Resenhas

Everest

Halestorm

Avaliação

9.0

O Halestorm já não é apenas uma banda promissora da cena do Rock/Metal — hoje, eles estão no patamar das grandes. Com shows em estádios lotados, turnês ao lado do Iron Maiden e uma base de fãs cada vez mais ampla, o grupo liderado por Lzzy Hale vem de dois álbuns impecáveis: “Vicious” (2018) e “Back From The Dead” (2022). Agora, eles chegam com “Everest”, um trabalho ambicioso que reforça a ascensão meteórica da banda e mostra que ainda há muito a ser explorado em sua sonoridade. Lançado pela Atlantic Recording Corporation, o álbum ainda não tem previsão de mídia física no Brasil, mas já chega com peso suficiente para marcar presença entre os grandes lançamentos do ano.

Antes mesmo de mergulharmos nas faixas, é impossível não destacar o papel central de Lzzy Hale. Hoje, ela é indiscutivelmente uma das vocalistas mais respeitadas do Rock, tendo passado rapidamente pelo Skid Row, sido cogitada para assumir o posto no Linkin Park e protagonizado uma das performances mais memoráveis do evento Back To The Beginning. Sua entrega vocal é visceral e versátil, e “Everest” é mais uma prova disso.

O álbum já começa com intensidade em “Fallen Star”, marcada por bumbos duplos, nuances progressivas e um contraste certeiro entre versos densos e refrão melódico. É uma abertura ousada, que deixa claro que o grupo quer entregar muito mais do que o básico. A faixa-título, lançada como single, é puro Hard Rock de arena, com um refrão grudento e uma energia grandiosa. “Shiver” surge como a primeira balada, guiada pelo piano e um instrumental que cresce no refrão com peso e emoção — uma faixa perfeita para dominar as rádios. Já “Like a Woman Can” mantém a presença do piano, agora ao lado de uma cozinha de baixo e bateria sólida, entregando um Blues pesado e cheio de atitude.

O peso retorna com “Rain Your Blood On Me”, que resgata o lado mais Heavy Metal da banda, e “Darkness Always Wins” se destaca como uma das mais emocionantes do álbum, começando intimista e crescendo em intensidade até explodir em uma construção quase progressiva. No meio do caminho, temos “Gather the Lambs”, mais um Rock de arena com refrão memorável, e “WATCH OUT!”, provavelmente a faixa mais agressiva do disco, com riffs poderosos, bateria explosiva e Lzzy gritando com uma fúria contagiante. “Broken Doll” apresenta bons refrãos, mas não mantém o brilho das anteriores, enquanto “K-I-L-L-I-N-G” é um peso festivo, com direito a uma ponte melódica divertida no meio do caos.

Na reta final, “I Gave You Everything” mistura cadência e emoção, mas libera todo o peso no refrão com vocais raivosos e cheios de intensidade. Para fechar, “How Will You Remember Me?” entrega uma balada emocionante, com Lzzy Hale em sua forma mais vulnerável e poderosa, encerrando o disco com um toque de grandiosidade emocional.

Com “Everest“, o Halestorm reafirma sua maturidade e domínio sobre o próprio som. É um trabalho que aposta mais nas nuances emocionais sem abrir mão do peso característico, equilibrando Rock de arena com influências claras de Heavy Metal. A produção é cristalina, mas preserva uma leve aspereza que mantém a audição vibrante e orgânica. É um álbum que começa forte, mantém o fôlego até o fim e convida a uma nova audição assim que termina. Sem exageros, o Play já pode ser considerado um dos grandes lançamentos de 2025 — e mais um degrau na escalada de sucesso da banda.

Tracklist:
01. Fallen Star
02. Everest
03. Shiver
04. Like A Woman Can
05. Rain Your Blood On Me
06. Darkness Always Wins
07. Gather The Lambs
08. WATCH OUT!
09. Broken Doll
10. K-I-L-L-I-N-G
11. I Gave You Everything
12. How Will You Remember Me?