O Departamento de Estado dos Estados Unidos está propondo um programa que visa exigir que visitantes paguem uma fiança de até US$ 15.000 (R$82 mil na cotação atual) antes de entrar no país. A nova medida incluí pessoas que viajam a negócios, como apresentações ao vivo. A medida afeta músicos em turnê internacional, que terão um novo e significativo custo para se apresentar nos Estados Unidos.
Conforme explicado pela Metal Injection, o visto teria duração de 12 meses e seria destinada a “candidatos de países com altas taxas de permanência fora do prazo de visto ou sistemas de segurança interna e verificação de identidade frágeis”. Já, os valores pagos de fianças podem variar dependendo do país de origem do requerente, e podem ser reembolsadas se o visitante cumprir todas as condições do visto.
A lei atual conta com o Programa de Isenção de Visto, que inclui a maior parte da Europa, Austrália, Japão e alguns outros países que não precisam de visto para entrar nos Estados Unidos. E esses países seguiram sem estar sujeitos à fiança.
No entanto, a fiança valerá para países da América Latina, Ásia, África e Leste Europeu, que atualmente precisam do visto para entrar nos Estados Unidos. Agora, os visitantes poderão enfrentar as novas taxas. O Departamento de Estado divulgará a lista completa dos países afetados quando a regra entrar em vigor.
Como o brasileiro necessita do visto para entrar nos Estados Unidos, isso irá afetar nossas bandas, DJs e artistas solo. Atualmente, artistas menores usam as categorias de visto B-1 (negócios) e B-2 (turista) para compromissos de curto prazo nos EUA, como apresentações e turnês promocionais. Artistas que não se qualificam para categorias de visto mais especializadas, usam essas categorias. Os vistos especializados, usadas por bandas grandes são: P-1 (artistas reconhecidos internacionalmente) ou O-1 (habilidade extraordinária).
Dessa forma, se implementada a nova exigência de fiança, isso pode aumentar significativamente os custos iniciais de uma turnê nos Estados Unidos. Colocando os shows pelo país fora do alcance de artistas menores, independentes e bandas internacionais emergentes.
Artistas nacionais maiores podem conseguir absorver o custo, com ajuda de gravadoras e promotores. Mas, os artistas independentes podem ser forçados a cancelar turnês já marcadas e até mesmo evitar fazer shows nos Estados Unidos.