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Memory Remains: Obituary celebra as bodas de prata de “Back From the Dead”

Já se passou 1/4 de século que o Obituary lançou “Back From the Dead“, o quinto e último álbum antes da separação. Se nos discos anteriores, principalmente nos três primeiros, nós encontramos as músicas mais clássicas da banda, aqui, eles alcançaram a maturidade musical. Esse discão é assunto do nosso Memory Remains desta sexta-feira.

Após o lançamento de um álbum com músicas mais arrastadas que foi “World Demise“, a banda apostou em uma sonoridade com mais influências do Thrash Metal, sendo por esta razão, considerado por mim como o melhor álbum da carreira deste quinteto da Flórida. Claro que não desmereço jamais as obras anteriores, mas no aniversariante do dia temos o ápice dos músicos.

Eles apostaram na troca de produtores: saiu Scott Burns para dar lugar a James Locke e assim todos foram para o “Criteria Recording Studios“, em Tampa, Flórida, durante o ano de 1996 para produzir o petardo.  Vamos sem mais delongas comentar sobre as faixas presentes aqui.

Temos o início fenomenal com a faixa mais puxada para o Thrash Metal, “Threating Skies“. Bem curtinha, mas que cumpre muitíssimo bem o seu papel. Linda. Essa é obrigatória ao vivo e levanta até defunto na roda.“By the Light” é em minha opinião, a melhor música da carreira da banda (N. do R: empatada com “Bloodsoaked” e “Find the Arise“). Ela é pesada, densa, bem tocada e tem um clima bem parecido com as músicas do álbum anterior, porém, com mais Groove. maravilhosa. Outra que segue sendo obrigatória até hoje nos shows.

Inverted” tem ótimos riffs na sua intro, é bem raivosa, ganhando velocidade e com destaque para o solo fantástico de Allen West. “Platonic Disease” não é tão rápida, mas é maravilhosa, onde os irmãos Tardy dão um show: Donald na bateria, precisa e com bumbos duplos bem executados; e John com seu vocal inconfundível.

Download” foi a primeira música que conheci do Obituary que não pertence ao álbum “World Demise“. Explico: o disco anterior do aniversariante do dia foi o primeiro que eu tive acesso e logo depois eu peguei o “Dead” e essa é a música que abre o disco ao vivo, da qual eu me encantei logo de cara. A sua intro e primeira estrofes bem arrastadas contrastando com a velocidade que a música ganha, indo assim, rápida até quase o final, quando ela volta a ser bem “slowly”, faz dela uma das minhas favoritas da carreira da banda. Uma pena que nos últimos shows dos caras que eu fui, ela não fora executada.

Rewind” chega com um andamento mais lento em relação a faixa anterior, mas ainda assim, mantendo a qualidade da bolacha lá em cima. Outra vez destaco Donald Tardy e seu bumbo duplo arrebentando tudo. “Feed on the Weak” tem o andamento ainda mais arrastado do que a música anterior, mas esta ainda é melhor, por ser mais densa, dá aquele clima de estar assistindo um filme de terror. E o solo de Alan West com certeza é o melhor que ele já fez tocando no “Bitu”

Lockdown” é mais rápida que anteriores, porém, com mudanças de andamento no meio. E é uma das que mais me agradam neste disco. Os riffs bem simples de Mr. Trevor Perez, combinados com o solo bem interessante de Allen West e as viradas fenomenais de Donald Tardy dão a essa música qualidades que beiram a perfeição. Quando eu digo que Perez tem riffs simples, isso não soa pejorativo, pois se ele não é um virtuoso, ele compensa isso muito bem tendo uma mão direita muito pesada e sabe fazer riffs como poucos na cena.

Pressure Point” é outra das que lembram o disco antecessor, “World Demise”, de tão arrastada que é. E igualmente excelente. O peso e densidade tomam conta desta música e mais uma vez o show é por conta de Donald Tardy. Trabalho magnifico fez o batera neste disco. “Back From the Dead“, a faixa título é linda. Arrastadona também, flertando com o Doom Metal. Ela é pesada, densa, sombria, cheia de melancolia. Um espetáculo.

O final se dá com “Bullituary (Remix)“, que nada mais é do que uma versão rap da música “By the Light”, com letra dos rappers Skinner T e Diablo D, do grupo de Rap The Bully Boys. Não gosto de rap, mas quando este tipo de vocal tem acompanhamento de riffs pesados de guitarra, fica excelente. E confesso que ficou muito boa essa versão. E no final, John Tardy entra com os vocais e letra originais da música, intercalando com os rappers. Encerrando de maneira sensacional essa bolacha.

Em menos de 39 minutos, essa é a obra que eu elejo como a melhor do Obituary. Após este lançamento, a banda fez uma turnê, que resultou no álbum ao vivo, ironicamente chamada de “Dead” e logo depois, a banda se separou por longos 7 anos, deixando fãs órfãos por este período. Quando eu conheci a banda, ela estava separada, isso se deu no ano de 2000. Mas me tornei fã, fui buscando os discos e na torcida para que eles pudessem voltar a ativa. Felizmente eles voltaram e eu tive a oportunidade de assistir a duas apresentações dos caras: uma em 2014, mas nesta eles tocaram apenas músicas dos três primeiros lançamentos. Já em 2017, eu fui agraciado com a execução das duas primeiras faixas deste disco maravilhoso.

E aqui estamos fazendo uma justa homenagem para este álbum que fica ainda melhor a medida que envelhece. Vinte cinco anos, com corpinho de quinze. E felizmente temos o Obituary, que resistiu à pandemia interminável desse Coronavírus e segue na ativa, voltando a fazer turnês e deixando os fãs já ansiosos pelo novo play. Enquanto isso não acontece, vamos escutar esse “Back From the Dead” no volume máximo. Eles merecem toda a nossa celebração.

Back From the Dead – Obituary

Data de lançamento – 22/04/1997

Gravadora – Roadrunner

Faixas:

01 – Threating Skies

02 – By the Light

03 – Inverted

04 – Platonic Disease

05 – Download

06 – Rewind

07 – Feed on the Weak

08 – Lockdown

09 – Pressure Point

10 – Back From the Dead

11 – Bullituary (Remix)

Formação:

John Tardy – Vocal

Alan West – Guitarra Solo

Trevor Perez – Guitarra base

Frank Watkins – Baixo

Donald Tardy – Bateria

Participações especiais:

Skinner T – vocal (“Bullituary”)

Diablo D – vocal (“Bullituary”)