Orchid - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/palavras-chave/orchid/ Site brasileiro sobre heavy metal editado totalmente em português. Fri, 23 Jan 2026 00:20:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 https://www.headbangersnews.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-Logo-HBN-32x32.png Orchid - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/palavras-chave/orchid/ 32 32 Orchid e Uniform, ambos dos EUA, pela 1ª vez no Brasil https://www.headbangersnews.com.br/noticias/orchid-e-uniform-ambos-dos-eua-pela-1a-vez-no-brasil/ Fri, 23 Jan 2026 16:00:37 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=95173 Dissonância, melodias angulosas, blast-beats e vocais rasgados numa abordagem que soa ao mesmo tempo caótica e cuidadosamente trabalhada, essa é a combinação que fez a banda norte-americana Orchid difundir o screamo (ou emoviolence) mundo afora e se tornar referência máxima deste subgênero do post-hardcore. A banda enfim vem ao Brasil pela primeira vez com show único em […]

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Dissonância, melodias angulosas, blast-beats e vocais rasgados numa abordagem que soa ao mesmo tempo caótica e cuidadosamente trabalhada, essa é a combinação que fez a banda norte-americana Orchid difundir o screamo (ou emoviolence) mundo afora e se tornar referência máxima deste subgênero do post-hardcore. A banda enfim vem ao Brasil pela primeira vez com show único em São Paulo, neste sábado, dia 24 de janeiro, no Hangar 110 (novo local). A realização é da ND Productions.

Últimos ingressos: fastix.com.br/events/orchid-eua-em-sao-paulo

O evento terá como banda convidada a nova-iorquina Uniform, que mistura elementos de música industrial, punk, hardcore e metal em um som abrasivo e intenso. A banda brasileira magnólia, de screamo, fará a abertura.

Orchid é amplamente referenciada como uma das bandas que ajudaram a cristalizar o som conhecido como screamo/emoviolence no fim dos anos 1990, especialmente na cena costeira leste dos EUA, combinando fúria powerviolence com dinâmicas emotivas.

Lançaram álbuns considerados essenciais para o gênero: Chaos Is Me (1999), Dance Tonight! Revolution Tomorrow (2000) e Gatefold (2002). Há também a coletânea póstuma Totality (reúne EPs e faixas raras).

Diversas bandas contemporâneas citam o Orchid como referência, como Silverstein (Canadá) no início de carreira, Pg.99, Saetia e Respire.

Conheça o som do Orchid clicando aqui.

O Orchid e Uniform também se apresentam no Chile e na Argentina, em uma turnê inédita pela América do Sul realizada pela ND Productions em parceria com as produtoras Monkey e Noiseground.

SERVIÇO

Orchid e Uniform pela primeira vez em São Paulo

Data: sábado, 24 janeiro 2026

Horário: 18h (abertura da casa)

Local: Hangar 110 (rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro – São Paulo/SP)

Ingresso: https://fastix.com.br/events/orchid-eua-em-sao-paulo

Orchid: dos primórdios ao visceral retorno aos palcos

Orchid sempre ocupou um espaço singular no hardcore dos anos 1990: influente sem ser popular, reverenciada sem jamais se tornar consenso. Vinda de New England, a banda construiu sua identidade a partir de tensão estética, rigor ético e uma recusa constante às convenções confortáveis do gênero.

Formada no Hampshire College por Jayson Green, Will Killingsworth e Brad Wallace, com Jeff Salane completando a formação, a Orchid surgiu do intercâmbio típico da cena underground: troca de fitas, referências compartilhadas e afinidade criativa. A ascensão foi rápida. Uma demo, um show local e um split com o Pig Destroyer bastaram para posicioná-la como um ponto fora da curva.

Embora frequentemente associada a rótulos como screamo ou emo-violence, a banda sempre escapou de definições rígidas. Seus integrantes vinham de trajetórias distintas, do indie ao crust e ao hardcore clássico, e essa colisão se refletia na música. O som combinava dissonância, estruturas abruptas e guitarras inesperadamente melódicas, evitando tanto a intimidação quanto o melodrama excessivo.

Durante sua existência original, a Orchid manteve uma relação ambígua com a cena hardcore, marcada por reverência e provocação. Em vez de rejeitar o gênero ou segui-lo fielmente, tensionava seus limites e insistia em mantê-lo vivo pelo confronto.

Após o fim, os integrantes seguiram outros caminhos, sem rupturas definitivas. A reunião, descartada por anos, surgiu de forma pragmática: afinidade preservada e músicas ainda relevantes. O retorno da Orchid não se apresenta como nostalgia, mas como reafirmação de uma proposta baseada em fricção, contradição e intensidade, valores que permanecem centrais em sua obra.

Mais informações em @chaosisorchid

Uniform

Desde sua formação, há mais de uma década, o Uniform tem levado seu trabalho em todas as direções possíveis, sem medo de desmontar o que construiu e recomeçar do zero. Suas explorações sempre partiram de uma inclinação natural para continuar tentando e realizar suas ideias de forma cada vez mais pura, muitas vezes trazendo à vida os mais sombrios pesadelos no processo. Intimidantemente prolífica, a banda segue em movimento constante, como um tubarão, sem nunca parar por medo da morte criativa.

Em 2015, o álbum de estreia Perfect World foi lançado pelo selo 12XU nos Estados Unidos e pela ALTER no exterior. Após a boa recepção, o grupo migrou para a Sacred Bones, onde o aclamado Wake in Fright (2017) foi seguido por The Long Walk (2018), consolidando ainda mais sua posição na vanguarda da entropia sonora.

Em meio a uma agenda de turnês implacável, o Uniform uniu forças com os irmãos apocalípticos do The Body para uma série de colaborações: os álbuns Mental Wounds Not Healing (2018) e Everything That Dies Someday Comes Back (2019), além do registro ao vivo Live at the End of the World (2020).

A banda deu um passo colossal adiante com seu quarto álbum de estúdio, Shame (2020). Repleto de riffs cortantes, distorções guturais, um turbilhão percussivo, uivos angustiados e gritos cheios de rancor em direção ao oblívio, o disco acompanha personagens presos a um círculo sisifiano de mal-estar existencial, condenados a repetir os vícios de ontem sem a promessa de um amanhã melhor.

Em 2023, o Uniform se juntou aos camaleônicos ícones do doom Boris para o álbum colaborativo Bright New Disease. Uma onda avassaladora de vocais corrosivos, riffs ferozes e paisagens sonoras psicodélicas, o trabalho transita com habilidade por elementos do thrash clássico da Bay Area, do hardcore japonês e até do glam inspirado em Bowie.

Em 2024 saiu American Standard, descrito pela banda como “uma jornada de desconforto visceral e honestidade brutal, um retrato da doença e da transcendência eletrizante que ela pode provocar”. Apresentado com um ataque rítmico de dois bateristas e uma composição surpreendentemente melódica, trata-se do álbum mais ambicioso do Uniform até hoje.

Dos primeiros dias como um duo caótico até o status atual de veteranos do noise, multifacetados e com uma obra extensa, o Uniform chegou a um ponto criativo em que seu objetivo é inteiramente pessoal. À medida que os limites sonoros se expandiram, a banda aprofundou ainda mais o corte.

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Orchid, pioneiro do screamo, vem pela primeira vez ao Brasil em 2026 https://www.headbangersnews.com.br/noticias/orchid-pioneiro-do-screamo-vem-pela-primeira-vez-ao-brasil-em-2026/ Thu, 30 Oct 2025 23:30:34 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=91854 Dissonância, melodias angulosas, blast-beats e vocais rasgados numa abordagem que soa ao mesmo tempo caótica e cuidadosamente trabalhada, essa é a combinação que fez a banda norte-americana Orchid difundir o screamo (ou emoviolence) mundo afora e se tornar referência máxima deste subgênero do post-hardcore. A banda enfim vem ao Brasil pela primeira vez com show único em […]

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Dissonância, melodias angulosas, blast-beats e vocais rasgados numa abordagem que soa ao mesmo tempo caótica e cuidadosamente trabalhada, essa é a combinação que fez a banda norte-americana Orchid difundir o screamo (ou emoviolence) mundo afora e se tornar referência máxima deste subgênero do post-hardcore. A banda enfim vem ao Brasil pela primeira vez com show único em São Paulo, dia 24 de janeiro de 2026, no City Lights. A realização é da ND Productions.

Ingresso já à venda no site da Fastix: https://fastix.com.br/events/orchid-eua-em-sao-paulo

Para o anúncio da estreia do Orchid em São Paulo, a ND Productions lança também a promoção de ingressos Combo 2×1: Orchid + Touché Amoré. Ao comprar este ingresso para o show do Orchid, você tem passe também para o show do Touché Amoré, no dia 14 de setembro de 2026, no Cine Joia (SP).

Orchid é amplamente referenciada como uma das bandas que ajudaram a cristalizar o som conhecido como screamo/emoviolence no fim dos anos 1990, especialmente na cena costeira leste dos EUA, combinando fúria powerviolence com dinâmicas emotivas.

Lançaram álbuns considerados essenciais para o gênero: Chaos Is Me (1999), Dance Tonight! Revolution Tomorrow (2000) e Gatefold (2002). Há também a coletânea póstuma Totality (reúne EPs e faixas raras).

Diversas bandas contemporâneas citam o Orchid como referência, como Silverstein (Canadá) no início de carreira, Pg.99, Saetia e Respire.

Conheça o som do Orchid clicando aqui.

O Orchid também se apresentará no Chile e Argentina, em uma turnê inédita pela América do Sul realizada pela ND Productions em parceria com as produtoras Monkey e Noiseground.

SERVIÇO

Orchid pela primeira vez em São Paulo

Data: sábado, 24 janeiro 2026

Horário: 17:30 (abertura da casa)

Local: City Lights (R. Padre Garcia Velho, 61 – Pinheiros, São Paulo – SP)

Ingresso: https://fastix.com.br/events/orchid-eua-em-sao-paulo

Orchid: dos primórdios ao visceral retorno aos palcos

É um fragmento pouco conhecido do folclore punk o fato de que, quando Bruce Springsteen escreveu “tudo que morre um dia volta”, ele se referia especificamente à reunião da banda Orchid, de New England. Talvez o ‘Boss’ fosse um profeta, talvez eu esteja mentindo, ou talvez as obsessões da Orchid (jeans pretos em vez de azuis, pistas de patinação, nostalgia das fitas cassete, uma dor local cuidadosamente calibrada) fossem mais universais do que sua adoração de nicho sugere.

Se isso soa afetado, tudo bem. A Orchid sempre foi metade pretensão (a ambição de transcender o que se tem, a recusa em se contentar com o mero esforço hardcore), sustentada por uma tensão insolúvel entre integridade rígida e ironicamente teatral e uma lascívia proto-electroclash. A outra metade da Orchid era um monumento infinitamente propulsivo ao caos. Preferir uma ou outra talvez dependa das marcas no cartão da biblioteca de cada um. Mas a banda, em sua totalidade, era pura explosão.

A história começou com Jayson Green, Will Killingsworth e Brad Wallace no Hampshire College, uma pequena faculdade onde estudantes de camisetas “significantes” podiam se reconhecer (segundo Jayson, Will usava “provavelmente algo legal, tipo His Hero Is Gone”, e ele mesmo usava “algo de hardcore de Connecticut, sei lá, Fastbreak. Provavelmente Hatebreed…”). Após cumprirem o então comum ritual heteronormativo de amizade — trocar fitas —, Will sugeriu que formassem uma banda. Os astros se alinharam, e o que veio a seguir foi uma narrativa americana tão percorrida que beira o arquétipo: Jeff Salane foi recrutado, o grupo gravou uma demo, fez um show na lendária Hampshire College Tavern e recebeu o convite para dividir um disco com o Pig Destroyer. No filme biográfico, Scott Hull seria interpretado por Tom Hanks.

Sobre o termo “screamo”, “emo-violence” ou qualquer outra designação de gênero e o lugar da banda dentro dela, esse sangue particular nas mãos da Orchid é um caso complexo. Embora a memória situe o grupo na tradição de San Diego e do Noroeste do Pacífico — cinturões brancos e calças justas —, a verdade é que “Salane, nosso baterista, era mais um cara do indie. Cantava e tocava guitarra tão bem quanto bateria (muito bem, aliás), enquanto Will e Brad vinham de um background crust grind. Garlock era mais o típico sujeito do hardcore clássico, sabe?”, diz Jayson, comparando a estética da banda a fotos antigas do Black Flag, “daquelas em que você se pergunta como essas pessoas chegaram a se conhecer”.

Sonoramente, a banda não tinha pudores em trabalhar dentro de uma tradição então nascente de cacofonia hardcore — pesada, desordenada, abruptamente bela — que capturava a agressão do punk, evitando (ao menos na execução, se não nas coleções de discos e camisetas) o tom de intimidação e gritaria que dominava grande parte do gênero. Claro que, como recomenda o KLF, ao tentar soar como seus “melhores sociais”, a Orchid acabou criando algo — linhas de guitarra melódicas e pregações dilacerantes e espirituosas sobre bases de blast beats — inteiramente seu.

Enquanto existiu, a Orchid enfrentou a cena — passado, presente e futuro — com reverência, desprezo e alegria. Essa era a abordagem da banda: pegar o cavalo morto do hardcore e insuflar-lhe vida cutucando-o, provocando-o, acariciando-o, rabiscando slogans situacionistas em seu cadáver como se fossem runas incômodas — até que o cavalo morto não tivesse escolha senão levantar e galopar pelo centro comunitário de shows para todas as idades.

Após o fim da Orchid, seus integrantes mantiveram os pés no chão em outros projetos. Os anos não criaram distância intransponível; a amizade permaneceu. Duas décadas de negativas quanto a uma reunião tornaram-se ligeiramente inconsistentes diante da ausência de qualquer ruptura real.

Quando questionado sobre a improbabilidade da volta da Orchid — numa escala de 1 a 10 Fugazis —, Green rejeita a métrica, vendo a reunião da banda como algo menos “implosivo para o mundo” do que uma volta do Fugazi, deixando claro, no entanto, que a nova turnê só foi possível graças ao vínculo comum entre os integrantes.

“Sempre recebemos propostas. Cada um tem sua vida, e nunca parecia fazer sentido”, diz Jayson. “Até que um dia eu estava conversando com Damien Abraham, do Fucked Up, e ele me perguntou: ‘Você gosta dos caras?’ E eu disse: ‘Sim.’ Aí ele: ‘E você gosta das músicas?’ Eu disse: ‘Sim.’ Então ele perguntou: ‘Então qual é o problema?’ E eu pensei: ‘Hmm. É, isso faz sentido.'”

“Então o Brad disse: ‘Sabe, eu sou meio ambivalente quanto a essa reunião… Mas acho que, quando estivermos no leito de morte, não vamos dizer: ainda bem que não voltamos com a Orchid!'”

Outro bom argumento. Sim, a nostalgia é um cadáver a ser dançado, mas agora, com a paixão sendo algo talvez ultrapassado (ainda em debate), a retórica da Orchid — amor revolucionário sustentado por força e ritmos cáusticos — é uma adição bem-vinda ao discurso infernal contemporâneo. De todo modo, a banda — pavorosos antifascistas futuristas e tradicionalistas antitradição, como sempre foram, paradoxalmente e com gosto — está de volta… pronta para celebrar a confusão.

Mais informações em @chaosisorchid

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