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Memory Remains: Rush – 47 anos do álbum de estreia e a sonoridade que confundiu os fãs de Led Zeppelin

O Memory Remains de hoje vai tratar do álbum de estreia do trio canadense Rush, que completou 47 anos de lançamento na data de ontem, primeiro de Março. É o único disco da banda que não conta o maior baterista de todos os tempos, o saudoso Neil Peart.
Neil entraria logo depois do lançamento deste primeiro play, uma vez que o baterista original, John Rutsey se viu obrigado a sair da banda em virtude de sofrer de diabetes e suas condições físicas não suportariam o ritmo das turnês.
O Rush foi formado em 1968 e apenas o guitarrista Alex Lifeson esteve presente em todas as fases da banda. Seis anos depois, ele estaria acompanhado do já citado John Rutsey e de um certo Geddy Lee.
Assim, o trio adentrou em dois estúdios para a gravação do debut: o “Toronto Sound Studios” e “Eastern Sound Studios“, com a própria banda na produção. Vamos destrinchar faixa a faixa desta belezura.
“Finding My Way” abre a bolacha e traz uma banda completamente inspirada no Led Zeppelin e o leitor que só conhece a banda a partir da entrada de Neil Peart, certamente vai estranhar já que a sonoridade não é aquele progressivo que a banda tocou por quase toda sua carreira. Mas esse música é maravilhosa e a banda chegou a executá-la até suas últimas apresentações.
“Need Some Love” é um baita rockão para ninguém colocar defeito, com uma pegada mais voltada para o Country e um bom solo de Alex Lifeson. “Take a Friend” já é um esboço do Progressivo que a banda adotaria nos álbuns subsequentes, uma música que nos faz viajar. Aqui temos a influência do The Who.
Parte de trás do Disco, lançado em 1974

Reprodução/ Moon Records

Parte de trás do Disco, lançado em 1974

“Here Again” do alto de seus sete minutos é bem bluesy e se você está escutando o vinil, é hora de virar o disco e chega “What You’re Doing” trazendo de volta a veia zeppeliana em uma bela canção. “In the Mood” , a faixa que abre o lado B do vinil, é uma música bem agradável e uma das minhas favoritas deste play. Essa é outra música que os caras incluíam nos setlists mais recentes.
“Before and After” tem uma longa introdução, com mais de dois minutos e quando entra a voz de Geddy Lee, a música ganha contornos Hard Rock. “Working Man“, a minha favorita deste play é a que fecha a obra e é uma bela canção, sendo bem densa e pesada, com direito a quebradeira do meio para o final e um show a parte de Geddy Lee. Me sinto um afortunado por ter assistido a banda tocar essa música, quando eles se apresentaram no estádio do Maracanã, em 2000.
Em quarenta minutos temos um álbum que se não é clássico como outros que a banda lançaria posteriormente, tem o seu valor e merece todos os confetes. Afinal, era o ponto de partida desta que seria a maior banda de Rock de todos os tempos.
O sucesso do primeiro álbum se deu em virtude de as rádios dos Estados Unidos terem veiculado as músicas, e os ouvintes passaram a ligar, querendo saber mais do novo lançamento do…Led Zeppelin. Mas não era a banda de Jimmy Page e Robert Plant e sim um trio canadense que faria história e conquistaria gerações e gerações. Se o Rush foi enterrado junto com Neil Peart, nos resta prestar todas as homenagens não só a este disco, mas também a toda sua discografia e a esta banda, que deixou um legado simplesmente espetacular nos seus mais de 40 anos de carreira.
Rush – Rush
Data de lançamento: 01/03/1974
Gravadora: Moon Records
Faixas:
01 – Finding My Way
02 – Need Some Love
03 – Take a Friend
04 – Here Again
05 – What You’re Doing
06 – In the Mood
07 – Before and After
08 – Working Man
Formação:
Geddy Lee – Vocal/Baixo
Alex Lifeson – Guitarra
John Rutsey – Bateria