Post Metal - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/palavras-chave/post-metal/ Site brasileiro sobre heavy metal editado totalmente em português. Tue, 10 Feb 2026 20:18:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.9 https://www.headbangersnews.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-Logo-HBN-32x32.png Post Metal - Headbangers News https://www.headbangersnews.com.br/palavras-chave/post-metal/ 32 32 Unverkalt lança single “Introjects” e anuncia álbum Héréditaire para fevereiro de 2026 https://www.headbangersnews.com.br/noticias/unverkalt-lanca-single-introjects-e-anuncia-album-hereditaire-para-fevereiro-de-2026/ Wed, 11 Feb 2026 15:00:32 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=95916 O grupo Unverkalt lançou o single “Introjects”, terceira e última prévia do álbum Héréditaire, que chega ao público em 27 de fevereiro de 2026 pelo selo Season of Mist. O disco é o terceiro da carreira da banda de post-metal formado entre Alemanha e Grécia. O clipe de “Introjects” já está disponível no canal da […]

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O grupo Unverkalt lançou o single “Introjects”, terceira e última prévia do álbum Héréditaire, que chega ao público em 27 de fevereiro de 2026 pelo selo Season of Mist. O disco é o terceiro da carreira da banda de post-metal formado entre Alemanha e Grécia.

O clipe de “Introjects” já está disponível no canal da Season of Mist no YouTube. A produção foi realizada pela própria banda e dirigida por Themis Ioannou no RAWBITE Studio.

Eles explicam o conceito da música: “Muitas vezes carregamos crenças e ideias que nunca foram nossas, mas que absorvemos dos mundos de outras pessoas. Essas construções mortas permanecem logo abaixo da superfície, moldando-nos silenciosamente, até que algo se rompe. Há um momento de dissonância, uma rachadura na superfície, a percepção de que o peso que carregamos não é nosso para suportar”.

A faixa sucede os singles “Die Auslöschung” e “Oath Ov Prometheus”. Sobre o novo trabalho, o guitarrista e principal compositor Themis Ioannou comenta: “Gostamos de experimentar a cada álbum. Meus dois gêneros favoritos são o black metal e o post-metal. Em Héréditaire, quisemos unir os dois. A direção mais pesada atinge mais forte o coração”.

A vocalista Dimitra Kalavrezou também fala sobre o significado de “Introjects”: “Esta canção é um rompimento violento com identidades emprestadas. Nessa ruptura, desperta a tênue possibilidade de nos tornarmos algo real”.

O álbum contará com a participação de Sakis Tolis, do Rotting Christ, na faixa “I, The Deceit”. Sobre a colaboração, o músico afirma: “Gosto de descobrir músicas novas, únicas e impactantes neste mundo atual de excesso de informação, e acredito que realmente consegui isso com o Unverkalt. Esta é uma obra de arte excepcional, que vale cada minuto de audição”.

Héréditaire terá nove faixas e pouco mais de 50 minutos de duração. O disco será lançado em CD digipack e em vinil duplo. Antes da estreia oficial, a banda promove uma audição completa do álbum no Bandcamp em 17 de fevereiro.

Tracklist:
1. Die Auslöschung (6:06)
2. Oath Ov Prometheus (5:40)
3. Ænæ Lithi (5:34)
4. A Lullaby for the Descent (5:11)
5. Penumbrian Lament (6:02)
6. Introjects (5:25) [WATCH]
7. I, The Deceit (feat. Sakis Tolis) (5:47)
8. Death is Forever (4:50)
9. Maladie de l’Esprit (5:34)

O Unverkalt surgiu em 2017, idealizado por Themis Ioannou e pela vocalista Dimitra Kalavrezou, com a proposta de unir atmosferas densas a elementos extremos. Após os álbuns L’Origine du Monde e A Lump of Death: A Chaos of Dead Lovers, o grupo aprofunda essa abordagem em Héréditaire, que marca a estreia da banda pelo selo Season of Mist.

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Naskimentu, Resisténsia, Despedida https://www.headbangersnews.com.br/resenhas/naskimentu-resistensia-despedida/ Sat, 08 Nov 2025 00:35:54 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=resenhas&p=92270 O que a banda propõe aqui é uma travessia pela textura da dor e da contemplação, construída com o mesmo peso tectônico que sustenta o post-metal contemporâneo, mas dotada de uma linguagem mais filosófica do que simplesmente estética. “ORTO” abre o trabalho com uma tensão que parece querer rasgar o próprio silêncio. A faixa se […]

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O que a banda propõe aqui é uma travessia pela textura da dor e da contemplação, construída com o mesmo peso tectônico que sustenta o post-metal contemporâneo, mas dotada de uma linguagem mais filosófica do que simplesmente estética.

“ORTO” abre o trabalho com uma tensão que parece querer rasgar o próprio silêncio. A faixa se constrói em camadas de dissonância e expectativa, como se o nascer — ou o primeiro grito fosse uma ruptura física. As guitarras se entrelaçam em um crescendo que evoca o desconforto de bandas como Amenra e Cult of Luna, enquanto a bateria opera como âncora e martelo, marcando o compasso da criação. O nascimento, aqui, não é um evento celebratório, mas uma insurgência contra o nada.

Em “INERTIA”, a banda assume o peso da resistência como tema e sensação. O ritmo arrastado e a densidade dos riffs traduzem a luta contra a estagnação, enquanto a produção mantém um senso de proximidade claustrofóbica. É o tipo de faixa que não se ouve buscando catarse, mas enfrentamento: cada nota parece uma força contrária à desistência, um gesto de teimosia existencial. Nesse ponto, o Sodade demonstra domínio sobre a manipulação do tempo, expandindo e contraindo o pulso, como se quisesse deformar a própria percepção do ouvinte.

“LACUNA”, instrumental, é o vácuo entre a dor e a dissolução. Funciona como uma espécie de respiração suspensa, onde o silêncio tem corpo e intenção. Sua presença reafirma que o peso emocional do EP não reside apenas na distorção, mas na ausência, o que é uma escolha de maturidade composicional rara.

“VALE”, por sua vez, encerra o ciclo com uma melancolia que não se dissolve, mas se amplia até se tornar horizonte. É o tipo de final que não oferece respostas, apenas o eco de algo que já foi e continua sendo.

Conceitualmente, Naskimentu, Resisténsia, Despedida é uma síntese da estética que o Sodade vem desenvolvendo: uma alquimia entre o metal atmosférico, o sludge introspectivo e o experimentalismo pós-black. Há rigor formal e propósito filosófico, e ambos se alimentam mutuamente. Se em outros contextos o uso de metáforas existenciais poderia soar pretensioso, aqui o discurso se sustenta na coerência entre som e ideia.

O resultado é um trabalho que exige do ouvinte não passividade, mas disposição para o confronto. E no fim, talvez seja justamente isso que a Sodade entende por liberdade: o som como pensamento em ruína e reconstrução.

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Sodade confronta ciclos de vida no EP ‘Naskimentu, Resisténsia, Despedida’ https://www.headbangersnews.com.br/noticias/sodade-confronta-ciclos-de-vida-no-ep-naskimentu-resistensia-despedida/ Sun, 26 Oct 2025 14:00:32 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=91613 A banda paulistana de metal soturno Sodade acaba de lançar o EP Naskimentu, Resisténsia, Despedida, quatro músicas que propõem uma jornada pelo nascimento, resistência, vazio e fim, refletindo sobre os ciclos que compõem a existência individual e social. Ouça o EP clicando aqui: https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Bp38O0lQGfgaze4bLCKoF A sonoridade do álbum leva ao limite a fusão entre post-metal, sludge e post-black […]

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A banda paulistana de metal soturno Sodade acaba de lançar o EP Naskimentu, Resisténsia, Despedida, quatro músicas que propõem uma jornada pelo nascimento, resistência, vazio e fim, refletindo sobre os ciclos que compõem a existência individual e social.

Ouça o EP clicando aqui: https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Bp38O0lQGfgaze4bLCKoF

A sonoridade do álbum leva ao limite a fusão entre post-metal, sludge e post-black metal. Neste registro, o quinteto traz uma abordagem dinâmica, que alterna peso, silêncio e atmosfera.

Em “ORTO”, o início é marcado por tensão crescente e ruptura sonora, enquanto “INERTIA” traduz o peso da resistência em riffs lentos e sufocantes.

“LACUNA”, faixa instrumental, funciona como intervalo e reflexão, e “VALE” encerra o ciclo com uma melancolia expansiva, transformando agressividade em vastidão.

A capa do EP é fundamental para absorver este lançamento. Música e letras partem do conceito embutido na gravura de Boëtius Adamsz. Bolswert, ‘Alegoria no Mundo’ (do século 16), narrando as etapas da vida. A palheta minimalista (branco/vida, preto/morte) é trespassada pelo dourado, o fio mitológico da existência.

Liricamente, o disco se concentra na repetição dos ciclos vitais e nas forças que movem e esgotam o indivíduo. As letras abordam o surgimento da consciência, a luta contra a inércia e a aceitação do fim como parte inevitável do recomeço. Para a banda, esse é um registro de transição, a síntese de um processo de introspecção e a declaração artística mais direta que o grupo produziu.

Formada por um núcleo fluido de músicos e colaboradores, o Sodade entende sua proposta como um projeto em movimento, aberto à experimentação e ao diálogo entre diferentes expressões artísticas. A banda transita entre gêneros sem se prender a rótulos e busca construir uma identidade sonora que una o peso do metal contemporâneo à liberdade criativa do campo experimental.

A música, segundo o coletivo, é o canal mais autêntico de expressão, um espaço de liberdade, confronto e reflexão.

Naskimentu, Resisténsia, Despedida traduz essa postura: um registro que encara o som como pensamento livre, em acordes, ruído e silêncio.

O Sodade é recomendado para fãs de Cult of Luna, Gaerea, Kardashev, A.A. Williams, Basalt, Amenra, Oathbreaker e Noala.

Sodade nas redes

www.instagram.com/sodade.band

https://linktr.ee/Sodade.band

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Unself https://www.headbangersnews.com.br/resenhas/unself/ Sat, 25 Oct 2025 16:23:16 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=resenhas&p=91623 Diferente do anterior, “Pathós” de 2022, que era mais denso e expansivo, “Unself” aposta em composições mais enxutas — só “Foreclosure” passa dos sete minutos. Logo na abertura, a faixa-título já surpreende: começa calma, com voz e violão, quase contemplativa, e aos poucos cresce até se transformar num paredão sonoro melancólico e pesado. É uma […]

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Diferente do anterior, “Pathós” de 2022, que era mais denso e expansivo, “Unself” aposta em composições mais enxutas — só “Foreclosure” passa dos sete minutos. Logo na abertura, a faixa-título já surpreende: começa calma, com voz e violão, quase contemplativa, e aos poucos cresce até se transformar num paredão sonoro melancólico e pesado. É uma introdução que prepara o terreno perfeitamente para “All Apart”, que vem depois e mergulha em uma atmosfera sombria, densa e técnica. Os vocais gritados lembram os de Black Metal, enquanto o instrumental flerta com o Progressivo, cheio de detalhes e mudanças sutis. “There Is No Warmth” mantém o clima obscuro, mas alterna momentos explosivos de peso com harmonias melódicas que soam quase etéreas. É aquele tipo de faixa em que o Conjurer mostra o quanto consegue ser brutal e bonito ao mesmo tempo.

The Searing Glow” chega acelerando tudo, com blast beats, pedais duplos e riffs técnicos que lembram o Meshuggah. É uma das faixas mais intensas do disco, mas ainda com espaço para uma belo passagem comandada pelo baixo, que dá um peso extra à faixa. A calmaria volta com “A Plea”, um interlúdio acústico que serve de ponte para “Let Us Live”, que segue a mesma linha melódica, mas adiciona guitarras distorcidas e uma bateria mais densa — quase como se a música anterior tivesse despertado para uma tormenta. “Hang Them In Your Head” mantém essa energia, com viradas rápidas e uma bateria precisa, cheia de personalidade.

A longa “Foreclosure” é o centro emocional do álbum: mistura vocais rasgados e cheios de dor com um instrumental sereno, mas pesado. O clima é tenso e melancólico, e o peso aparece nos momentos certos, sem exageros. Por fim, “This World Is Not My Home” encerra o álbum num tom introspectivo e triste, flertando com o Doom Metal — lenta, melódica, arrastada e carregada de sentimento. A voz limpa no final reforça esse clima de melancolia e despedida.

Unself” é um disco mais direto e introspectivo que o seu antecessor. As músicas curtas deixam a audição fluida e dinâmica, sem perder a profundidade emocional que o Conjurer sempre entrega. O som continua pesado, arrastado e cheio de textura, com uma pegada Post-Metal moderna, mas também ecos de Doom e Black. A produção é limpa, mas mantém aquela leve sujeira que dá autenticidade e peso às faixas.

Pode até não superar “Pathós”, mas chega bem perto. “Unself” mostra uma banda madura, técnica e emocionalmente afiada, equilibrando peso, melodia e melancolia com maestria. Um álbum intenso, envolvente e que reafirma o Conjurer como um dos nomes mais interessantes do Metal Moderno.

Tracklist:
01. Unself
02. All Apart
03. There Is No Warmth
04. The Searing Glow
05. A Plea
06. Let Us Live
07. Hang Them In Your Head
08. Foreclosure
09. This World Is Not My Home

Formação:
Brady Deeprose | guitarras, vocais
Dani Nightingale | guitarras, vocais
Conor Marshall | baixo
Noah See | bateria

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Conjurer lança terceiro álbum “Unself” https://www.headbangersnews.com.br/noticias/conjurer-lanca-terceiro-album-unself/ Fri, 24 Oct 2025 23:15:53 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=91612 A banda britânica Conjurer lançam hoje seu incrível terceiro álbum, Unself, pela Nuclear Blast Records. Para celebrar o dia, o quarteto também revelou o vídeo da faixa de destaque ‘All Apart’. Assista ao videoclipe de ‘All Apart’ aqui: Compre Unself aqui: https://conjurer.bfan.link/unself Dani Nightingale, co-vocalista e guitarrista do Conjurer, declara: “Abordei esta música com a ideia dos primeiros […]

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A banda britânica Conjurer lançam hoje seu incrível terceiro álbum, Unself, pela Nuclear Blast Records. Para celebrar o dia, o quarteto também revelou o vídeo da faixa de destaque ‘All Apart’.

Assista ao videoclipe de ‘All Apart’ aqui:

Compre Unself aqui: https://conjurer.bfan.link/unself

Dani Nightingale, co-vocalista e guitarrista do Conjurer, declara: “Abordei esta música com a ideia dos primeiros tijolos que formam a parede metafórica que alguém pode construir (ou encontrar) entre si e seu ambiente, o mundo que habitam, tanto físico quanto metafísico. Para muitas pessoas em uma posição similar ou comparável à minha, esses primeiros momentos de dissociação e alienação começam na escola, quando alguém é integrado pela primeira vez em um ambiente social e educacional com seus pares e aqueles que os supervisionam.

“Não posso descrever como é ser demonizado por comportamentos e traços que são simplesmente normais e naturais para você, mas como ninguém te entende – nem mesmo você mesmo – você é forçado a aderir a coisas que não entende e se tornar algo que não é.”

Conjurer estará em turnê com Unself pelo Reino Unido e Europa em novembro. As datas do Reino Unido contarão com o apoio de Pijn e Death Goals.

28 Out – La Bulle Cafe – Lille (França)
29 Out – Point Éphémère – Paris (França)
30 Out – Le Grillen – Colmar (França)
31 Out – Werk Kultur Lokal Baden – Baden (Suíça)
1 Nov – Ziggy Club – Turim (Itália)
2 Nov – Alchemica Music Club – Bolonha (Itália)
4 Nov – Backstage – Munique (Alemanha)
5 Nov – Juha West – Stuttgart (Alemanha)
6 Nov – Doornroosje – Nijmegen (Holanda)
9 Nov – Damnation Festival, Manchester (apenas Conjurer)
11 Nov – The Joiners, Southampton
12 Nov – The Underworld, Londres
13 Nov – Strange Brew, Bristol
14 Nov – Asylum, Birmingham
15 Nov – Cathouse, Glasgow

Link para ingressos: linktr.ee/conjureruk

Todas as datas podem ser encontradas em https://www.conjureruk.com/live

Conjurer evoluiu radicalmente desde o lançamento de seu álbum de estreia (Mire, 2018), e seu segundo lançamento (Páthos, 2022) os viu elogiados entre as bandas de metal britânicas mais empolgantes. Enquanto indicações a prêmios e reconhecimentos se acumulavam, a banda de quatro integrantes manteve sua missão muito simples: fazer música pesada e se divertir enquanto faziam isso. Preferindo usar seu destaque para mostrar tecnicidade e musicalidade em vez de focar em política ou opiniões, Conjurer viveu o momento e abraçou tudo que veio em seu caminho.

Dentro do tumulto de forjar uma identidade renovada como banda, em Unself há uma jornada de descoberta mais intensa e pessoal se desenrolando para o vocalista/guitarrista Dani Nightingale. Diagnosticado com autismo aos 31 anos, sua visão de si mesmo mantida por muito tempo, e a percepção de seu lugar no mundo começaram a se desfazer. Unself documenta muito do processo de reconstrução em torno do diagnóstico, junto com a percepção de que eram não-binário.

Essas vinhetas de processamento e autorrealização acontecem contra o pano de fundo de uma sociedade despencando em direção a uma distopia capitalista de olhos vidrados; encontrar um terreno firme escapa a muitos de nós – e Conjurer mergulha de cabeça na exploração desses novos parâmetros sociais sufocantes.

Dentro das nove faixas de Unself, Conjurer entrega o som post-metal serpenteante pelo qual se tornaram conhecidos, mas afrouxaram seu controle sobre o desejo de preencher cada momento com obliteração sônica. Em vez disso, se inclinaram para a utilização do espaço, presenteando os ouvintes com um pouco de espaço para respirar que serve para fazer os elementos pesados se sentirem ainda mais intensos.

Uma abordagem mais direta e orgânica para a composição foi facilitada pelos laços cada vez mais fortes dentro da banda, e o ambiente de apoio criado pelo produtor Joe Clayton. Permitindo-se mais tempo do que com qualquer experiência de gravação anterior, eles se comprometeram com sessões de pré-produção, seguidas de um período de gravação prolongado para fazer jus ao material que haviam criado. Despir-se dos excessos de saídas anteriores para revelar suas sólidas habilidades de composição permitiu que mais clareza e mais dinâmicas brilhassem. Para seus ouvidos, o humor, o núcleo do conteúdo lírico e a música estão mais alinhados do que nunca.

Este disco é o som de quatro indivíduos vivendo com mais propósito e, como consequência, criando com mais propósito. Unself os vê estendendo a mão para oferecer comunidade, catarse e conexão. Conjurer permanece fiel à sua missão original – eles ainda estão se divertindo, tocando música pesada interessante – mas agora essa música está imbuída com o poder que vem de se abrir para outros, primeiro dentro da banda, e agora além.

Conjurer é:
Brady Deeprose | guitarras, vocais
Dani Nightingale | guitarras, vocais
Conor Marshall | baixo
Noah See | bateria

Conjurer online:
https://www.facebook.com/conjureruk
https://x.com/ConjurerUK
https://www.instagram.com/conjureruk
https://www.conjureruk.com

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Flickering Resonance https://www.headbangersnews.com.br/resenhas/pelican-flickering-resonance/ Thu, 14 Aug 2025 15:27:29 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=resenhas&p=87689 O último material que Laurent havia gravado com o grupo foi “What We All Come To Need” (2009). Em 2012, por questões pessoais, ele deixava a banda que não ficou parada e seguiu em frente com “Forever Becoming” (2013) e “Nighttime Stories” (2019), com Dallas Thomas em seu lugar. Foram discos ruins? Não, mas faltava […]

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O último material que Laurent havia gravado com o grupo foi “What We All Come To Need” (2009). Em 2012, por questões pessoais, ele deixava a banda que não ficou parada e seguiu em frente com “Forever Becoming” (2013) e “Nighttime Stories” (2019), com Dallas Thomas em seu lugar. Foram discos ruins? Não, mas faltava alguma coisa ali.

E foi somente em 2024, quando saiu o EP “Adrift/Tending The Embers”, que pudemos ter uma ideia do que viria agora em “Flickering Resonance” (2025), lançamento da Run For Cover Records.

O Pelican é desses grupos que dependem da união dos seus membros originais para fazer trabalhos marcantes. Não importa quem fique de fora, as coisas não funcionam da mesma forma sem alguma das peças originais, há uma química ali difícil de explicar, mas fácil de ser sentida. “Para mim, o disco é sobre a amizade de nós quatro. Talvez esse seja um tema um pouco óbvio, mas é como uma redescoberta da alegria dessa parceria e todas as experiências que temos vivenciado e o fato de que temos sido perseverantes”, cravou Laurent.

“Flickering Resonance” (2025) marca, além do recomeço, a resolução de questões internas da banda. “Eu sinto como se qualquer um da banda pudesse sair desse disco sentindo que ele é a melhor versão de nós mesmos e a melhor versão do que nós queríamos ser”.

Contando com uma ótima gravação de Sanford Parker (Brutal Truth, Darkthrone, Eyehategod e velho conhecido do grupo), mesmo sem colocar vocais em suas músicas, o Pelican ainda assim é capaz de transmitir mais sentimentos do que muito grupo por aí. “Flickering Resonance” (2025) tem peso, uma certa melancolia, alegria, camadas de guitarras estridentes com algumas distorções, baixo poderoso, bateria guiando. É rock com instrumentos vivos, barulhentos, algo que deveria ser básico, mas que anda em falta hoje em dia em meio a produções tão rebuscadas.

Espero que meus vizinhos tenham aproveitado e gostado do disco da mesma maneira que eu. Música feita dessa forma vai além de ser ouvida, é para ser sentida.

Formação:

Bryan Herweg:  baixo

Larry Herweg: bateria

Laurent Schroeder-Lebec: guitarra

Trevor Shelley de Brauw: guitarra

 

Faixas:

01 Gulch

02 Evergreen

03 Indelible

04 Specific Resonance

05 Cascading Crescent

06 Pining For Ever

07 Flickering Stillness

08 Wandering Mind

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Banda Unverkalt assina com gravadora Season of Mist e anuncia nova fase https://www.headbangersnews.com.br/noticias/banda-unverkalt-assina-com-gravadora-season-of-mist-e-anuncia-nova-fase/ Mon, 19 May 2025 17:48:25 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=83314 A banda Unverkalt, formada em 2017 e atualmente sediada em Berlim, acaba de assinar contrato com a gravadora Season of Mist. O grupo, conhecido por seu som que transita entre o post-metal e o metal avant-garde, prepara-se para uma nova etapa da carreira com a promessa de mais lançamentos e apresentações. Com raízes na cidade […]

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A banda Unverkalt, formada em 2017 e atualmente sediada em Berlim, acaba de assinar contrato com a gravadora Season of Mist. O grupo, conhecido por seu som que transita entre o post-metal e o metal avant-garde, prepara-se para uma nova etapa da carreira com a promessa de mais lançamentos e apresentações.

Com raízes na cidade de Atenas, na Grécia, o Unverkalt surgiu da intenção de traduzir em música temas como luto, memória e emoções intensas. Desde o início, a proposta foi clara: criar um som pesado, honesto e sem concessões a modismos.

O álbum de estreia, L’Origine du Monde (2020), trouxe atmosferas densas e composições introspectivas que dialogam com o doom metal e o pós-metal. Já o segundo trabalho, A Lump of Death: A Chaos of Dead Lovers (2023), ampliou a abordagem estética da banda ao explorar temas como obsessão e decadência emocional, com sonoridade mais direta e influências góticas.

A assinatura com a Season of Mist, gravadora reconhecida por abrigar nomes experimentais e pesados do cenário mundial, representa um passo importante. Em nota, a banda destacou a identificação com o selo: “Encontramos um lugar que entende e acolhe a nossa proposta sonora, sem medo de ruídos ou distorções.”

A formação atual do Unverkalt conta com Dimitra Kalavrezou (vocais), Themis Ioannou (guitarra e teclados), Eli Mavrychev (guitarra e vocais), Joscha Hoyer (baixo) e Christian Eggers (bateria).

Inspirado por influências que vão do cinema europeu à arte visual, o grupo segue explorando os limites entre o som e a narrativa. O próximo lançamento promete intensificar ainda mais essa proposta, com camadas sonoras mais densas e elementos do post-black metal.

Para os fãs, a expectativa é de um som ainda mais intenso e direto. “Este é apenas o começo de um novo capítulo”, afirma a banda. “Vem mais música, mais shows e mais caos controlado por aí.”

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Unburnt lança o álbum “Elevation” e eleva o post-metal a novos patamares https://www.headbangersnews.com.br/noticias/unburnt-lanca-o-album-elevation-e-eleva-o-post-metal-a-novos-patamares/ Mon, 13 Jan 2025 12:00:07 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=noticias&p=76299 A banda francesa Unburnt lança seu mais recente trabalho, ‘Elevation’, pela gravadora Score A/V. O álbum, aguardado desde o lançamento de Procession em 2019, já está disponível em LP e formato digital em todas as plataformas. Resultado de quatro anos de composição e refinamento, Elevation reúne seis faixas que totalizam 45 minutos de pura imersão […]

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A banda francesa Unburnt lança seu mais recente trabalho, ‘Elevation’, pela gravadora Score A/V. O álbum, aguardado desde o lançamento de Procession em 2019, já está disponível em LP e formato digital em todas as plataformas.

Resultado de quatro anos de composição e refinamento, Elevation reúne seis faixas que totalizam 45 minutos de pura imersão sonora. Combinando produção meticulosa e uma estética visual marcante, o álbum reflete a evolução artística da banda, que continua a explorar e transcender os limites do post-metal.

Unburnt se destaca pela sonoridade única e dinâmica, movendo-se entre tons sombrios, etéreos e intensos, e citando como influências nomes como Neurosis, Unfold e The Ocean. Suas letras são carregadas de metáforas poéticas, trazendo experiências pessoais filtradas por uma perspectiva esotérica.

Formada em 2014, a banda solidificou sua formação atual em 2017, composta por Yoann Mrle (baixo), Julien Feist (guitarra), Sébastien Matti (vocais), Nicolas Kempf (guitarra) e Thomas Flieg (bateria). Desde então, o Unburnt tem se destacado no cenário musical francês, dividindo palco com nomes de peso como Klone, Crown, Hangman’s Chair, Phil Anselmo and the Illegals e Dust in Mind.

Depois de lançar o EP Æthereal em 2018 e o álbum de estreia Procession em 2020, o grupo consolida sua trajetória com “Elevation”, reafirmando sua relevância no cenário do post-metal.

O álbum está disponível para compra, streaming e download nas principais plataformas.

Ouça em: https://unburnt.bandcamp.com/album/elevation

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Happy https://www.headbangersnews.com.br/resenhas/happy/ Sun, 15 Dec 2024 16:14:07 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=resenhas&p=75242 Formado por músicos austríacos e alemães, o quarteto pratica, como eles mesmo descrevem, “nu death metal”, mas eu também acrescentaria aí doses pesadas de post rock e de metalcore. Consigo imaginar os calafrios que muito tiveram ao ler tais termos, mas o grupo consegue se sair bem no todo. Batizado ironicamente com o título de […]

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Formado por músicos austríacos e alemães, o quarteto pratica, como eles mesmo descrevem, “nu death metal”, mas eu também acrescentaria aí doses pesadas de post rock e de metalcore. Consigo imaginar os calafrios que muito tiveram ao ler tais termos, mas o grupo consegue se sair bem no todo.

Batizado ironicamente com o título de “Feliz”, o disco traz onze músicas com letras que falam de frustação, tristeza, raiva e desilusão. De cunho muito pessoal, sempre na primeira pessoa, elas abordam questões pessoais/interpessoais e do mundo atual, como “Click Like Share” e “Slaves To The Feed”, que fazem críticas às redes sociais e como elas têm influenciado as pessoas e “Spit”, uma crítica direta para a indústria musical.

No som, o peso é uma constante, disso ninguém pode reclamar, independente do estilo que curta. O problema é que em algumas faixas acabaram misturando demais, o que acabou criando trechos meio desconexos – metranca death metal com nu metal para mim não encaixa muito bem, mas ok, questão de gosto. Agora, quando os caras apostam numa linha mais melódica sem abrir mão do peso, como nas faixas “Let It Burn”, “Self Doubt 24/7”, “Breed” e “Father”, aí eles acertam em cheio. Não digo que deveriam sempre seguir esse caminho, mas foram de longe o tipo de faixas que mais me agradaram – de novo, questão de gosto.

Produzido pela própria banda, no caso Timo e Thomas, o disco ainda contou com as participações dos músicos MISSTIQ e Josh Collard, ambos da banda de metalcore australiana Earth Caller.

Formação:

Thomas Winkelmann: baixo

J.F. Grill: bateria

Patrick “Zasch” Zarske: guitarra

Timo “Rotten” Schwämmlein: vocais, guitarra

 

Faixas:

01 Parasite

02 Spit

03 Click Like Share

04 Let It Burn

05 Self Doubt 24/7

06 Happy

07 Slaves To The Feed feat. MISSTIQ

08 Breed Consume Die feat. Josh Collard

09 The Birth Of Death

10 Father?

11 In The End There’s Always Pain

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Wanderlust https://www.headbangersnews.com.br/resenhas/wanderlust/ Tue, 02 Jul 2024 13:36:14 +0000 https://www.headbangersnews.com.br/?post_type=resenhas&p=66261   Logo de cara, somos lançados em “Armagedda”, uma faixa instrumental de introdução sombria e progressiva que cresce e deságua em “Yesteryear”, uma faixa obliterante com riffs pesados e implacáveis, os vocais que passeiam por guturais growls, frys e coros que soam como uma orquestra infernal. As guitarras cortantes e os vocais guturais aliados a […]

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Logo de cara, somos lançados em “Armagedda”, uma faixa instrumental de introdução sombria e progressiva que cresce e deságua em “Yesteryear”, uma faixa obliterante com riffs pesados e implacáveis, os vocais que passeiam por guturais growls, frys e coros que soam como uma orquestra infernal. As guitarras cortantes e os vocais guturais aliados a bateria repleta de blast beats e precisão criam uma sensação de urgência e desespero, estabelecendo o tom para o restante do álbum.

Em seguida, “Pragama” traz a fórmula de calmaria pré caos, assim como a faixa anterior. Com melodias melancólicas e introspectivas que deságuam em um Deathcore Prog Matemático único e épico, criando um ambiente quase etéreo e caótico.

“Frostbite” é uma viagem sonora intensa e interessante, aqui o grupo demora mais para explodir, é só aos 2min que a seção rítmica ganha brutalidade e caos, antes disso temos uma introdução progressiva e cheia de uma paisagem relaxante. Os vocais variam entre o limpo e growls profundos, enquanto a seção rítmica mantém tudo firmemente ancorado com um groove implacável que se transforma em uma explosão de energia. A faixa é um exemplo perfeito da capacidade da banda de equilibrar momentos de tranquilidade com explosões de intensidade, criando uma montanha-russa emocional que prende o ouvinte do início ao fim.

“Wrath”, traz uma performance feroz que mistura passagens rápidas e agressivas com técnica e precisão esmagadora. A interação entre as guitarras e a bateria é particularmente impressionante, o intervalo de vocais – do grow, e o fry, criam uma montanha russa na nossa mente e nos conduz a uma avalanche de energia e brutalidade do início ao fim desta faixa, criando assim a faixa de maior destaque ao álbum

“Aftermath” traz uma abordagem técnica e com baixo em destaques nos primeiros segundos da faixa. Um instrumental de 1min13 que contêm um breakdown brutal que serve de interlúdio para o apocalipse da faixa a seguir, Sirens.

Com “Sirens”, somos novamente puxados para o turbilhão sonoro de Illyria, uma faixa que tem instrumental de Death Metal cadenciado e vocais de Black Metal assustadores, um coro que lembrou diretamente faixas de grupos como Dimmu Borgir. A faixa é uma demonstração de quanto assustador e potente é este grupo, marcando como segundo destaque do disco.

Finalmente, “Wanderlust” encerra o álbum com uma nota épica. A faixa-título é uma experiência assustadora e sensorial, ela tem uma métrica muito similar a “Frostbite”, uma introdução progressiva e cheia de atmosfera, um som de chuva acompanhado de uma melodia de baixo e dedilhado de cordas limpas hipnótico e vocais sussurrantes que crescem até implodirem novamente do Deathcore Progressivo em seus 4 min 30 de faixa. Com uma duração de 11 min, “Wanderlust”  explode riffs pesados e intrincados, expressando raiva e dilaceração sonora, uma faixa surpreendente uma excelente maneira de finalizar o disco.

Em resumo, “Wanderlust” é impecável. Illyria conseguiu criar um trabalho que é ao mesmo tempo brutal e belo, caótico e harmonioso. O grupo se iguala em qualidade quando citamos grupos como Slaughter To Prevail e Lorna Shore, é totalmente direcionado para os fãs de death metal,metalcore e deathcore progressivo e para aqueles que estão abertos a explorar novos territórios sonoros. ”Wanderlust” é uma audição obrigatória pra você.

 

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