Resenhas

Dying Like the Sun in the West

Primal Sinner

9.0

Há uma linha tênue na produção artística e o talento de nos expressarmos para alcançar determinado público. A inspiração e a capacidade técnica são primordiais para que tudo não caia na mesmice. Muitas bandas tem inspiração de sobra, outras capacidade técnica de sobra, mas se ambas não estiverem perfeitamente alinhadas, todo o esforço pode ser inútil. Nossos vizinhos colombianos do Primal Sinner apresentam ambas as características em perfeita harmonia, ao menos ao que pude ouvir em "Dying Like the Sun in the West", seu álbum mais recente.

Qualidade técnica também apresentada em sua produção e mixagem, a cargo do famoso Jens Bogren. Pra quem não conhece, responsável pela produção de álbuns de bandas da magnitude de Symphony X, Angra, Sepultura, Opeth e Arch Enemy. Então vemos que o grupo formado pelos irmãos Tejada não está para brincadeiras, levam extremamente a sério todo o processo criativo desde o lirismo das letras até seu processo final de composição. A bela arte de capa feita pelo polonês Igor Morski também chama muito a atenção.
Mas sabe o que é mais incrível em tudo isso? Trata-se de um álbum independente! E todo artista, principalmente nós sul-americanos, sabemos dos percalços para executar um trabalho desta magnitude. O grupo demonstra todas as suas influências que vão do power metal ao metal progressivo, com uma pitada de thrash metal.
Os principais destaques ficam por conta das faixas “Scars of War”, “Rage for Freedom”, “When Lightning Falls” e a instrumental “Opus One”, que encerra o álbum.

Formação:
Fabián Tejada (Guitarra e vocal de apoio)
Jhon Tejada (Guitarra)
Freddie Zambrano (Baixo e vocal de apoio)
Freddie Olave (Bateria)
Dio López (Vocal)