Há 46 anos, em 14 de janeiro de 1980, o Rush, maior power-trio da história da música, lançava “Permanent Waves“, o disco de número sete da discografia desta banda amada por todos nós e que é assunto do nosso Memory Remains desta quarta-feira.
O disco já demonstra uma transição na sonoridade da banda, porém, as guitarras e o lado progressivo ainda falariam alto em determinados momentos. Outra mudança notada foi no conceito deste álbum, diferente dos anteriores que eram baseados em um tema central, cujas letras eram mais voltadas para a ficção científica, no aniversariante do dia eles optaram por uma roupagem mais direta, sem necessariamente descaracterizar a essência deles, o que faz desta obra ainda mais especial.
Após a conclusão da turnê do álbum “Hemispheres“, na qual a banda tocou por oito meses entre o Canadá, Estados Unidos e Europa e os trabalhos de composição do vindouro álbum se iniciaram ainda em junho de 1979. Assim, o trio se reuniu no “Le Studio“, na província de Quebec, entre os meses de setembro e outubro do mesmo ano, com produção da própria banda em parceria com Terry Brown. Por algum tempo, após a gravação, o guitarrista Alex Lifeson senriu-se inseguro com o disco e evitava ouvi-lo. Ele alegava não ter apresentado nenhuma ideia nova. Obviamente ele viu depois que havia exagerado; como pode alguém achar ruim um disco que começa com “The Spirit of Radio“, “Freewill” e “Jacob’s Ladder“?
Dando play na bolacha, temos 35 minutos apenas, sei faixas, uma mais épica do que a outra. Além das três primeiras músicas que iniciam o disco da melhor forma possível, podemos destacar ainda a excelente “Natural Science” e tudo que queremos depois do fim do álbum é colocar para repetir, de tão prazerosa a audição.
O feito do Rush é potencializado pelo fato de serem não três caras, e sim três super heróis. Porque a sonzeira que eles faziam era uma coisa inalcançável para um ser humano comum. “Permanent Waves” era o ápice do poder criativo, que o Rush deixaria ainda mais evidente no álbum posterior, “Moving Pictures“.
Na época do lançamento, “Permanent Waves” foi muito bem recebido pela crítica e pelos fãs, se tornando o disco de maior sucesso até então. Alcançando o 3º lugar nas paradas em seu país natal e no Reino Unido, além do 4º lugar na “Billboard 200”. Foi certificado pela RIAA com o disco de ouro, por alcançar a marca de 1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos. Isso com certeza alavancou a banda para grabar seu sucessor, o igualmente fabuloso “Moving Pictures”, mas isso é tema para outra data, quando chegar o aniversário deste clássico.
Nos charts pelo mundo, o álbum ficou em terceiro no Reino Unido, quarto na “Billboard 200“. Na Noruega alcançou a posição de número 21, 26 na Suécia e na Holanda alcançou a posição de número 31. Em 2020, quando do lançamento da edição comemorativa dos 40 anos, o disco chegou a posição de número 47 na Alemanha e 65 na Suíça. O álbum foi certificado com Disco de Ouro no Reino Unido e Platina nos Estados Unidos e Canadá.
Hoje é dia de celebrar esse belíssimo álbum, que envelhece cada vez melhor. E para a alegria de todos nós, o Rush estará de volta, fazendo shows pela América do Norte, na “Fifty Something Tour“. Alex Lifeson e Geddy Lee estarão acompanhados da baterista Anika Nilles, onde o grandioso Neil Peart será lembrado por todo o legado deixado. Esperamos que a banda possa aproveitar e esticar o rolê pela América do Sul.

Permanent Waves – Rush
Data de lançamento – 14/01/1980
Gravadora – Anthem
Faixas:
01 – The Spirit of Radio
02 – Freewill
03 – Jacob’s Ladder
04 – Entre Nous
05 – Different Strings
06 – Natural Science
Formação:
- Geddy Lee – baixo/ vocal/ sintetizadores
- Alex Lifeson – guitarra/ violão
- Neil Peart – bateria