Resenhas

Daemon

Mayhem

8.9

O Mayhem sempre fugiu das "convenções" do black metal atual, soando de forma diferente e atraindo críticas dos fãs mais fundamentalistas. "Daemon" foi concebido como uma volta às raízes da banda: é agressivo, sinistro e atemporal. Com uma produção muito apurada e equilibrada de Tore Stjerna (Watain), no Necromorbus Studio, e com a arte de capa que foi concebida pelo designer italiano Daniele Valeriani.

Depois do tumultuado primeiro álbum completo de estúdio ‘De Mysteriis Dom Sathanas’ (1994), que levou mais de 7 anos para ser lançando devido ao suicídio do vocalista Per “Dead” Ohlin e o assassinato do guitarrista Øystein “Euronymous” Aarseth, o grupo mergulhou de cabeça no caminho da experimentação. Após a reformulação do grupo, estas obras receberam críticas muitas vezes injustas.

Este 6º álbum se destaca, pois evoca o som clássico do black metal e coloca o Mayhem como merecedor da fama de inspirador de diversas bandas “ortodoxas” do gênero. Toda esta primitividade se espelha em uma energia que pode ser sentida na variação de andamentos das composições e suas estruturas. As faixas mais aceleradas do álbum são “Worthless Abominations Destroyed” e “Of Worms and Ruins”, que dão um outro tom a toda a sequência e estrutura do disco.

Arrisco a dizer que este é um dos melhores álbuns da carreira da banda, um dos melhores lançamentos de black metal do ano e também um dos mais inspirados.

Nas palavras da própria banda: “Na verdade, Daemon não é também um novo capítulo em nossa estratificada carreira. Pelo contrário, é um novo livro, autoritário, mas de caráter selvagem”.

Track-listing:
01. “The Dying False King”
02. “Agenda Ignis”
03. “Bad Blood”
04. “Malum”
05. ‘Falsified and Hated”
06. “Aeon Daemonium”
07. “Worthless Abomination Destroyed”
08. “Daemon Spawn”
09. “Of Worms and Ruins”
10. “Invoke the Oath”

Formação:
Attila (vocal)
Necrobutcher (baixo)
Teloch (guitarra)
Ghul (guitarra)
Hellhammer (bateria)