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Memory Remains: Led Zeppelin – 48 anos de “Houses of the Holy” e a adição de diversos elementos musicais

Em 28 de março de 1973, o Led Zeppelin lançava o seu quinto álbum. E depois do que os caras protagonizaram com o seu disco anterior, “Led Zeppelin IV“, que está marcado como um dos melhores discos de Rock da história, seria muito difícil que o lançamento posterior superasse tudo que foi alcançado com esta obra de arte.

Então os caras resolveram mudar um bocado o som, sem abandonar o Rock, é bem verdade, mas incorporando outras influências como o Jazz, o Funk. E o resultado obtido aqui foi bastante satisfatório e por isso, “Houses of the Holy” faz jus de uma crônica no nosso Memory Remains de hoje,

O título do álbum é uma homenagem aos fãs da banda e este foi o último registro pela gravadora Atlantic, uma vez que no ano seguinte ao lançamento, eles fundaram sua própria gravadora, a “Swan Song Records“. “Houses of the Holy” também é marcado por ser o único álbum do Led Zeppelin cujas respectivas letras foram impressas por completo no encarte.

A gravação do aniversariante do dia ocorreu em dois estúdios distintos: O “Rolling Stones Mobile Studio” e “Stargroves“, ambos na Inglaterra, em sessões que foram de janeiro a agosto de 1972, com Jimmy Page na produção. Então vamos viajar pelas oito faixas que compõem o aniversariante do dia.

The Song Remains the Same” abre o disco com uma introdução longa e influências jazzísticas e bastante blues, em um música que é uma quebradeira só, com destaque para a cozinha, John Paul Jones e John Bonham tocando seus instrumentos com maestria. The Rain Song” é bem calminha e nos traz sensação de paz ao escutarmos. Excelentes harmonias executadas por Jimmy Page e a inconfundível interpretação de Robert Plant.

Over the Hills and Far Away” é bem progressiva e aqui a gente pode perceber a fonte que o Rush bebeu para compôr seus primeiros álbuns. Fonte muito boa, por sinal, The Crunge” é a última faixa do lado A, caso você esteja ouvindo o Vinil e essa tem fortes inserções do funk (N. do R: o verdadeiro funk, não essa porcaria que querem nos enfiar goela abaixo hoje em dia) e apesar de ser diferente, ficou boa. Esta faixa é um tributo da banda a James Brown.

Viremos o lado da bolacha e temos “Dancing Days” dando sequência e é uma das minhas favoritas deste play. Com seu psicodelismo e um clima contagiante, ela desponta como destaque. D’yer Mak’er” chega e sobre esta eu tenho uma história curiosa: eu a conheci através da versão que a cantora canadense Sheryl Crow fez para um tributo ao Led Zeppelin no ano de 1995. Ela é completamente diferente do estilo da banda, pois os caras fizeram um Reggae. E como sempre, não decepcionam. Eu só conheci a versão original anos depois, mas já gostava tanto desta música que mesmo sendo de um estilo que não me atrai muito, fica o valor sentimental.

No Quarter” com seus sete minutos de duração é bastante experimental e eu confesso que não sou muito chegado nessas viagens. Aqui temos em sua introdução o uso de sintetizadores e um solo de piano executado por John Paul Jones. The Ocean” fecha o aniversariante de hoje e é um belo Hard Rock setentista, figurando também entre as que ganharam o meu coração. O “Oceano” em questão, refere-se aos fãs, que marcavam presença nos shows da banda, configurando um “oceano deles”.

Em 40 minutos de audição, temos um disco que, se não preza pelo peso e pela supremacia do Rock em suas canções, tem o seu valor, É um disco que a banda usou mais da técnica de produção.

No ano de 2003, “Houses of the Holy” foi classificado na 149ª posição da lista dos “500 Melhores de Todos os Tempos”, organizada pela revista “Rolling Stone“. Ele também fora certificado com 11 discos de platina, por ter ultrapassado as 11 milhões de cópias vendidas, Nas paradas, o álbum alcançou a primeira posição na “Billboard Pop Albuns“, na própria “Billboard 200″, na Austrália, no Canadá, no Reino Unido, além de honrosos terceiros lugares na Áustria, no Japão e na França.

Algumas músicas gravadas para a obra acabaram ficando de fora, como a faixa que daria o título ao álbum. “Waters Walk“, “The Rover” e “Black Country Woman“. À exceção da primeira citada, todas as demais seriam incluídas no álbum sucessor, “Physical Graffiti” (1975).

Então hoje é dia de celebrarmos o aniversário de mais um disco desta que é uma das maiores bandas de Rock da história. Viva o Led Zeppelin, banda que faz por merecer seu status.

Houses of the Holy – Led Zeppelin

Data de lançamento: 28/03/1973

Gravadora: Atlantic Records

Faixas:

01 – The Song Remains the Same

02 – The Rain Song

03 – Over the Hills and Far Away

04 – The Crunge

05 – Dancing Days

06 – D’yer Mak’er

07 – No Quarter

08 – The Ocean

Formação:

Robert Plant – Vocal/Gaita

Jimmy Page – Guitarra/Violão

John Paul Jones – Baixo/Sintetizadores/Teclado/Órgão

John Bonham – Bateria