Depois de quase três anos, o Metal Church voltou a saciar o desejo de seus fãs, com o lançamento de “Dead to Rights“, o 13° álbum da veterana banda do estado de Washington, no noroeste dos Estados Unidos.
Lançado nesta sexta-feira, 10, através do selo Rat Pak Records, o álbum tem previsão de ser lançado no Brasil através do selo Hellion Records, e traz uma formação completamente nova: o vocalista Brian Allen, o baterista Ken Mary e o experiente David Ellefson estrearam pelo Metal Church. É a primeira gravação de Ellefson depois de ter sido demitido do Megadeth após o escândalo em que se envolveu com uma menor de idade.
Kurdt Vanderhoof havia dito em entrevistas que com a debandada dos ex-integrantes, ele sentia que a banda estava se aproximando do fim, mas ele conseguiu se reinventar, e o play promete não desapontar aos seguirores da “igreja do Metal”.
Gravado durante o ano de 2025, o álbum foi mais uma vez produzido pelo guitarrista Kurdt Vanderhoof. A mixagem e masterização aconteceram em Massachusetts, no Planet Z-Studios, e foram feitas por Chris “Zeus” Harris.
Os novos integrantes de adaptaram muitíssimo bem à sonoridade da banda, e nem parece que eles estão juntos há menos de um ano. As músicas têm uma energia enorme. Kurdt Vanderhoof se especializou na produção, o que dá ao play um valor ainda maior. Importante destacar o trabalho da cozinha, pois Key Mary é um excelente baterista, e David Ellefson dispensa apresentações. O vocalista Brian Allen alcança notas impressionantes.
O Metal Church nos trouxe um álbum poderoso. Temos onze faixas em 47 minutos, onde podemos destacar as já conhecidas “Brainwash Game” e “F.A.F.O.”, que já haviam sido lançadas como singles, além de outras ótimas canções como “Feet to Fire“, “The Show“, “My Wrath” e a faixa-título. É vigor do começo ao fim e uma amostra de que talvez tenha realmente sido necessária a mudança quase que total na formação.
Inevitavelmente compraremos o novo álbum às obras do passado. “Dead to Rights” superou o seu antecessor, “Congregation of Annihilation“. E se não vai superar os quatro primeiros álbuns da banda, que é uma tarefa muito difícil, e até de certa forma, injusta, mas “Dead to Rights” é um excelente álbum. O Metal Church não tem mais nada a provar, e ainda assim, fez um álbum muito acima da média, e como prometeu Vanderhoof, vai agradar ao fã old-school desta igreja, que tem muito mais moral do que aqurlas outras que enganam e querem o dinheiro do fiel.