Pentrilox chega com seu novo álbum, ‘Apotheosis: The New Frontier’, trazendo o que sabe fazer de melhor: uma mistura visceral de rock, metal e atmosferas melancólicas, com linhas de pianos e orquestração que refletem sua trajetória underground e independente. O disco de 8 faixas mergulha na poesia romântica, na música emocionalmente intensa, voltada para a audição atenta, e não para ser ouvida como música de fundo, aproveitando experiências pessoais para criar uma coleção profundamente ressonante de músicas. Segundo a banda, este é um álbum de Space Metal conceitual que funciona como um “antidepressivo digital”, traçando a evolução triunfante da humanidade da gravidade da Terra para um futuro simbiótico entre as estrelas.
A abertura com a apropriada “Breaking the Well” já mostra suas origens enigmáticas. Um metal moderno sombrio com sentimento profundo, muito semelhante a sons que vão de Halestorm a Skillet. Logo na primeira faixa a banda transmite sua lamúria e dor emocional, onde ele perfura o ouvinte. Pentrilox é um coletivo independente focado em música emocionalmente intensa, onde o disco molda a sensibilidade cinematográfica da música: as canções se desenrolam como cenas encenadas, com paisagens intensas, conferindo aos discos um apelo narrativo distinto. “É um chamado para deixar as cicatrizes do passado para trás e entrar em um futuro de grandeza”, segundo a banda.
O disco explora tecnologia humana avançada e a ecologia alienígena florescem juntas. Em “Distant Future” temos guitarra pesadas e orquestração do metal sinfônico e uma pegada cheia de atitude com um instrumental mais despojado e misterioso. Os vocais femininos e inspirados em bandas como Within Temptation e Amaranthe trazem uma autenticidade difícil de ignorar, e ainda mais, somos surpreendidos com vocais guturais.
Chegando em “Finding a New Home”, o piano, os riffs e a orquestração já começam profundas e cortantes, a canção é semelhante a anterior, com progressões cromáticas e métricas não convencionais para imitar o “peso” do mundo interior — principalmente na atmosférica. A faixa traz muitos elementos do metalcore, com uma pegada depressiva e envolvente, é uma música emocionalmente intensa, voltada para a audição atenta, e não para ser ouvida como música de fundo.
Em seguida, “Believers” é a que chamamos da balada do disco, mantendo o clima introspectivo com instrumentos simples mas cortantes, criando um clima mágico e melancólico – reforçando que o disco foi construído em torno de forte dinâmica e estruturas de música não convencionais. Como a banda disse em nota: “Esperamos que essas músicas ressoem com seu público e os lembrem de que não estão sozinhos nessa jornada” – e é exatamente isso.
“First Light (Sol2)” resgata uma pegada old school do power metal sombrio, com vocais fortes e marcantes, e linhas de teclados dando um toque especial com bateria melancólica, um hit de primeira linha que lembra Within Temptation ou Evanescence, dignos de trilhas sonoras de filmes sci-fi – uma faixa muito cinematográfica.
Já “The Symbiotic Bloom” nos transporta para o espaço, com uma atmosfera animada e reflexiva, com riffs épicos e vocais de arrepiar. É uma faixa que quase podemos ver o sol poente em tons laranja enquanto a melodia se estende no universo, remetendo a músicas do Helloween. Na seguinte, “Generty Legacy”, explora som mais soturno, onde os riffs característicos do power metal toma conta. A banda dá um passo criativo e experimental aqui, criando um equilíbrio fascinante, totalmente inspirados nos hits da época – aqui é notável a influência de bandas com vocais femininos dos anos 2000.
“The Galactic Bridge” inicia com riffs mais pesados de todo o disco em um tom orquestrado, outra faixa perfeita para trilhas sonoras. A ousadia nessa obra é fundamental para o DNA do projeto, permitindo que cada lançamento soe como um novo capítulo, em vez de uma repetição de uma fórmula fixa. A música tenta dar contraste à faixa anterior, mas mantém o clima assombroso e misterioso, prendendo o ouvinte e o convidado para desvendar todo esse mistério que o artista proporciona. Muito inspirados nas bandas atuais européias que são destaque nos festivais de verão.
Encerrando essa viagem sonora perfeita, temos uma faixa bônus de “The New Destiny(Sol2)”. Aqui, Pentrilox nos mantém com o metal moderno, e ainda assim elegante e nostálgico, que encerra o álbum com um toque soturno e conclusivo.
Pentrilox entrega uma obra que mistura ousadia, melancolia e experimentação, tudo com um toque totalmente nostálgico que só eles sabem fazer. Definitivamente, você precisa ouvir esse álbum – mais de uma vez, pois foi criado fora de tendências e algoritmos, com a intenção de que os ouvintes o vivenciem como um ciclo emocional completo.