Resenhas

BLLT

Bullet Bane

8.0

Após a retirada do uso obrigatório das máscaras e da flexibilização, os eventos voltaram com tudo, o que já era de se esperar. Um gênero meio esquecido tem voltado a ficar na hype através das bandas novas e das consagradas. O emo anda tão forte ultimamente, parece que estamos no “boom” do Restart, Cine e companhia. Mas agora com bandas um pouco mais pesadas e alternativas. Festivais, baladas, eventos... Ballet Bane soube fazer um som moderno, pesado e original. Conseguiram colocar a sua identidade no novo álbum. Além disso, contou com a participação do Lucas Silveira, vocalista da Fresno e um dos pilares do emo.

O disco abre com “Pra Não Ter Que Enxergar Onde Errei”, forte na letra, no som e com um clipe muito bom.

O álbum segue uma linha que dá a cara da banda, parece que todas as músicas são primas. Por essas e outras que a agenda deles está cheia.

Em “Sentir”, terceira faixa, notamos um gutural no fim com a voz rasgada. “Cancela o Replay”, quarta, deixaram o emo um pouco de lado e partiram para o pop. Mas o disco em si deixa claro como será o show da banda divulgando esse álbum, existe refrão que gruda na mente, a música é boa e marcante, não tem como dar errado nesses eventos lotados que estão acontecendo. A banda veio com o pé na porta. Diferente de muito disco no qual uma música ou outra acaba fazendo sucesso, este a maioria das músicas deram certo. Nota-se pelos números de visualizações, a sequência. Não tem tanta diferença de uma para a outra, a constância é ótima para a divulgação.

Emo Revival, Bloco Emo, 150BPEmo, Emo Parade, baladas diversas como “Indie x Emo”. Poderia passar o dia falando de eventos que estão rolando com esse tipo de som. Com certeza vamos ver as músicas desse disco sendo tocada na noite paulista.

Um disco autoral, brasileiro e tão pesado assim não pode passar despercebido.

Formação:

Arthur Mutanen – vocal

Danilo de Souza – guitarra

Fernando Uehara – guitarra

Rafael Goldin – baixo

Renan Garcia – bateria

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