Resenhas

Face the Music

Burning Rain

8.0

O Burning Rain é um super grupo de Hard Rock capitaneado pelo guitarrista Dough Aldrich (ex- Dio e Whitesnake) e pelo vocalista Keith St. John. O caro leitor não conhece a banda? Calma, nós também não conhecíamos e aqui iremos transcrever as nossas impressões acerca do quarto álbum da banda, chamado Face the Music.

Lançado originalmente no dia 6 de março de 2019 pelo selo italiano Frontiers Records, a bolacha ganhou uma versão brasileira através da Shinigami Records. Foi gravado no Casa Dala Studios, localizado próximo de Los Angeles, California e contou com a produção do multi-instrumentista italiano Alessandro Del Vecchio, juntamente com os membros da banda atuando na co-produção. A curiosidade para conhecer o som da banda é imensa, então vamos viajar pelas onze faixas que compõem este pequeno tesouro.

Guitarras Zeppelianas marcam a abertura do álbum e ela atende pelo nome de “Revolution”. Temos um baita Rockão setentista para ninguém botar deifeito. Pesada e densa, com um vocal melodico e agradável. Excelente. “Lorelei” é a faixa número dois e ela pesada na medida certa, densa e carrega um bocado de Southern Rock. É o tipo de música que pode perfeitamente tocar nas rádios. A audição começa muito bem.

“Nasty Hustle” foi a faixa que mais me chamou a atenção pela sua energia e modernidade, que aliadas ao peso, contagiam o ouvinte. As batidas firmes de Blas Elias também colaboram para o resultado altamente positivo. “Midnight Train”, a faixa seguinte, é pesada, grooveada e tem o mestre Dough dando um espetáculo na sua guitarra. O clima desta música lembra, guardadas as proporções, “Immigtant Song”, de um certo Led Zeppelin.

“Shelter” é outra que sofre forte influência do Southern Rock, porém, ela ganha peso no meio e conta com um clima meio Dream Theater no solo. Boa música também. A bolacha já passou da metade a e gente bem percebe, de tão boa que é o material. A faixa título que nos brinda com mais um Rock potente. “Beautiful Road” é dotada de uma energia visceral, que seguem encantando.

“Hit and Run” tem uma intro mais experimental, que dá a impressão de que a música vai ser o ponto baixo do play… Só que não. Logo entram os belos riffs de Dough Aldrich e a música ganha ares épicos. “If it’s love”, a faixa mais longa do play, com seus quase seis minutos e meio, trata-se de uma balada com boas melodias e perfeitamente bem executada, mas que é uma espécie de coito interrompido, tendo em vista a ótima energia que a banda estava imprimindo com as faixas anteriores.

“Hideway” devolve as coisas aos eixos com um som predominantemente suingado, que deixa a música muito agradável e sem perder a essência Rock and Roll. “Since i’m Loving You”, a faixa derradeira é um Hard Rock pesado, bem executado e que levanta até defunto. Um final honroso para um disco que beira a perfeição, onde os caras apostaram no simples: Rock and Roll sem firulas.

49 minutos depois de uma bela audição, a sensação que temos é de uma viagem à ionosfera. Músicas fantásticas, produção impecável e banda muito bem afiada, além de inspirada, fazem com que o Burning Rain seja uma surpresa mais que agradável em uma cena que quase nada se cria, quase tudo se copia. Eles não criaram nada de novo, mas o que fizeram aqui foi fruto de muita competência. Posso cravar que a banda ganhou mais um seguidor. E provavelmente você que está lendo esses escritos também se renderá ao talento dos caras.

Faixas:

01 – Revolution
02 – Lorelei
03 – Nasty Hustle
04 – Midnight Train
05 – Shelter
06 – Face the Music
07 – Beautiful Road
08 – Hit and Run
09 – If it’s Love
10 – Hideway
11 – Since I’m Loving You

Formação:

Keith St. John – vocal
Dough Aldrich – guitarra
Brad Lang – baixo
Blas Elias – bateria

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