Resenhas

Helloween

Helloween

9.5

Fazer a resenha de um álbum de uma banda que considero lendária é uma tarefa extremamente ingrata, principalmente nas condições que este álbum foi gestado. Com a volta dos ex-membros Michael Kiske e Kai Hansen para gravar no estúdio com o Helloween. De forma alguma gostaria de parecer um fã entusiasta comentando o álbum de seus ídolos. Acho que falhei miseravelmente e explico o motivo.

Eles (Kiske e Kai) já haviam participado do fantástico ‘Pumpkins United – Live in Madrid” de 2019, deixando uma prévia do que vinha por aí. Mas ninguém imaginava que haveria um retorno integral de ambos ao grupo, criando uma nova identidade muito mais grandiosa a esta banda já consagrada.
Nem preciso destacar que unir Michael Kiske, Kai Hansen e Andi Deris foi um risco calculado. Poderia não dar certo, afinal como encaixar tudo num pacote só? Mas no final, todas as peças acabaram se encaixando, como um intrincado quebra-cabeças de power metal da melhor qualidade.
Obviamente este é um marco na história do Helloween, que entrega para os fãs uma porção de hinos que devem ser cantados a todos pulmões nas arenas quando esta pandemia acabar.
“Fear of the Fallen” é uma das minhas favoritas pelos arranjos, mas também pela mensagem que diz: “ontem é história, amanhã é um mistério”. Assim como “Indestructible”, que nos entrega uma mensagem de autoajuda e positividade para estes tempos sombrios que vivemos: “Embora estejamos andando em uma tempestade”(…) “Sim, estamos lutando do anoitecer ao amanhecer.
Somos indestrutíveis”.
Refrãos grudentos que vão ficar na minha cabeça por meses! Tenho certeza que vão ficar na sua também. A faixa “Best Time” é a principal culpada por esta ressonância em minha mente. No geral, é álbum todo consegue ser cativante e contagiante. Difícil apontar algum ponto negativo nele. Isso me impressiona, pois há algumas faixas relativamente longas.
Da retumbante “Out For Glory”, “Robot King” ou o épico espacial “Skyfall”, uma viagem de ficção científica de 12 minutos que fecha perfeitamente as cortinas deste disco.
Respeito muito a produção musical do Helloween nas últimas décadas, mas pra mim este é um dos melhores álbuns da carreira da banda. Fãs de power metal, este é um disco obrigatório para sua coleção. E de fato… Minha resenha ficou parecendo de um fã entusiasta.

Formação:
Michael Kiske – vocal
Andi Deris – vocal
Kai Hansen – guitarra e vocal
Michael Weikath – guitarra
Sascha Gerstner – guitarra
Markus Grosskopf – baixo
Dani Löble – bateria

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