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Rock in Rio: festival ganha título de patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro

Torture Squad se apresentando durante a edição de 2019 do Rock in Rio

Flávio Farias/Headbangers News

Torture Squad se apresentando durante a edição de 2019 do Rock in Rio

Rock in Rio é um dos maiores festivais de música do mundo. Ainda que o roqueiro mais xiita faça críticas, questionando o fato de o evento que tem o Rock no nome e contar com atrações do baixo nível como Anitta, NSYNC, Drake, Alok e neste ano, outras mais bisonhas como Justin Bieber, Dua Lipa, Post Malone e Iza, é inegável a sua relevância.

Criado em 1985, quando o país saia de uma ditadura militar sangrenta e covarde, o Rock in Rio colocou de vez o Brasil na rota dos grandes shows internacionais. Antes disso, apenas alguns corajosos se arriscaram a se apresentar em terras tupiniquins, como o Queen, The Police, Van Halen e Frank Sinatra, por exemplo. Depois da histórica primeira edição, os artistas mais relevantes da música em geral fazem questão de passar pelo Brasil.

37 anos depois de sua criação e já consolidado, com edições em Madrid, Lisboa e até mesmo em Las Vegas, veio o reconhecimento por parte do local onde foi concebido; o governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que pouco ou quase nada faz de bom pela população, ao menos fez algo pela cultura: publicou em edição extraordinária do Diário Oficial do último dia 16 de março, quando o festival recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro. Segundo o mandatário, o Rock in Rio ‘demonstra sua relevância para a cultura ao trazer artistas nacionais e internacionais, ícones de diferentes estilos e gerações e, além disso, ainda estimula a nossa economia”.

Roberto Medina concedeu entrevista para o canal CNN Brasil, onde comentou e comemorou o acontecimento. Aspas para ele:

“Que bom que a Câmara dos Vereadores e a Assembleia Legislativa reconhecem que vale a pena essa história. É um impacto econômico de um bilhão e 700 milhões de reais e 28 mil empregos gerados enquanto estamos trabalhando. Me deixa orgulhoso e mostra também o compromisso que a gente tem com a cidade. E é muito bom poder relembrar, 37 anos depois, aquele início maluco, ver como me comportei para fazer acontecer. Era muita improvisação, aquela lama toda, tinha meia dúzia de pessoas, e hoje ver se transformar no maior do mundo”, completa ele, que diz que o Brasil saiu na frente em festivais como esse”.

Além das atrações bizarras de sempre, o bom e velho Rock and Roll vai marcar presença nos palcos da edição deste ano do Rock in Rio, que acontecera entre os dias 2 e 11 de setembro. O dia de abertura será dedicado ao Heavy Metal, tendo Sepultura, Megadeth, Dream Theater e Iron Maiden no palco mundo, além de Living Colour e Steve Vai no Sunset. The Offspring, Green Day e Billy Idol serão algumas das atrações relevantes no festival que volta a acontecer depois de três anos e que não foi realizado em 2021 por conta da pandemia. Será a oitava edição em sua terra natal e por aqui já passaram nomes como AC/DC, Judas Priest, Guns N Roses, Foo Fighters, Lamb of God, Faith no More, Slipknot, Metallica, Motörhead, The Who, Whitesnake, Bon Jovi, Slayer, Helloeeen, Anthrax, entre outros. As vendas para a edição deste ano serão online e começarão nesta terça-feira, 4, às 19:00.

Fonte:  CNN Brasil