil Dio estrear em carreira solo logo no auge. O álbum foi muito bem recebido por crítica e público e por unanimidade foi escolhido como o melhor álbum da carreira do frontman.

Em 2012, o álbum foi relançado em uma edição deluxe, remasterizado e com um CD bônus, que traz faixas gravadas e não lançadas em “Holy Diver“, além de canções da carreira solo de Dio, gravadas em apresentações ao vivo pela formação que gravou esse play, mais uma música do Black Sabbath composta pela passagem do vocalista por lá, trata-se de “Children of the Sea”.

Um álbum que marcou história, importantíssimo não só na sua época, mas que é reconhecido como um dos melhores já lançados por um artista do Heavy Metal em todos os tempos. Já não temos mais Ronnie entre nós, mas seu legado está aí. Certamente foi a maior voz que a música pesada conheceu e hoje é dia de celebrar esse discaço, ouvindo-o no volume máximo. Lendas não morrem. Dio é eterno.

Holy Diver – Dio

Data de lançamento – 25/05/1983

Gravadoras – Mercury/ Warner Bros/ Vertigo

Faixas:

01 – Stand up and Shout

02 – Holy Diver

03 – Gypsy

04 – Caught in the Middle

05 – Don’t Talk to Strangers

06 – Straight Through the Heart

07 – Invisible

08 – Rainbow in the Dark

09 – Shame on the Night

 

Formação:

Ronnie James Dio – vocal

Vinny Appice – bateria

Vivian Campbell – guitarra

Jimmy Bain – baixo/ teclado